Segundo ranking estadual divulgado recentemente, a economia de Lages teve um crescimento de 3,4% em 2015 e, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Juliano Chiodelli tem certeza que no ano que vem Lages subirá mais ainda no ranking, se considerar os investimentos que estão acontecendo.

“Foi o melhor índice que o município obteve nos últimos 40 anos”, disse ele.
E ainda prevê para os próximos dois anos a abertura de mais cinco mil vagas de emprego.
Só esse ano, de janeiro a maio foram abertas 991 empresas – a grande maioria microempresa individual –mas, há 23 investimentos empresariais catalogados na sua secretaria que totalizam R$ 390 milhões, distribuídos entre empresas locais, novos negócios e ampliações.
Novos investimentos
Por exemplo, a JBS está investindo mais R$ 50 milhões em Lages. Vão pular de 800 para 1.200 funcionários. O Órion Parque também implementará a economia, inicialmente com 30 empresas.
Para começar, pequenas, mas com perceptivas de crescer e daqui a alguns anos, pelo menos uma delas virar uma ND Digital (empresa que tem hoje 300 funcionários e que deverá dobrar de tamanho com uma nova unidade).
Outro exemplo é a Incobel que atua hoje em Lages e Rio do Sul. Com o novo projeto que fica pronto o ano que vem, grande parte das notas fiscais vão ser geridas em Lages.
Essa semana mesmo Juliano conversou com um senhor que era funcionário da Superfrut e assumiu a distribuição dos produtos em Lages e está com 500 clientes só no município.
A empresa Volpato, que movimenta R$ 200 milhões/ano nem participou do movimento do ano passado.
A Sanovo vai gerar de 200 a 300 vagas no prazo de um ano, embora no primeiro momento gere apenas 50. E são empregos qualificados.
“Temos de sair do salário mínimo. Precisamos gerar oportunidades para que as pessoas se qualifiquem mais e possam ocupar essa nova leva de empregos”, disse Juliano.
Explica que as empresas que se instalarem no Órion Parque serão ainda pequenas, mas ninguém vai ganhar o salário mínimo, serão oferecidos salários de, no mínimo, de R$ 1.500,00 a R$ 2 mil.
Aos que questionam esse propalado crescimento econômico de Lages, Juliano diz que responde com números. Quando dizemos que Lages cresceu 3,4% em 2015, fica difícil dimensionar, mas quando falamos que Jaraguá caiu 10%, fica mais fácil compreender o que isso significa sua dimensão.