A deputada Carmen Zanotto também esteve na audiência
O presidente da Associação de Hospitais do Estado de SC, Altamiro Bittencourt e o presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de SC, Tércio Kasten estão percorrendo o estado e ontem, quinta-feira, estiveram em audiência Pública em Lages, para mobilizar a sociedade para um problema sério. Informa que estão há quatro meses tentando obter uma audiência com o governador Colombo, mas até hoje não conseguiram.
Diz ele que, se até setembro, os hospitais de SC não receberem ajuda, especialmente se o governo (central e estadual) não pague suas dívidas com essas instituições, os hospitais irão fechar suas portas. A situação é hoje insustentável.
A audiência foi marcada pelo vereador e presidente da Câmara, Thiago de Oliveira. O objetivo é fazer com que as Câmaras entrem nessa mobilização para alertar para o problema.

Diretores de hospitais da região estiveram presentes
As dívidas são milionárias, que aliadas aos baixos valores pago pelo SUS pelos procedimentos, faz com os hospitais fiquem sem condições de permanecer abertos. Levantamento da associação aponta que 47 hospitais filantrópicos estão com dívidas de R$ 37 milhões. No estado, são 180 instituições desse tipo.

Secretária municipal de Saúde, Rose Penso também acompanhou a audiência
Segundo a associação, os hospitais filantrópicos respondem por 70% do atendimento do SUS em Santa Catarina. E a tabela do SUS, que está defasada desde 1994, faz com que o hospital gaste R$ 100 e receba R$ 60 pelo atendimento".

Somente o vereador João Chagas presente à audiência desde o início. Depois chegou o vereador Juliano Polese.

Carlos Alberto Arruda, o Maxixe, que não perde nenhuma sessão ou audiência na Câmara, e que também integra o Conselho Municipal de Saúde disse que a situação em Lages está assim:
A saúde é um doente em estado terminal.
"São obras inacabadas, superfaturadas e aditivadas".
Apenas ele e a representante do SindiSaúde pediram a palavra na audiência.
O médico Eder Alexandre, diretor do Hospital Seara do Bem e representante dos hospitais da região, lembrou que são poucos os municípios que dispõem de uma unidade hospitalar e os que tem não têm estrutura e nem pessoal para dar resolutividade ao atendimento dos que o procuram. A dispõem sequer de médicos das quatro especialidades básicas.
Toda a população da Serra, isto é, os quase 290 mil habitantes – espalhados por uma grande extensão territorial – que nela dependem do atendimento de Lages. Mas lembra que alguns municípios, como Bom Jardim da Serra está a 120 quilômetros de Lages. “Portanto há um vazio assistencial” entre esses municípios e os hospitais de referências que pode custar vidas.










