Oito candidatos a vereador ainda aguardam julgamento, que deverá ser feito até hoje

 

Candidatos a vereador que aguardam julgamento:

Anderson Varela – PV

Henrique Beling – PV

Ezequiel de Souza Pimentel – PTC

Giselle Floriani a Silva – PcdoB

Ivani Ramos Vieira – PPS

Fabrício Flores Bratti – PSDB

Karoline da Rocha – PSDB

Fábio Correa de Andrade – PRB

 

Hoje é o último dia para a Justiça Eleitoral se posicionar a respeito.

 

Foi indeferida candidatura de

Marcinha Bem Dez – DEM

 

E renunciaram a candidatura:

Lenoir Pereira – PTC

Orlei Correia – PTN

 

 

“Temos independência para enxugar a máquina”, disse Marcius Machado.

 

Entrevista de Marcius Machado, no DC de hoje:

 

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Leia a íntegra de sua entrevista:

 

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DC – O senhor foi o vereador mais votado da história de Lages, mas foi impedido de continuar o mandato. Isto não atrapalha sua candidatura no momento?

Marcius – Não atrapalha porque a comunidade entendeu que foi um boicote. Quando saí do meu mandato de vereador, ganhei um documento assinado em cartório dentro da resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Esta resolução me garante sair do partido sem perder o mandato, a chamada justa causa por perseguição partidária. Só que, na contestação, o presidente solicita meu mandato. Com esse documento consegui permanecer no cargo até pouco tempo. Se eu não tivesse esse documento, no final de 2013 eu já teria saído. Os desembargadores entenderam que a perseguição partidária não se caracterizou porque eu queria concorrer a deputado e tinha de esperar as convenções. Mas, interna corporis, a gente sabia que havia perseguição partidária. O presidente do partido reconheceu isso e foi pressionado a contestar. Ele mesmo comentou para mim. Usou de características positivas… Fui presidente da Comissão de Justiça por três mandados consecutivos, fazia parte também da mesa-diretora. Então ele usou isso na contestação informando que o partido sempre me agraciou – na realidade foi por méritos próprios – e assim solicitou o mandato. Nem entrou na tese do documento. Existe esse documento, assinado em cartório, me liberando do partido. A população percebeu que foi uma jogada política, partidária, para buscar me desqualificar e me tirar do jogo político. Então eu creio que não venha a me prejudicar nesse sentido.

DC – Os outros dois candidatos são notadamente mais velhos. O que sua juventude pode mostrar como diferencial?

Marcius – Tem a diferença de ser determinado e qualificado. Sou formado em Ciências Políticas pela Univali, sou pós-graduado em Ciências Políticas na Ulbra, e sou advogado formado em Direito na Uniplac. Tive uma sucessão de grandes vitórias na minha carreira política. Na minha primeira eleição, em 2004, fiz 1.033 votos. Na segunda, em 2008, fiz 2.057 votos. Em 2013, foram 3.808 votos, sendo o mais votado da história. Em 2014 saí para deputado estadual, sou segundo suplente, fazendo 17.248 votos. Tenho a independência de contratar o secretário que for competente porque nós estamos com apenas dois partidos na coligação. Foi por escolha própria. O primeiro partido a entrar em contato comigo pediu secretarias e cargos. Com o PDT, que coligamos, a proposta foi auditoria das contas públicas do começo ao fim da gestão. Quando se faz um grupo de coligação muito grande, todos os cargos estão loteados e há necessidade de aumentar o número de cargos para poder beneficiar essas pessoas. 

DC – O governador Raimundo Colombo apóia um dos seus adversários. Isto pode atrapalhar no diálogo caso o senhor seja eleito?

Marcius – O governador tem compromisso com a cidade. Qualquer gestor que assumir a prefeitura em 2017, ele vai contribuir com os recursos necessários para que possamos desenvolver nossa cidade. Ele tem compromisso ético e moral com a cidade. Ele deve cumprir isso porque o povo não vai aceitar que não venha colaborar com o próximo gestor. Porque o gestor foi escolhido pelo povo e ele foi escolhido pelo povo também. Creio que teremos um canal muito bom com o governador. 

DC – Não sendo eleito, o senhor concorreria novamente à Prefeitura?

Marcius – Temos que esperar o momento. Caso não eleito, vou aguardar para ver qual será a definição e o que vai acontecer. Vou continuar minha carreira como advogado. Ministro cursos de oratória e desenvolvimento pessoal, então vou ampliar minha atuação nesse setor e me aprofundar nas especializações que eu faço.

DC – O senhor sempre descartou ser candidato a vice, alegava posição decorativa. Que papel terá sua vice caso eleito?

Marcius – A minha vice, Andréia Strasser, está do meu lado dia a dia, no corpo a corpo. No nosso horário eleitoral ela aparece como autora nesse processo. Ela tem um papel de protagonista comigo. Tenho confiança de que ela é a melhor vice e que, quando eu precisar me ausentar do município, ela vai ter responsabilidade e assumir porque tem tecnicidade. E ela vai assumir uma secretaria, não vai ser uma vice de gabinete. Vamos economizar com cargo de secretário R$ 100 mil ao ano.

DC – Se não tiver sucesso nesta eleição, aceitaria compor o governo eleito?

Marcius – Não. Vou focar na minha profissão, a advocacia. Quero contribuir com a cidade como prefeito. Caso não dê certo, quero me especializar mais na minha profissão para trazer resultado na advocacia e nos meus cursos.

DC – O senhor é entusiasta da programação neurolinguística. Há espaço para esta ciência na prefeitura?

Marcius – Eu, pessoalmente, vou ministrar cursos de programação neurolinguística, de coach, mecânica quântica, para que a gente possa melhorar o nosso servidor público. Para que ele possa dar o salto quântico necessário, que é um salto qualitativo, de atendimento. Sou entusiasta, apaixonado por programação neurolinguística, e quero contribuir sendo o próprio gestor disso.

DC – Há uma gordura de cargos a serem cortados na prefeitura?

Marcius – Sim. Cargos não estão loteados, temos independência para enxugar a máquina. O secretário da Saúde será indicado pelos próprios profissionais da Saúde. O de Desenvolvimento Econômico será indicado pelo Fórum das Entidades. Precisamos trabalhar como se fosse na iniciativa privada. 

DC – O senhor também fala em investir em técnicas alternativas de medicina. Como isso poderia ser aplicado na saúde municipal?

Marcius – A cultura oriental já aplica muitas alternativas em relação à medicina. Precisamos ter um envelhecimento com saúde. Então precisamos trabalhar com superalimentos, ensinar a comunidade a fazer um alimento saudável para que tenha longevidade. Se o cidadão coloca babosa na água, elimina grande chance de ter câncer. Depressão, como atuar nisso? O maior índice está no interior do Estado porque não praticam esporte, não tem vida saudável. Precisamos incentivar isso através de orientações. As técnicas normais vão continuar e vamos otimizar, mas precisamos que se tenha consciência do que ele é o que ele come.

DC – O senhor propõe concurso para a Guarda Municipal. Isto não vem a suprir uma deficiência que o Estado deveria cumprir?

Marcius – Não podemos ficar omissos nesta questão. O Estado não consegue suprir toda essa demanda. O sistema carcerário é falido, os presos saem sem expectativa. Temos várias frentes. Uma é a Guarda Municipal. Queremos também colocar câmeras de segurança em todas as entradas da cidade. Vamos iniciar também um programa de instalação de câmeras nas áreas rurais. Porque aumentou o furto de animais e roubos. Temos proposta também do Conselho Comunitário de Segurança para o homem do campo. 

DC – Tem chamado atenção sua presença em semáforos, nas ruas, entregando panfletos. É reflexo da falta de recurso ou estratégia?

Marcius – Como eu venho do movimento estudantil, minha militância sempre foi em sala de aula, nas ruas, nas praças. Também não tenho toda a estrutura que nossos concorrentes têm. Quando concorri pela primeira vez a vereador existia a crença popular de que, para ser eleito, precisava de R$ 100 mil. Conseguimos fazer com R$ 10 mil. Material de qualidade e estratégias eficazes. Não dou churrasco, não pago gasolina. 

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/09/precisamos-trabalhar-como-se-fosse-na-iniciativa-privada-diz-marcius-machado-candidato-em-lages-7413906.html

“Quero o governador com a gente, até com os defeitos que ele tem”, disse Ceron

Matéria publicada hoje no DC, fala sobre as candidaturas a prefeito em Lages, sob o título: “Composição e apoio criam discórdia em Lages”.

“Coligação de Roberto Amaral, que compõe com o partido de Elizeu Mattos, não quer ser considerada de continuísta, mas oposição insinua herança ao desgaste do prefeito. Antônio Ceron se diz o candidato com apoio do governador, que é amigo de Amaral. W Marcius Machado diz que conta com Colombo para governar”, diz o repórter Roelron Maciel.

Leia o que disse o candidato Antônio Ceron:

 

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Leia a entrevista na íntegra:

 

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DC – A imagem de Raimundo Colombo tem peso em sua campanha. Não teme herdar eventual antipatia ao governo dele?

Ceron – Quando você escolhe um parceiro, escolhe por inteiro. Quero o governador com a gente, até com os defeitos que ele tem. Pelo que representa para Lages, mas principalmente por o que ele representará se eu ganhar as eleições. Parcerias muito sólidas, já delineadas no caso de eu ganhar a prefeitura. Ele é aliado de corpo inteiro.

DC – Sua visão é positiva quanto à atuação dele em relação a Lages?

Ceron – Com certeza absoluta. Não fez mais em alguns casos especialmente por falta de uma parceira, que acabou ficando mais no campo político, no caso da administração atual, do que no campo prático. Poucos projetos. Quando mandava um projeto, não tinha negativa disso, daquilo. Ele ajudou bastante, mas poderia ter ajudado mais. Esse "poderia", vamos deixar para fazer nos primeiros dois anos do meu governo, se eleito, em que ele ainda será governador.

DC – Dizem que seu vice tem presença tímida na campanha. O que o senhor diria quanto à presença dele?

Ceron – Ele está totalmente integrado. Quem diz isso são os adversários, se não acharem defeito vão criar. Faz parte do jogo político. Ele faz parte de uma coligação partidária. Ele foi o vice escolhido dentro do PP, estou feliz com a presença dele. Está ajudando na campanha e vai ajudar na administração.

DC – O senhor diz que pretende enxugar a máquina…

Ceron – Vou enxugar. Não é concebível ter em Lages mais de R$ 2 milhões por mês de gastos com comissionados. Com prefeito e vice juntos são 429 comissionados. A Itália, quando troca governo, muda 60 a 70 pessoas. Lages deve ser muito rica, né, para ter todos esses comissionados. Não vamos cortar, não vamos é admitir. Imagino que em 31 de dezembro os atuais comissionados serão exonerados. Vamos admitir exatamente o necessário para montar uma boa equipe técnica de governo com a participação de aliados políticos que tenham competência para ocupar o cargo.

DC – Essas pessoas, comissionadas, o senhor entende que não fazem papel importante na prefeitura?

Ceron – Na verdade, estão fazendo de positivo mesmo nada a não ser os efetivos, aqueles contratados em processo seletivo, e também muitos contratados que fazem a sua parte. Evidentemente, os comissionados são um "cabidaço" de emprego que não pode prosperar quando se vê prefeituras, Estado e União com dificuldades. 

DC – Seu plano propõe reaproveitar a verba de comissionados na pavimentação. Como fazer essa engenharia?

Ceron – Temos 25,2 mil metros de ruas onde passam o transporte coletivo que estão sem pavimentação. Com a economia dos comissionados, 52 folhas, podemos economizar em torno de R$ 50 milhões. Queremos zerar esses 25 mil metros e, a partir daí, aproveitar o recurso de outra maneira. A partir de janeiro esse dinheiro ficará separado para atender esse compromisso.

DC – Nas eleições passadas, o senhor não foi vitorioso por pouco (teve 49,29% dos votos). O que mudou daquele quadro para agora?

Ceron – Foi uma eleição muito disputada, não se contesta o resultado. O que se contesta hoje é a eficiência da atual gestão. Deixou a desejar no campo de comportamento pessoal e de gestão. É a pior administração de 250 anos em Lages.

DC – O senhor se compromete a comparecer semanalmente às unidades de saúde. Isto não comprometeria seu tempo?

Ceron – Sou acostumado a levantar cedo e, antes de ir para a prefeitura, passar no posto de saúde. Mas não vou fazer só na saúde, vou fazer na educação também. É para sentir o que a comunidade precisa. Dia 2 de janeiro, se eleito, estarei em um dos postinhos antes de ir à prefeitura. Para levar entusiasmo e estímulo aos servidores trabalharem bem.

DC – Isto mesmo em períodos de maior cobrança da população?

Ceron – Não tem problema nenhum. Só tem medo quem não fizer a coisa correta. Você não vai ser nem onipresente nem onipotente, você vai fazer dentro das limitações. Mas, no esforço, não há limitações.

DC – Um dos candidatos propõe lançar concurso público para a Guarda Municipal. A ideia o agrada?

Ceron – É evidente que alguns detalhes vamos conhecer no dia 2 de janeiro. Qualquer mudança mais profunda, vamos ter que aguardar os números. Imagino que precisamos dos 180 dias, com exceção das coisas essenciais, será uma torneira fechada total. A gente imagina que a situação financeira é complicada. 

DC – Tem restrições ao atual modelo de transporte coletivo?

Ceron – Lages tem um sistema de transporte coletivo que funciona razoavelmente bem. Há poucos dias houve renovação da concessão. Temos um ponto que precisa de ajuste com a concessionária. Em alguns locais os ônibus passam em poucos horários. Um pensamento meu é que quem deve formar a linha e horário é a prefeitura com a anuência da empresa. Na planilha de custos entram todos os detalhes. Mas no momento em que eu calçar todos os 25 quilômetros que faltam, a empresa também terá um ganho na manutenção dos veículos. A prefeitura tem como dar contrapartida e cobrar mais horários em algumas localidades.

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/09/o-que-se-contesta-hoje-e-a-eficiencia-da-atual-gestao-diz-antonio-ceron-candidato-em-lages-7413863.html

Candidatura de Firmino foi impugnada. Agora a coligação recorre ou troca de candidato

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O candidato a prefeito de Campo Belo do Sul, pela Coligação Experiência, Trabalho e Renovação, Firmino Aderbal Chaves Branco (PP), teve sua candidatura impugnada por decisão do proferida hoje( 11) pelo juiz eleitoral de Anita Garibaldi.

O PP e os demais partidos da coligação – PDT, PSDB, PSB e PT têm agora duas alternativas: recorrer à instância superior para derrubar a impugnação ou trocar de candidato.

Leia o que diz o despacho do juiz:

Da conclusão

Destarte, conclui-se que Firmino Aderbal Chaves Branco encontra-se inelegível, nos termos do artigo 14, § 9º, da Constituição Federal, c/c artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar n. 64/90. Por outro lado, ao que tudo indica, não haveria óbice para o registro da candidatura de Sandro Messias da Silva como candidato ao cargo de VicePrefeito do Município de Campo Belo do Sul, entretanto, o registro da chapa majoritária somente será deferido se ambos os candidatos – Prefeito e VicePrefeito – forem considerados aptos, o que não é o caso, porquanto Firmino Aderbal Chaves Branco é inelegível.

Diante do exposto, julgo procedente a impugnação ao pedido de registro da candidatura formulada pelo Ministério Público Eleitoral e, por consequência, indefiro o registro de candidatura de Firmino Aderbal Chaves Branco para o cargo de Prefeito do Município de Campo Belo do Sul, declarando-o inelegível, o que faço com fundamento no artigo 14, § 9º da Constituição Federal, c/c artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar n. 64/90. Cientifique-se a Coligação “Experiência, Trabalho e Renovação” (PP, PDT, PT, PSB e PSDB) da presente decisão e para, querendo, se não houver recurso, indicar substituto, na forma dos artigos 67 e 68 da Resolução n. 23.455/2015. Transitado em julgado, proceda-se a anotação de inelegibilidade no cadastro eleitoral e, após, arquive-se.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Anita Garibaldi, 11 de setembro de 2016.

Edison Alvanir Anjos de Oliveira Júnior

Juiz Eleitoral

Amaral dá entrevista ao DC: diz que não vai manchar sua biografia e nega que tenha dito que é candidato para um só mandato

 

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DC – O senhor tem 69 anos de idade. Por que só agora a candidatura?

Amaral – Somente agora me acho em condições de deixar a minha empresa totalmente. Há oito anos eu venho trabalhando na sucessão. Isso me dá a possibilidade de me dedicar totalmente à vida pública. Antes não podia fazer isso, sou presidente da empresa. Todo o grupo é somente meu e da minha família. Não tinha possibilidade de ir para a vida pública antes sem comprometer a empresa como um todo.

DC – Em um primeiro momento, não havia consenso do PSDB para a sua candidatura…

Amaral – Não. Isso foi uma invenção da imprensa. Fui convidado pelo senador Dalírio e pelos então dirigentes do partido para entrar no partido. Entrei a convite deles para ser o candidato do partido. No decorrer do processo alguns postularam candidatura em chapa pura. Não concordei porque eu precisava de coligações, mais tempo de TV, mais estrutura. Com chapa pura teríamos dificuldades. Por conta dessa insistência o diretório estadual interviu no partido e formou uma nova Executiva. Mas em nenhum momento houve manifestação para que eu não fosse candidato do partido. Não teve nenhum outro candidato.

DC – Não fica uma ferida no partido?

Amaral – Não fica porque as pessoas que saíram da Executiva não fizeram nenhuma manifestação até agora de repúdio, de alguma coisa nesse sentido. O PSDB ainda é um partido pequeno em Lages, precisa engrossar as fileiras, e essa coligação foi absolutamente necessária.

DC – O senhor tem o apoio do PT, que historicamente nunca foi um apoiador do PSBD…

Amaral – O PT está nesse grupo de partidos que hoje administra a cidade. Então, o PT se engajou, teve as autorizações necessárias para me apoiar.

DC – Não há risco de a aliança futuramente enfrentar resistência do PT?

Amaral – Não existe isso. Em Lages há um caleidoscópio de partidos. O meu adversário tem o PCdoB na coligação dele. Há todos os matizes. Nossa coligação tem o DEM, está junto com o PT na mesma chapa de vereadores. Quando você tem uma coligação você tem uma possibilidade muito maior de atender a todos os segmentos da sociedade. 

DC – O senhor tem o apoio do atual prefeito…

Amaral – Não, tenho o apoio do PMDB, que é o partido do atual prefeito.

DC – Se incomoda se disserem que o seu governo é de continuidade?

Amaral – Não, eu me importo se me chamarem de continuísta, mas não de continuidade. A Festa do Pinhão é uma continuidade de 25, 30 anos. Talvez seja um dos maiores eventos de Santa Catarina, se não for o maior, porque houve continuidade. Os governos têm de se preocupar em políticas de Estado, não políticas de governo. Os mandatos são muito curtos, a cidade é sempre a mesma. Não é possível que as prioridades mudem ao sabor de uma eleição. Entrei no PSDB em abril, nunca fui candidato a nada. E vou ser candidato só a prefeito de Lages.

DC – O senhor é candidato a um mandato só?

Amaral – Não, isso eu nunca disse. Sou candidato a prefeito e posso eventualmente ser candidato a uma reeleição. Posso, mas não pretendo. Mas nunca disse a ninguém que sou candidato de um mandato só. Dificilmente vou à reeleição, já estou com quase 70 anos, mas não vou dizer coisas que, depois, possa me arrepender.

DC – O senhor tem extenso currículo acadêmico e profissional. Lhe falta o mesmo patamar enquanto gestor?

Amaral – Tenho experiência. Fui presidente da Companhia de Tecnologia do Estado. Fui diretor da Codesc. Fui eu que fundei a Acaert, fui duas vezes presidente. Sou presidente licenciado do Parque Orion, sou presidente do Consel. Tenho uma bagagem de administração pública e de classes, de ONGs, que é muito maior do que um adversário meu, efetivamente foi presidente do Conselho do Diretório Acadêmico. Eu também fui presidente de diretório acadêmico na engenharia. Fiz administração na Esag em Florianópolis, é uma escola de administração voltada à administração pública. Fiz mestrado em administração, fiz doutorado em engenharia e gestão do conhecimento. Estou fazendo pós-doutorado na UFSC. Tenho 28 artigos científicos, nove ou dez capítulos de livros publicados, dois livros publicados. O último artigo que estou publicando é sobre dados abertos, dados voltados à administração pública. Os dados da prefeitura são dos cidadão. Vamos fazer em Lages uma administração pública diferenciada porque estará aberta.
 

DC – Sua proposta é instituir mais transparência. Os servidores serão mais fiscalizados?

Amaral – Primeiro, vamos instituir um órgão de compliance. A palavra é em inglês, não tem tradução em conformidade. O que não estiver em compliance não vamos fazer. Não estamos falando de secretaria, teremos uma área na prefeitura. Compliance do prefeito, do secretário, do servidor, de todos os níveis da administração. Isto vai ser perseguido dia após dia. Tenho como referência Goiás, mas as empresas americanas todas já têm. Acho que é muito moderno para o país, senão não estaríamos passando por tudo o que passamos no governo federal, no governo municipal, se tivéssemos essa questão bem limitada, bem clara. Não vamos transigir em nada que possa ser entendido como falta de compliance.

DC – O senhor fala muito em tecnologia, inovação. Diria que a administração municipal parou no tempo?

Amaral – A administração pública parou no tempo, especialmente a do Estado e dos municípios. A administração federal está melhor do que a estadual e municipal com relação à utilização efetiva da tecnologia da informação para que se faça uma gestão eficaz e transparente. Os municípios precisam usar as ferramentas de BI, entender que o Big Data precisa ser utilizado. Vamos achar como desenvolver um aplicativo que possa facilitar essa transparência para o cidadão. Você vê alguma coisa errada, fotografa e já manda. Nós no Ciasc desenvolvemos essa ferramenta e disponibilizamos para a prefeitura de Lages gratuitamente para a Ouvidoria. Isto já está implantado. Ainda está em teste. Você já manda aquilo para o setor de triagem e, automaticamente, recebe no seu celular o que aconteceu. Se o secretário recebeu a informação…

DC – Sua proposta em relação às empresas é estimular o desenvolvimento de dentro para fora. Isto pode vir a barrar grandes empresas na cidade?

Amaral – De jeito nenhum. Quase 70% da nossa arrecadação está nas mãos de quatro empresas. A Ambev tem 40% da arrecadação de Lages, é uma dádiva. Essas empresas são importantes para o equilíbrio fiscal, mas são menos importantes para a geração de empregos. Se elas têm 60 a 70% da arrecadação, tem 5% dos empregados. Precisamos preparar melhor a nossa gente para que, quando essas empresas vierem, absorvam a mão de obra mais qualificada nossa. E vamos dar ênfase às pequenas empresas com perspectiva de crescimento.

DC – O governador apóia outro candidato da cidade. Caso o senhor seja eleito, isto não implica em ter mais dificuldade nos pleitos?

Amaral – Quem me ensinou isto foi o Raimundo. Ele diz que picuinhas políticas não constroem hospital, não fazem pontes nem estradas. Sou contraparente dele, padrinho dos filhos dele. Tenho uma ligação afetiva, de amizade, intimidade, que não vai se abalar por conta de uma eleição. Estamos juntos há 35 anos, 40. Tenho certeza absoluta de que o governador não vai discriminar Lages, a cidade dele. Ele vai ter facilidades comigo. Ele apóia o candidato do partido dele, não podia ser diferente. Acabando a eleição, vou procurar o governador e vou querer fazer todas as parcerias possíveis. O que não vai haver é picuinha.

DC – O quadro atual da prefeitura está inchado? Pretende enxugar?

Amaral – Não vi ainda como está. Não vou ser leviano de dizer "vou demitir não sei quantos, vou diminuir secretarias". As secretarias são necessárias por conta de políticas públicas oriundas de Brasília. Para ter os recurso da Saúde, precisa ter secretaria de Saúde… É preciso ter secretarias que espelhem nos municípios o que há no federal. Vamos ter os funcionários da prefeitura adequados para prestar um bom serviço à população. Temos hoje 47% do orçamento em folha de pagamento, é um número confortável para a administração. Se pudermos ter 30% nós teremos, mas não vamos privar a população de serviços essenciais. 

DC – Sua coligação é ampla. Há quem se preocupe com a acomodação de cargos depois…

Amaral – Quando você governa com 11 partidos, tem que escutar os 11. Não tenho dúvidas de que os partidos vão indicar em áreas afins às suas ideologias. Mas todos os secretários, todos os cargos serão de confiança do prefeito da cidade. Não vou repassar nenhum tipo de decisão que não seja minha. Vou fazer 70 anos, não vou manchar minha biografia. Entrei para deixar legado e mais nada. 

 

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/09/vou-fazer-70-anos-nao-vou-manchar-minha-biografia-garante-roberto-amaral-candidato-em-lages-7413849.html

Polese dá sua versão para a ausência de Hampel no debate

 

Foi realizado o debate realizado com os candidatos a vice-prefeito nesta manhã de domingo, na Band FM, onde compareceram somente dois dos três candidatos. Mushue Hampel, da coligação Somos todos Lages, não quis comparecer, alegando compromissos já assumidos. Foi sua opção, como foi de Roberto Amaral não comparecer no debate anterior.

 

Penso que os políticos acostumados ao microfone acabam se saindo sempre melhor. Aqueles que até hoje dedicaram-se apenas à atividade empresarial não tem os meandros do discurso e mesmo tendo propostas boas, não conseguem expor em situação como essa de tensão.

Entendo que não seria esse o problema de Mushue Hampel, e credito muito mais à solidariedade ao seu companheiro de chapa, que optou por não participar.

 

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Mas, para o vereador e candidato a vice, Juliano Polese, a interpretação é outra: “O candidato que não vem ao debate é como o candidato a um emprego que não vai na entrevista: porque não tem interesse na vaga”.

Quanto ao debate, se é que podemos chamar assim, como observou um dos questionadores, durante a campanha “os candidatos conhecem todos os problemas e conhecer as soluções de todos os problemas. E os problemas persistem independentes das administrações”.

Amaral fez caminhada no Bairro Coral

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Joaquim Goulart Júnior, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-presidente da Acil e apoiando a coligação Somos todos Lages, e acompanhou caminha, hoje (10) na avenida Camões, bairro Coral.

 

“O Roberto tem a mente aberta, é sinônimo de modernidade, não faz parte da ‘mesmice’”, define Joaquim.

 

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Para o atual vice-prefeito e presidente do PPS em Lages, Toni Duarte, “através dos seus veículos de comunicação (grupo SBT Santa Catarina, do qual faz parte a rádio Clube), o Roberto já atende uma multidão de pessoas. Essa experiência ele levará também para a prefeitura”, ressalta. 

 

O presidente da SC Gás, Cosme Polese e Jaime Refinski, também foram legar seu apoio a Amaral.

 

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 “Na atual administração tivemos o melhor resultado dos últimos 15 anos em jogos regionais. Roberto e Hampel vão criar mecanismos pra gente ter um desempenho ainda melhor, superior às conquistas já obtidas”, frisa. “Vamos fortalecer as categorias de base”, relata Jaime.

 

Correio Lageano prepara reportagem sobre dia de campanha de Marcius e Andréia

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Acordar cedo e caminhar muito, de semáforo em semáforo e de porta em porta para apresentar propostas e pedir o voto dos lageanos. Esta tem sido a rotina de Marcius Machado e Andréia Strasser na campanha pela prefeitura de Lages.

 E na manhã deste sábado (10) o Correio Lageano acompanhou o trabalho realizado pelos candidatos da Coligação “Tudo muda, se você mudar”.  O jornal colhe informações para uma reportagem que deve ser publicada  nos próximos dias.

Obviamente que deverá fazer também com os demais candidatos.