Reitoria não respondeu ao abaixo-assinado do curso de Jornalismo

Os estudantes do Curso de Jornalismo da Uniplac ainda não tiveram uma posição da reitoria com relação ao problema criado com o afastamento do professor Ivan de Moraes . Inclusive perderam neste semestre a disciplina que era ministrada por ele.

Leia o abaixo-assinado encaminhado no início de março à reitoria:

 

ABAIXO-ASSINADO – CARTA ABERTA

 

Nós, acadêmicos da 3ª, 5ª e 7ª fase (s) do curso de graduação em Jornalismo da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), manifestamos total repúdio à decisão da Universidade ao afastar o professor Ivan Cláudio Siqueira de Moraes. Além disso, sustentamos que Ivan tem apoio dos estudantes por uma série de motivos considerados pelos discentes do curso como relevantes. Dentre eles: a demissão denota uma falta de planejamento por parte da universidade, que desestabiliza o semestre de uma maneira geral. Primeiro porque não há, no corpo docente de jornalismo, tantos professores que sejam capacitados para substituí-lo. Ele é titular das cadeiras e com razão. Segundo que um professor já tem traçados os projetos a serem desenvolvidos ao longo de um semestre, talvez até pensados no período anterior ou mesmo durante recessos, inclusive referente ao próprio, os planos de ensino encontram-se no sistema. E, terceiro e mais importante, além de uma quebra de contrato, que já é algo muito grave em termos jurídicos e éticos, é um prejuízo nos processos de ensino e aprendizagem dos alunos. Tem que se reconhecer que estes já sabem a forma dele dar aula, já reconhecem e ritmo. Com essa quebra, a adaptação levaria um tempo que comprometeria seriamente o semestre.

Ivan leciona no campus desde 2013, passando por um processo de estruturação e manutenção das diretrizes do curso, exercendo o cargo, inclusive, de coordenador. No mesmo sentido, é professor titular das cadeiras de Semiótica, Planejamento Gráfico, Redação Jornalística, Jornal Laboratório, tendo papel fundamental na condução do ensino em todas as turmas, da primeira à oitava fase. É também o coordenador de projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos pelos acadêmicos, sendo importante na formação dos estudantes tanto em questões acadêmicas e profissionais quanto na potencial atuação transformadora deles da sociedade na região, conforme Lei N 12.881, de 12 de novembro de 2013. Entre outros projetos, foi responsável pelo desenvolvimento de iniciação científica de alunos, além da inserção deles em estágios e na manutenção da Plataforma Laboratório de Jornalismo (LABJOR). Salientamos também os projetos do Jornal Mural Araucanos, em produção voltada ao público interno da universidade, e a revista Semiose, periódico com interesse na produção de texto jornalístico. Nota-se que a variedade de ações empenhadas pelo professor, tanto no campo da teoria quanto no da prática, o credenciam como perfeitamente capaz de seguir oferecendo e à universidade um profissional comprometido e aos estudantes uma formação digna e necessária.

Endossam esse abaixo-assinado alguns egressos do curso de jornalismo, pois nosso paraninfo é um docente incrível como profissional e principalmente como pessoa. Ele não forma somente ótimos jornalistas, mas ele forma seres humanos. É um amigo especial e particular de cada um. É um confidente e um pai. A base do curso estava em suas costas e sempre estará. Com ele os alunos publicaram artigos científicos, iniciaram seus primeiros passos na profissão como estagiários, voluntários e monitores, enquanto outros foram mais longe e hoje possuem livros publicados e prêmios na área. Essas são algumas oportunidades que nosso professor Ivan nos deu e somente alguém de enorme coração dividiria seus méritos e capacidades com o próximo como ele faz. A tudo somos gratos a ele e pouco a Uniplac.

 

 

Último relatório da Defesa Civil Estadual

O último relatório divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina, às 11h desta segunda-feira, informa que 31,8 mil pessoas foram afetadas pela chuva e ventos das últimas semanas em Santa Catarina. Ao todo, 103 municípios foram afetados, com 9,1 mil residências atingidas. O número de desalojados em casas de parentes e amigos chegou a 21.631 e em abrigos públicos 2.338. Todos estão voltando para casa, conforme a Defesa Civil.  Desde o último relatório, apresentado na sexta-feira, 9, mais quatro municípios registraram ocorrências.

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Bom Jardim da Serra amanhece com -2,1ºC, mas semana será de sol com temperatura amena em todas as regiões. Foto? James Tavares/secom

Ocorrências/registros:

– Vendaval – 9
– Alagamento – 11
– Enxurrada – 11
– Chuva intensa – 15
– Inundação – 26
– Deslizamentos – 45

Abrigos que foram montados:

Lages:   5  abrigos com 221 pessoas
Rio do Sul: 19 abrigos com 983 pessoas
Taió 2 abrigo 24 pessoas
Correia Pinto  6 abrigo –  88 pessoas
Ituporanga  9 Abrigos  -121 pessoas 
Otacílio Costa  1 abrigo – 21 pessoas 
Lontras 1 abrigos – 24 pessoas 
Tangará 1 abrigo -11 pessoas 

Otacílio Costa continua com áreas alagadas

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No sobrevoo realizado na manhã desta segunda-feira foi possível constatar a situação de Otacílio Costa, que ainda apresenta algumas áreas alagadas.

Até na sexta-feira o prefeito Luiz Carlos Xavier não tinha como saber da situação do interior do município tal era as dificuldades de comunicação e deslocamento pelas rodovias do interior. Os danos foram muito sérios a ponto do prefeito pedir ajuda e orientação do Exército.

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 Após o sobrevoo, ainda no aeroporto de Lages, a equipe participou de reuniões com prefeitos, entre eles o prefeito de Lages, Antonio Ceron, de Otacílio Costa, Tio Ligas e o de Rio do Sul, José Thomé. Representantes catarinenses do Senado e do Congresso também estiveram no local.

Fotos: James Tavares/secom

Secretária explica quais foram os problemas do Ceim do Petrópolis. Vários CEIMs tiveram problemas devido às chuvas

Nota de esclarecimento

 

Com relação a sua publicação sobre o Centro Educação Infantil Municipal (CEIM) Judite Terezinha Dias, localizado no bairro Petrópolis, esclarecemos que esta unidade de ensino também sofreu avarias devido as constantes chuvas da semana passada. Ali o que mais se prejudicou foi a infiltração na rede elétrica.

Identificado este problema, nossos técnicos e eletricistas realizaram serviços emergenciais no local, sendo que uma das orientações é o tempo de secagem da rede. Primando pela segurança de alunos, professores e servidores as aulas foram suspensas na sexta-feira (10). Com a melhora do tempo já foi constatado que a partir desta terça-feira (13) as aulas poderão ser retomadas normalmente. Lembramos mais uma vez, que esta medida foi única e exclusivamente pela segurança de todos que trabalham e estudam na unidade.

Outros CEIMs, que já estão com aulas normais, tiveram problemas semelhantes de infiltração na rede elétrica: CEIM Uniplac, no bairro Universitário e CEIM Primeiros Passos, no Ponte Grande. Nestas unidades também tivemos que esperar o tempo melhorar e providenciamos a troca de alguns equipamentos elétricos.

O único que ainda ficará mais uns dias sem aulas será o CEIM Sepé Tiaraju, no Passo Fundo, onde infelizmente os alagamentos danificaram quase que a totalidade da mobília, mas ressaltamos que já estamos recuperando o patrimônio perdido, para que ainda esta semana as aulas retornem normalmente.

Com isso, esclarecemos esta situação em que algumas unidades de ensino da rede municipal foram prejudicadas devido as fortes chuvas. Lembro ainda que a determinação do prefeito Antonio Ceron é a rápida recuperação destes espaços sempre priorizando à segurança das nossas crianças e adolescentes, professores e funcionários.

Atenciosamente,

Valdirene Vieira

Secretária Municipal da Educação       

Agora levaram o vaso sanitário da capela mortuária

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Vereador João Chagas usou o Facebook para lamentar o que houve com a capela mortuária.

Agora levaram o vaso sanitário, mas não foi a primeira vez que larápios entram no local e danificam a capela que foi feita para uso da comunidade.

Este é o grande problema: a falta de respeito pelos equipamentos comunitários. Mas, há também o descaso da própria comunidade que  não faz nada para impedir que isso aconteça.

Ceim fecha por três dias porque está sem luz

Recebi esta informação, que para evitar represálias, omiti o nome do remetente:

 

Segunda e terça não teve aula no CEIM Judite, no Petropolis. Detalhe é que a escola não pegou enchente e as professoras e diretora moram no bairro. Quarta teve aula normal, quinta deu um curto circuito e a escola ficou sem luz. Ligaram para as mães pegarem as crianças porque não podiam ficar no colégio sem luz. Falaram que iam chamar um técnico, não chamaram ou não foi. Daí ligaram para as mães que não teria aula na sexta-feira novamente para ida do técnico. Mas, para a surpresa das mães ligaram pra dizer que segunda-feira também não teria aula, pois o técnico não encontrou a diretora na sexta para abrir a escola e fazer o conserto.

Não podemos esquecer que muitas mães dessas crianças que estão na creche trabalham fora e cada vez que a escola fecha causa um transtorno.

Será que Secretaria da Educação está sabendo disso?  

Solicitei informação à assessoria de Comunicação da prefeitura

Aeroporto lotado de políticos

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Aeroporto de Lages lotou com políticos vindos de todos os locais para mostrar que estão empenhados na ajuda. Não se fala no caso dos prefeitos que teriam mesmo de estar ali. 

 

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Senador Dário Berger com o prefeito de Anita. João Ciodinei. Também veio dar uma voltinha de helicóptero. Quero ver depois qual a juda que dará em Brasília.

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O deputado Mauro Mariani (no canto direito), ao que parece até chegou antes, para não perder o mídia na cobertura da vinda dos ministros.

 

Colombo levará a Brasília o relatório final: Só os municípios precisam de R$ 40 milhões para a recuperação

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Era 9h30min quando a comitiva, vindo de Brasília, com escala em Florianíopolis, chegou ao aeroporto de Lages.

O Ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho foi o primeiro a ser inquerido pela imprensa a respeito da visita. O ministro informou que está aguardando o relatório da Defes Civil do Estado que fala entre 20 a 30 mil atingidos. "A partir daí caberá ao ministério levantar os recursos necessários para recuperar estas regiões atingidas. Também trouxemos junto o diretor geral do Dnit para verificar as estradas federais para verificar da possibilidade de rapidamente restabelecer o tráfego nestas rodovias," disse Helder.

E disse ainda:

"Neste momento o governo do Estado garante a ajuda humanitária para as famílias atingidas, conjuntamente com a Defesa Civil Nacional. Inclusive enviamos técnicos da Defesa Civil para SC para acelerar a produção dos planos de trabalho para permitir enviar, o mais rápido possível os recursos necessários para que as obras de reconstrução possam acontecer."

"Estamos dialogando com o governo do estado no sentido de  continuar com a agenda (das obras de contençã). Inclusive estes eventos acontecidos nos últimos dias demonstraram claramente a importância das obras de contenção e de prevenção que foram realizadas com a parceria do governo estadual e o governo estadual."

 

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O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, também integrou a comitiva.

Osmar Terra disse que para os municípios que decretaram situação de emergência (são 12 somente na Serra) será antecipada a Bolsa Família em 15 dias. Também vão verificar a situação das comunidades indígenas e quilombolas e ver da necessidade de distribuição de alimentos, complementando o trabalho do Ministério da Integração Nacional.

"Só viemos buscar informações e ver in loco a situação e, a partir de amanhã, a gente começará a tomar medidas em Brasília para ajudar os atingidos," disse ele.

 

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Na terça-feira o governador Raimundo Colombo irá a Brasília para levar o levantamento completo de todos os estragos no estado e apresentar o quanto precisa para a recuperação.  Só para os municípios serão necessários cerca de R$ 40 milhões. Isso baseado nas enchentes de 2014, diz o governador.

Logicamente que para a recuperação das estradas o volume será bem maior.

 

No sobrevoo feito na região, o objetivo era mostrar o problema da BR 282 próximo ao Cerrito e os problemas em Otacílio Costa e valorizar o papel das duas barragens da região de Ituporanga e defender a construção do restante do projeto.

 

Fotos: Pablo Gomes

 

Em busca de quem passou a mensagem

Ouvi dizer que o vazamento do áudio da secretária da Educação, na sexta-feira, chamando os professores para ela pôr para dentro do parque Conta Dinheiro, não vai ficar por isso mesmo.

Está sendo feita uma verdadeira caça às bruxas com o rastreamento das mensagens.

Um funeral que levanta a questão da contrapartida das funerárias na concessão do serviço no município

Pessoal! Estou de plantão no jornalismo neste final de semana. hoje pela amanhã (domingo) recebi um pedido de socorro, uma família que foi fazer o sepultamento de um ente querido seu, se depararam com uma cena muito triste na capela do Cemitério da Penha. Uma senhora estava velando seu esposo na referida capela e era extremamente carente. Fui até lá e ouvir o que ela precisava.
Ela me relatou o seguinte:
 
Seu esposo estava sentindo fortes dores no abdômen desde domingo passado onde foi ao pronto atendimento  fizeram raio-x e recebeu medicação para dor e disseram que poderia ser rins. Voltaram para casa e o estado dele só piorava. No início da madrugada deste domingo ele veio a falecer em casa. Chamou então a funerária que pediu R$ 450,00 para início dos procedimentos. Mas ela não tinha nem dez reais. Os profissionais do serviço funerário embarcaram no carro e foram embor. pois ela não tinha os valores exigidos para tal.
Foi então acionada a prefeitura que, por volta das 5h30 da manhã,​disponibilizou um caixão fabricada pela própria prefeitura, e disponibuilizou a capela do cemitério da Penha que está praticamente  desativada devido a vários problemas.
Quando cheguei próximo ao corpo confesso Que fiquei chocado com a cena que vi:ele estava com os olhos abertos, a boca aberta sem receber nenhum tipo de cuidado. Então liguei para os secretários de Meio Ambiente e de  Assistência Social. O secretário Euclides Mecabô deslocou um servidor que foi até lá para ver o que era necessário e então pedi para que aliviassem um pouco do sofrimento daquela mulher e daquela criança antecipando a abertura do túmulo cedido pelo município para que sepultassemos antes do meio dia com o consentimento da família.
A pedido da esposa consegui falar com o padre Roberto da paróquia sagrada família onde o mesmo largou tudo o que estava fazendo e veio até a capela para fazermos ao menos um momento de oração e despedida para dar um pouquinho de conforto a família.Ele foi sepultado por volta de 13h00.
Colegas de imprensa fiz este relato por que acredito que esta  situação  é um caso emblemático na cidade, sei que igual a este existem tantos outros infelizmente, mas penso que deve existir uma solução para tais situações de tão grande vulnerabilidade social. Não consigo aceitar que, por mais pobre que uma pessoa seja, não tenha o direito de ao menos ter um velório digno.
 
Daniel Goulart
 
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Daniel, que acompanhou o drama vivido pela família para o sepultamento de seu ente querido, ficou muito sensibilizado com o ocorrido e questiona o fato de que a funerária que atendeu, não oferceu a família nenhuma alternativa (algum parcelamento e um funeral mais em conta).
 
Daniel, assim como eu, questionamos se ao conceder a exploração deste serviço a legislação não exija alguma contrapartida das funerárias para atendimento social dos menos favorecidos.
 
Se abre ai o questionamento para que os vereadores discutam o assunto e busquem alternativas e até mudanças na legislação.