Em Santa Catarina, os pagamentos acima do limite na folha do governo do estado concentram-se principalmente entre auditores fiscais, procuradores do Estado, agentes de pesquisa e integrantes da segurança pública, com destaque para oficiais da Polícia Militar, em detrimento dos praças. Peritos também aparecem na lista.
Somente em dezembro, mês do décimo terceiro salário, o governo desembolsou R$ 220 milhões com esse grupo específico — valor muito superior ao registrado no início do ano.
Pelo menos dois servidores acumularam os maiores rendimentos anuais: um auditor da Fazenda recebeu R$ 814 mil em 2025, enquanto um servidor da Casa Civil totalizou R$ 792 mil. Ao longo do ano, 306 pagamentos ultrapassaram R$ 100 mil, muitos deles ligados à Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O tema voltou ao debate nacional após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu os chamados “penduricalhos” e reforçou a limitação ao teto constitucional em todos os Poderes.
Em nota, a Secretaria de Estado da Administração afirmou que o governo cumpre a legislação vigente e destacou reajustes concedidos a carreiras consideradas essenciais. No entanto, não detalhou quais verbas indenizatórias compõem os valores que elevam parte dos contracheques acima do teto.
Marcelo Lula – SC em Pauta



