Na antiga Roma, quando não estavam em guerra, os imperadores recorriam à distribuição de pão e os espetáculos circenses para manter o povo ocupado, satisfeito e a ordem e segurança mantidas. Hoje o pão e circo continua sendo a forma de manter o povo satisfeito sem se deter aos problemas da cidade. O governo federal se encarregou do pão – Bolsa Família – que aliadas as ações de assistência Social e toda a rede de assistência estatal suprem a necessidades mais urgentes. Então o município tem de se encarregar das festas. Neste momento parece que não há nada mais importante que a Festa do Pinhão. Parece que toda a cidade, os cidadãos e a economia do município dependem só dela. Não há administração que não sucumbe se não cuidar disso. E não há reputação que não se recupere ao se realizar uma boa festa. Pode faltar merenda nas escolas, faltar médicos nos postos e remédios para distribuir, mas não pode faltar a festa, a programação natalina…. Assim, de festa em festa se mantem a administração em alta enquanto tenta administrar os problemas da comunidade que até se amenizam, mas nunca são resolvidos definitivamente, mesmo porque eles se avolumam. Com a programação natalina, a prefeita Carmen ganhou crédito suficiente para superar os problemas até a Festa do Pinhão. Ai ela passará a receber uma nova avaliação.
É verdade que a cultura é importante, a preservação de suas tradições é importante, promover o turismo também é, mas o que estranho é o tamanho da importância que tem um evento como a festa para a nossa população. Mesmo que a prefeita tivesse resolvido todos os problemas da cidade, mas tivesse negligenciado na realização da festa, já teria motivo suficiente para comprometer sua reeleição. E a prefeita sabe disso!