A Casan informa que, devido a uma proliferação anormal de algas em área próxima à captação de água bruta, vêm acontecendo casos pontuais de alteração na água distribuída. Desde o momento em que a Companhia recebeu as primeiras reclamações no último fim de semana, equipes foram mobilizadas para tomar as medidas operacionais necessárias, incluindo o ajuste dos processos de tratamento e o reforço do monitoramento da qualidade da água. A partir desta segunda-feira (26), uma equipe da Gerência de Políticas Operacionais foi mobilizada para fazer novas coletas para análises, executar a sucção das algas presentes na região de captação e instalar um sistema emergencial de tratamento com carvão ativado, a fim de solucionar os problemas.
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Lucas faz um balanço dos recursos já destinados à Lages

Vereadores do Podemos e Republicanos foram chamados para acompanhar a reunião
O deputado estadual Lucas Neves confirmou a destinação de quase R$ 10 milhões em recursos para Lages durante reunião com a prefeita Carmen Zanotto, nesta segunda-feira (26). Os investimentos garantem reforma de escolas e CEIMs, compra de uniformes e aparelhos de ar-condicionado, melhorias em postos de saúde, aquisição de veículos, além de consultas, exames e óculos para quem precisa.
Além disso, o deputado confirmou recursos para consórcios regionais que atendem Lages e a Serra Catarinense, garantindo cursos profissionalizantes e investimentos na saúde, incluindo o programa de controle da diabetes.
“Eu fico realmente feliz em anunciar mais uma leva de recursos para nossa cidade. Tem sido assim desde o início do meu trabalho como deputado. Com as emendas anunciadas hoje, já são R$ 30 milhões investidos na cidade através do meu gabinete. É trabalho de verdade, pé no chão, para melhorar a vida dos lageanos no dia a dia”, afirmou Lucas Neves.
As crianças não podem mais frequentar a pracinha da Rua São Joaquim
A pracinha da Rua São Joaquim, no bairro Copacabana, virou símbolo de abandono para as famílias locais. O que deveria ser um ponto de encontro e alegria para as crianças tornou-se reduto de insegurança. Moradores relatam que, especialmente no período da tarde, o consumo de álcool e drogas à luz do dia afastou os frequentadores. “As crianças não podem mais brincar porque o espaço foi tomado”, lamenta um vizinho. A comunidade cobra uma ação conjunta entre a Polícia Militar e a Secretaria de Assistência Social para devolver a praça aos cidadãos.
MDB de SC decide deixar o governo de Jorginho

O “casamento” entre o MDB e o PL de Jorginho Mello chegou ao fim na noite desta segunda-feira (26). Em reunião unânime no Hotel Castelmar, o diretório estadual emedebista declarou independência e orientou a entrega de todos os cargos no governo. O estopim foi a escolha do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como o vice preferencial de Jorginho para a reeleição, atropelando o desejo do MDB de indicar Carlos Chiodini. Com isso, o maior partido do estado oficialmente “solta as mãos” do Centro Administrativo e inicia a construção de uma candidatura própria ao governo em 2026.
Embora a decisão de rompimento seja clara, o MDB usou a palavra “orienta” em sua nota oficial, o que na prática dá um fôlego para quem ocupa cargos de confiança. Carlos Chiodini já deu o exemplo ao deixar a Agricultura, mas os olhos agora se voltam para Jerry Comper (Infraestrutura) e outros nomes da sigla. Para a nossa região, o impacto é direto: projetos e obras que dependiam da articulação emedebista dentro do governo agora entram em uma zona de incerteza política. A bancada na ALESC promete manter a “responsabilidade institucional”, mas o clima de “paz armada” deve ditar o tom das votações a partir de agora.
Empresa Impacto não apresentou a documentação solicitada
A empresa Impacto não apresentou a documentação solicitada em tempo hábil (até ao meio dia desta segunda-feira) e foi desclassificada. Neste caso será chamada a segunda colocada, a empresa AME Entretenimento. A prefeitura de Lages deve oficializar o chamado da segunda colocada: a AME Entretenimento. A produtora catarinense, liderada por Ricardo Avlis, já possui o “know-how” de ter realizado as duas últimas edições do evento e agora deve retomar o evento pelo triênio 2026-2028.
Presidente da Câmara assume como prefeito interino em Otacílio Costa

O presidente da Câmara de Vereadores de Otacílio Costa, Luiz Carlos de Oliveira, assumiu interinamente o comando do Poder Executivo Municipal na tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro.
A transmissão de cargo ocorreu no gabinete do Executivo e se deu em razão do afastamento temporário do prefeito Fabiano Baldessar de Souza e do vice-prefeito Leonir Ribeiro da Silva, ambos em tratamento de saúde.
Luiz Carlos de Oliveira permanecerá à frente da administração municipal pelo período de cinco dias, conforme determina a legislação vigente.
A cerimônia contou com a presença do deputado estadual Mauro de Nadal, secretários municipais, vereadores, servidores públicos, familiares e amigos.
Durante o ato, o prefeito Fabiano Baldessar de Souza destacou a confiança no trabalho do prefeito interino e ressaltou a continuidade administrativa no município.
“Mesmo afastado temporariamente por orientação médica, sigo acompanhando e confiando plenamente na condução dos trabalhos. O Luiz Carlos é um vereador experiente, comprometido com Otacílio Costa, e tenho certeza de que dará sequência às ações da administração com responsabilidade e zelo pelo bem público”, afirmou Fabiano.
Denúncia do MP traz mais detalhes sobre o caso do vice-prefeito e a ex-namorada
A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que levou o vice-prefeito de Lages, Jair Junior (ex-Podemos), à condição de réu por depredação de patrimônio público ao supostamente furar um pneu do veículo oficial utilizado pela prefeita Carmen Zanotto (Cidadania), trouxe mais detalhes sobre o caso que deu origem ao rompimento político de ambos: a denúncia de maus tratos e cárcere privado pelo vice-prefeito contra uma ex-namorada.
Jair Junior também é réu nesse processo, desde maio de 2025. O caso foi anexado ao inquérito que envolve a prefeita Carmen Zanotto, que deverá ser julgado na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro.
A reportagem do Portal Upiara teve acesso ao inquérito anexado e ele revela uma sequência de episódios graves que vão além de uma disputa política ou institucional. Os autos descrevem uma situação de violência doméstica marcada por medo, agressões, ameaça real à vida e humilhação extrema.

Segundo o MPSC, os fatos teriam ocorrido após o fim do relacionamento. A vítima, cuja identidade é preservada, teria aceitado conversar com o acusado para deixar claro que não pretendia retomar a relação. A conversa, no entanto, tomou outro rumo.
Conforme a denúncia, a mulher foi levada contra a vontade para uma residência, onde teve a liberdade restringida. Portas foram trancadas, o celular foi tomado e ela ficou impedida de sair ou pedir ajuda. Durante horas, a vítima foi submetida a agressões físicas, ameaças constantes e violência psicológica.
Os relatos do processo apontam que, em momentos críticos, a vítima passou por uma situação de humilhação profunda. Com medo de ser morta, ela ficou de joelhos, implorando para que o agressor a deixasse sair com vida. Ainda segundo os autos, para conseguir ser liberada, precisou prometer que não o denunciaria e que manteria o relacionamento. Somente após esse apelo desesperado foi autorizada a deixar o local.
Laudos periciais anexados ao processo confirmam lesões compatíveis com agressões relatadas durante o período em que a vítima esteve sob domínio do acusado. O MPSC descreve ainda tentativas de silenciamento, incluindo episódios de sufocamento e estratégias para impedir que pedidos de socorro fossem ouvidos.



Mesmo depois de conseguir sair da residência, a mulher não ficou em segurança. Ao buscar ajuda e se dirigir à delegacia, ela teria sido seguida pelo acusado, que tentou impedir o registro da ocorrência. A situação só foi contida após intervenção policial, que realizou a prisão em flagrante do vice-prefeito.
Perseguição em perfil público
Antes do relato da violência, segundo a denúncia, o acusado usava o perfil oficial da SEMASA (Secretaria Municipal de Águas e Saneamento) no Instagram para vigiar a rotina da vítima. À época presidente da autarquia municipal responsável pelos serviços de água e saneamento de Lages, ele utilizava a conta institucional para acompanhar publicações, observar com quem ela interagia e monitorar seus deslocamentos.
A partir dessas informações, enviava, supostamente, mensagens privadas e ligações exigindo que a vítima voltasse para casa, afirmando frases como “vai para casa agora” e “eu sei onde você está”. Em um dos episódios descritos no processo, a vítima saiu para tomar sorvete com um amigo. Ao tomar conhecimento do encontro, o acusado abordou o homem de forma intimidatória, afirmando que ele “não sabia com quem estava se metendo” e que havia “mexido com a pessoa errada”.
Jair Junior foi exonerado por Carmen Zanotto da presidência da Semasa ainda em março de 2025, dias após a prisão em flagrante.
Para o Ministério Público, as falas e a conduta demonstram perseguição contínua, agravada pelo uso indevido de um canal oficial da administração pública para fins pessoais e de intimidação.
O MPSC informou que não propôs acordo nem medidas alternativas, considerando a existência de outros procedimentos criminais em andamento envolvendo o acusado.
O caso segue agora para julgamento.
Calor de 35°C e Alerta de Temporais

A última semana de janeiro em Lages será de contrastes. Até quarta-feira (28), o sol predomina com temperaturas em rápida elevação, podendo chegar aos 35°C. No entanto, a Defesa Civil de SC emite um alerta para a quinta-feira (29): o deslocamento de uma área de baixa pressão trará temporais severos para o Planalto Sul, com risco de vendavais, alagamentos e enxurradas. A recomendação é atenção redobrada entre a tarde de quinta e a manhã de sexta-feira, quando a instabilidade começa a perder força.
Dupla é condenada por receptação de roupa furtadas

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a condenação de dois homens pelo crime de receptação dolosa, após a apreensão de 77 peças de roupas furtadas de uma loja em Correia Pinto, na Serra catarinense. O furto das mercadorias, avaliadas em cerca de R$ 10 mil, havia ocorrido poucas horas antes da abordagem policial, em julho de 2022.
As peças, todas etiquetadas e em volume incompatível com uso pessoal, foram localizadas no interior de um imóvel apontado pela investigação e também no porta‑malas de um automóvel vinculado à família de um dos réus. A vítima reconheceu integralmente os produtos como pertencentes ao seu estabelecimento comercial.
As defesas alegavam ausência de provas, negativa de autoria, desconhecimento da origem ilícita dos bens e irregularidades no reconhecimento, e pleiteavam absolvição ou desclassificação para receptação culposa. O Tribunal rejeitou todos os argumentos.
O colegiado reforçou que, em casos de receptação, a jurisprudência catarinense estabelece que, uma vez apreendidos bens furtados em poder do acusado, cabe à defesa comprovar a origem lícita ou demonstrar desconhecimento absoluto da procedência criminosa, conforme entendimento já consolidado pelo próprio Tribunal de Justiça.
No julgamento, destacou-se que a apreensão ocorreu em intervalo curto após o furto, em local onde estavam os réus, sem justificativas plausíveis para a posse das mercadorias. As versões apresentadas foram classificadas como contraditórias e incapazes de afastar o conjunto de provas, composto por boletins de ocorrência, autos de apreensão, depoimentos policiais e reconhecimento das peças.
A pena-base acima do mínimo legal também foi mantida. A câmara considerou a quantidade expressiva dos itens receptados como fator que aumenta a reprovabilidade da conduta, conforme entendimento já adotado pelo Superior Tribunal de Justiça. Por esse motivo, não houve concessão de regime mais brando, substituição da pena por restritiva de direitos ou suspensão condicional.
A multa prevista no Código Penal foi preservada, e pedidos de isenção de custas foram remetidos ao juízo de execução, instância responsável por avaliar eventual incapacidade financeira. Com isso, a sentença da comarca de Correia Pinto, que condenou os réus por receptação dolosa, permanece integralmente válida. Um deles foi condenado a um ano e dois meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de 11 dias‑multa. O outro, a um ano de reclusão em regime inicial semiaberto e 10 dias‑multa. A decisão foi unânime (Apelação Criminal n. 5001911-58.2023.8.24.0083).