Homem é condenado a 63 anos de detenção por cometer crimes contras as filhas

Um morador da região serrana foi condenado à prisão, em uma ação penal proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por cometer uma série de crimes contra as duas filhas, inclusive de natureza sexual, roubando parte da infância e da adolescência delas. A pena chega a 63 anos e 23 dias. 

Os crimes estão descritos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente e foram praticados quando as vítimas tinham menos de 14 anos de idade e, portanto, eram totalmente incapazes, o que agrava a pena. 

As investigações concluíram que o homem cometeu estupro de vulnerável e atos libidinosos diversos contra uma das filhas e fez sexo com uma mulher na frente dela; abusou dos meios de correção; mostrou conteúdos pornográficos para as duas meninas; e ainda ofereceu bebidas alcoólicas para elas. 

As vítimas só conseguiram contar para a mãe que sofriam tudo isso quando o pai foi preso por outro crime, também de cunho sexual. Até então, elas tinham pouco contato com a genitora e eram obrigadas a dividir o mesmo teto com o homem, que, em vez de protegê-las, as submetia a situações humilhantes.  

A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon diz que o réu também perdeu o direito de exercer qualquer tipo de poder sobre as filhas. “A condenação é uma resposta firme a crimes extremamente graves, que causaram marcas profundas e permanentes na vida das vítimas”, diz ela. 

Deflagrada Operação Carne Fraca em unidade prisional da Serra

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagraram, nesta quinta-feira (26/2), a Operação Carne Fraca, destinada à apuração de possíveis crimes envolvendo corrupção, violação do sigilo funcional e advocacia administrativa no âmbito de uma unidade prisional da Serra Catarinense.  

A ação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento investigatório que deu origem à operação. As apurações indicam que os fatos teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.  

Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um policial penal que exercia a função de diretor do estabelecimento prisional. Além da prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos fatos investigados. 

As apurações tiveram início após uma representação que indicava um suposto esquema estruturado de concessão de benefícios irregulares a um apenado. Segundo os elementos colhidos, o então diretor teria estabelecido uma relação pessoal e funcional com a companheira do preso, passando a intervir, de maneira reiterada e informal, em procedimentos ligados à execução penal.  

Conforme destacado na representação, as vantagens oferecidas integrariam um contexto contínuo de troca, no qual benefícios administrativos eram seguidos de vantagens materiais e pessoais, caracterizando uma relação estável de reciprocidade e a utilização da função pública para atender interesses privados.  

Operação Carne Fraca 

A denominação Carne Fraca foi escolhida por remeter ao conjunto de vantagens indevidas identificadas no curso da investigação, especialmente à entrega reiterada de carnes nobres ao agente público, em contexto diretamente vinculado a intervenções funcionais. A denominação também remete, simbolicamente, à fragilidade ética evidenciada nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido vulnerabilizada por interesses privados.  

A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.  

Joinha questiona a prefeitura por retirar terra de um terreno particular

O vereador Álvaro Mondadori (Joinha) entrou com um pedido de informação na Câmara.  O questionamento é sobre a retirada de terra na BR-282  e busca esclarecer se houve interesse público legítimo ou se a máquina pública foi usada para ‘limpar’ terreno de terceiros sem a devida base legal. O foco é uma operação de retirada de terra realizada numa propriedade às margens da BR-282, no dia 12 de fevereiro de 2026. 

As perguntas do vereador:

  1. Protocolo: Qual é o número do processo administrativo que autorizou a retirada dessa terra para uso em obras públicas?

  2. Documentação: Ele exige a cópia integral do processo (pareceres, despachos e atos).

  3. Cronologia: Os documentos foram assinados antes da obra começar ou foram feitos “depois do facto”?

  4. Autorização: Quem assinou a Ordem de Serviço ou o despacho motivado para essa operação?

  5. Termo de Cooperação: Existe um contrato formal com o dono do terreno?

  6. Destino da Terra: Para onde, exatamente, foi levada essa terra e em qual obra pública foi aplicada?

  7. Licenciamento Ambiental: Existe autorização dos órgãos ambientais para essa extração?

Ele lembra que, como regra, o Município não pode realizar serviços em propriedades privadas. Se o fez, precisa de uma justificativa de interesse público muito clara (como, por exemplo, se a terra foi doada pelo particular para uma obra da cidade, economizando dinheiro público).

Formada uma frente que busca a valorização de servidores da Secretaria de Justiça

O deputado Alex Brasil (PL) instalou, nesta quarta-feira (25), a Frente Parlamentar em apoio aos Servidores do Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social. A proposta é criar articulação política em defesa do reconhecimento dos profissionais da área na gestão do sistema prisional de Santa Catarina.

“Nosso objetivo é o reconhecimento, com foco na valorização dos especialistas e técnicos da Secretaria”, afirma o parlamentar, que coordena a frente.

O principal objetivo é formalizar, via Sistema de Gestão de Processos Eletrônicos (SGPE), o Plano de Subsídio dos Técnicos e Especialistas da Sejuri, garantindo a tramitação administrativa da proposta no âmbito do Executivo e, posteriormente, seu encaminhamento à Assembleia Legislativa para apreciação e votação. A pauta inclui a implementação do plano de cargos e salários, a criação e ampliação de vagas efetivas, a realização de concurso público, a estruturação de critérios claros de progressão na carreira, a correção de distorções salariais históricas e o fortalecimento das equipes multiprofissionais que atuam na execução penal e nas políticas de ressocialização.

Deputado Mário Motta denuncia contratos irregulares para a detetização das escolas

“O dinheiro que deveria estar na sala de aula, melhorando o futuro dos nossos estudantes, está alimentando um jogo de cartas marcadas. Eu já denunciei ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, mas a justiça só caminha com a sua indignação, cobrança e pressão.”

Deputado Mário Motta

Um em cada 6 catarinenses passou por procedimentos cirúrgicos em três anos

Os números da saúde em Santa Catarina atingiram um patamar histórico. Segundo o balanço mais recente do Governo do Estado, foram realizados 1,3 milhão de procedimentos cirúrgicos desde o início da atual gestão (2023). Cruzando esses dados com a nova estimativa populacional do IBGE, que aponta que Santa Catarina chegou aos 8.187.029 habitantes, a estatística impressiona.

Se dividirmos o número de cirurgias pelo total da população, chegamos a uma conclusão matemática: Atendeu ao equivalente a 15,8% da população. É como se 1 em cada 6 catarinenses tivesse passado por uma mesa de cirurgia nos últimos três anos. Foram realizadas quase 16 cirurgias para cada grupo de 100 pessoas no estado.

O montante total não é apenas de “filas de espera”, mas engloba toda a produtividade cirúrgica do SUS: Cirurgias Eletivas (com internação): 517 mil (Onde estava o maior gargalo das filas). Procedimentos Oftalmológicos: 331 mil (Mutirões de catarata e retina). Cirurgias de Emergência: 454 mil (Atendimentos imediatos em hospitais como o Tereza Ramos).

  • A Fila Zero: O desafio de Lages e da Serra continua sendo a ortopedia e a oncologia. Mesmo com o recorde estadual, quem está na ponta ainda sente o tempo de espera para especialidades de alta complexidade.

Santa Catarina consolidou-se como o estado que mais realiza cirurgias eletivas proporcionalmente no Brasil. Para a Serra Catarinense, o desafio agora é garantir que esse volume de cirurgias venha acompanhado de um pós-operatório eficiente e da manutenção dos leitos de UTI, que cresceram 20% no estado.

Instituto Imas deve assumir também a gestão do hospital Santa Clara

O avanço do Instituto Maria Schmidt (IMAS) na Serra Catarinense ganhou um novo e importante capítulo. Após consolidar sua presença em unidades estratégicas, o instituto agora deve assumir a gestão do Hospital Santa Clara, em Otacílio Costa. Com isso, o IMAS passa a gerenciar uma rede conectada que cobre os principais eixos da região.

O Mapa da Atuação do Imas na Serra:

  • Lages: Atuação técnica e de serviços especializados (como oncologia e diagnóstico) no Hospital e Maternidade Tereza Ramos.
  • E ainda tem a gestão da UPA24h
  • Urubici: Gestão plena do Hospital São José, focada na modernização do atendimento turístico e local.
  • Ponte Alta: Gestão de unidades que servem como suporte vital para a média complexidade.
  • Campo Belo do Sul – Gestão do Trata-se do Hospital Nossa Senhora do Patrocínio,
  • Otacílio Costa (Novo): A chegada ao Santa Clara é estratégica, pois a cidade é um polo industrial (Klabin) e possui uma demanda de pronto-atendimento e internações que impacta diretamente a ocupação de leitos em Lages.

A chegada em Otacílio Costa vem acompanhada de promessas de reforma e novos equipamentos. Vale ficar de olho se o instituto anunciará a ampliação de leitos ou novas especialidades para o Santa Clara nos próximos 60 dias.

Deputados aprovam proibição de queima de fogos de artifício com estampido

A venda, a queima e a soltura de fogos de artifício de estampido com efeito de tiro podem ser proibidas em Santa Catarina. Lembramos que em Lages já é proibido graças a um projeto apresentado pelo ex-vereador Bruno Hartmann.

Os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram em plenário, nesta quarta-feira (25), o projeto de lei, PL 11/2023, que prevê a proibição, com o objetivo de preservar a saúde de idosos, bebês, de pessoas com autismo ou síndrome de hipersensibilidade, além dos animais que são submetidos a níveis de estresse em decorrência dos ruídos. A proposta foi apresentada em conjunto pelo ex-deputado Egidio Ferrari (PL), e pelo deputado Julio Garcia (PSD).

“Essa é uma demonstração de cuidado e respeito com as pessoas e com os animais. A matéria não prejudica a indústria, tendo em vista que ela se adaptou, evoluiu, e hoje nós temos a produção de fogos sem a emissão de estampidos. As comemorações, festas, a queima de fogos continuarão sendo promovidas, mas sem prejudicar a vida de quem tem autismo ou sensibilidade aos barulhos”, enfatizou o deputado Julio Garcia .

Otacílio Costa: MPSC obtém condenação por homicídio qualificado

Os dois homens denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar um desafeto em Otacílio Costa, na Serra, com golpes de facão, na madrugada de 11 de agosto do ano passado foram submetidos ao Tribunal do Júri ontem (24/2). Eles estavam presos preventivamente desde a época dos fatos e chegaram ao Fórum conduzidos pela Polícia Penal. 

Um dos réus foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa (crime previsto no artigo 121 do Código Penal). O outro foi absolvido, mas a Promotoria de Justiça da comarca irá recorrer em segunda instância por entender que a decisão foi contrária às provas dos autos. 

O julgamento teve 13 horas de duração. Os trabalhos começaram às 9h, com o sorteio dos jurados, e se estenderam até as 22h, com a leitura da sentença. Durante esse período, aconteceram os depoimentos das testemunhas, os interrogatórios dos réus e debates acalorados entre a acusação e a defesa. 

A acusação foi conduzida pela Promotora de Justiça da comarca, Larissa Moreno Costa, que apresentou o resultado do trabalho realizado pela Polícia Civil para desvendar o contexto do crime e identificar os autores. Segundo as investigações, os réus iniciaram uma discussão com a vítima em uma casa noturna e a perseguiram até um local ermo, onde a imobilizaram e a mataram. 

“A banalização da vida não pode ser tolerada. Não se pode admitir que desavenças sejam resolvidas com violência, como se a existência humana fosse descartável. O Ministério Público de Santa Catarina respeita a soberania do Tribunal do Júri, mas, diante das provas produzidas nos autos, irá recorrer para que a decisão seja reformada e todos os responsáveis devidamente punidos”, sustentou a Promotora de Justiça. 

Após o encerramento do julgamento, o réu condenado foi reconduzido ao presídio para o cumprimento da sentença. Ele não poderá recorrer em liberdade. Já o réu absolvido foi liberado e não está mais sob a tutela do Estado, pelo menos até o julgamento do recurso interposto pelo MPSC. 

Giovani diz que foi convidado mas não aceitou uma função no governo

O ex-prefeito de São Joaquim, Giovani Nunes disse que de fato foi convidado pelo governador Jorginho para atuar como adjunto da Defesa Civil, mas ele não aceitou. Ele tem suas atividades em São Joaquim (é odontólogo) e não trocaria por um emprego no governo.

O ex-prefeito de Otacílio Costa, Luiz Carlos Xavier (Tio Ligas), não consta da lista dos que estão exercendo função no governo. Ele atua como advogado em Otacílio Costa.