
A decisão de Samuel Ramos de não se desincompatibilizar — ou seja, não deixar seu cargo na administração municipal até o prazo final de 4 de abril — confirma que ele priorizou a continuidade de sua função atual em detrimento de uma candidatura à Câmara Federal.
Ao permanecer no cargo, Samuel Ramos sinaliza que sua atuação é considerada peça-chave na gestão da prefeita Carmen Zanotto neste momento. Para um político com base consolidada em Lages, trocar a segurança de um cargo de confiança no Executivo por uma disputa incerta para Deputado Federal (que exige votação em todo o estado ou uma concentração massiva na região) muitas vezes não se mostra vantajoso, especialmente se o projeto do grupo para 2026 e além exigir sua presença na linha de frente da prefeitura.
O nome de Samuel vinha sendo usado mais como um balão de ensaio ou para marcar território nas discussões partidárias do que como uma intenção real. Na política, é comum nomes serem ventilados para: Medir o potencial de transferência de votos; valorizar o passe do político dentro de coligações; garantir que o partido tenha nomes “na mesa” até as definições finais.
A não candidatura de Samuel Ramos também ajuda a não pulverizar os votos da Serra Catarinense. Com menos candidatos governistas locais disputando a mesma fatia de eleitores para o cargo de Deputado Federal, as chances de concentrar votos em nomes prioritários do grupo aumentam. Isso evita o que ocorreu em eleições anteriores, onde a divisão de votos na região acabou deixando Lages sem representantes em Brasília.




