Homem é condenado a 17 anos de prisão por homicídio na saída de uma boate

Ela sentou-se na primeira fila do Tribunal do Júri nesta quinta-feira (11/7) fria e chuvosa, carregando a dor de toda uma família enlutada. Seu sobrinho de 24 anos foi morto a tiros em 11 de fevereiro do ano passado, na saída de uma boate a 600 metros dali. Um dos projéteis atingiu outro jovem de 18 anos, que ficou com sequelas. No banco dos réus, um homem de 20 anos denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

A tia chorou durante todo o julgamento. Ela conversou com o sobrinho horas antes do crime e foi acordada de madrugada para reconhecer o corpo no Instituto Geral de Perícias. “Fomos criados praticamente juntos e éramos muito apegados. Ele deixou dois bebês órfãos e uma mãe depressiva. Nossa família está tentando se refazer, mas não é fácil”, desabafou.

O Promotor de Justiça Fabrício Nunes conduziu a acusação, apresentando aos jurados as provas coletadas pela Polícia Científica durante o processo investigatório e pedindo a condenação do réu. “Toda pessoa carrega dentro de si o DNA da humanidade, por isso os homicídios tentados ou consumados são um ataque contra o que somos e não podem ser relativizados nem ficar impunes”, frisou.

Segundo consta nos autos, dois grupos se envolveram em uma briga dentro da boate, que fica no cruzamento das ruas Correia Pinto e Emiliano Ramos, no Centro de Lages. Mais tarde, o réu foi até o carro, sacou uma pistola nove milímetros com a numeração raspada e começou a atirar no desafeto de 24 anos enquanto o público deixava o estabelecimento. Câmeras de monitoramento registraram o pânico e a correria nas ruas. Foram oito disparos. Três deles atingiram o homem, consumando o homicídio.

Outro tiro encontrou a perna de um jovem de 18 anos que esperava pelo pai. Ele precisou passar por uma cirurgia e caminha com dificuldade até hoje. O MPSC interpretou o episódio como tentativa de homicídio, com base no artigo 73 do Código Penal: “Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela”.

 O Promotor de Justiça Fabrício Nunes explicou que “os demais projéteis perderam-se no meio da multidão e foram localizados no chão”. A sessão do Tribunal do Júri teve cinco horas e meia de duração e o réu foi sentenciado a 17 anos de reclusão em regime fechado. Os jurados acolheram integralmente a denúncia do MPSC, imputando a ele três crimes: homicídio e tentativa de homicídio com três qualificadoras – motivo torpe (vingança), recurso que dificultou a defesa (disparos pelas costas) e perigo comum (risco a outras vidas), e porte ilegal de arma (pistola com numeração suprimida).

Após a leitura da sentença, o autor do crime foi reconduzido ao presídio e não poderá recorrer em liberdade. Ele também já foi condenado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, lavagem de dinheiro, porte ilegal de armas e ameaça à ex-companheira.   

Em Portugal, comitiva catarinense sela acordo de cooperação com o Porto de Sines

No quarto dia de missão em Portugal, a comitiva catarinense liderada pelo governador Jorginho Mello esteve no Porto de Sines – o maior do país europeu. Durante a visita, o governador e o presidente do Conselho de Administração do Porto, José Luis Cacho, assinaram um termo de cooperação para troca de conhecimento e informações acerca da atividade portuária, principalmente, com relação às novidades tecnológicas e temas como a descarbonização dos portos. Para as autoridades, a parceria também é fundamental para ampliar o acesso ao mercado europeu, potencializar as exportações e consolidar novos negócios.

“Santa Catarina tem uma logística de transporte eficiente, com cinco portos. Apresentamos isso para os portugueses e selamos essa parceria que vai permitir que a gente possa avançar ainda mais, modernizar as operações e trazer mais produtos catarinenses para Portugal e para a Europa”, disse o governador Jorginho Mello.

Polícia Civil de SC recebe 145 fuzis israelenses de alta performance

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, anunciou nesta quarta-feira, 10, que a PCSC recebeu 145 fuzis Arad/IWI 5,56 X 45mm. Os equipamentos serão entregues oficialmente, na próxima terça-feira, 16, durante solenidade comemorativa aos 212 anos da Polícia Civil. O valor do investimento é de aproximadamente R$ 1, 5 milhão, com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública e recursos próprios da Delegacia-Geral.

De origem israelense, as armas são de nova geração, que permitem a modularidade e troca de calibre para o .300 BLK com a rápida mudança do cano. Essa flexibilidade operacional faz com que o fuzil Arad/IWI 5,56 X 45mm seja utilizado pelas forças policiais de todo o mundo, como o exército americano, OTAN e FBI. No Brasil, o BOPE da PM do Rio de Janeiro usa a arma.

De acordo com o delegado-geral da PCSC, a meta é que até 2026 cada policial civil de investigação/inteligência receba um kit com fuzil, pistola, colete, algema e celulares com pacote de dados.

Novos caminhos….

A jornalista Keltryn Wendland que atuou em Lages por vários anos na NSCTV, na assessoria da prefeitura e também da Câmara, deixou Lages há cerca de três a quatro anos e retornou à sua terra e origem: Joinville. Lá retomou também à televisão e hoje é apresentadora do programa da NDTV Record, “Ver mais”.

Sucesso para ela!

Dívidas do Clube 14 chegam a R$ 2,5 milhões. Sócios pretendem salvar o patrimônio

Na noite desta quarta-feira aconteceu a assembleia, reunindo alguns dos sócios do Clube 14 de Junho que estão discutindo as alternativas para salvar o patrimônio, uma vez que está indo a leilão por uma dívida de R$ 1,1 milhão executava na Justiça e que resultou no encaminhamento do prédio para leilão.

Este movimento pela recuperação do patrimônio está sendo liderada pelos empresários Vilso Isidoro e João Gomes e conta com o apoio de cerca de 20 sócios que compareceram à assembleia. Eles já conseguiram um adiamento do leilão e até negociaram a possibilidade de parcelamento da dívida em 20 parcelas. Na reunião foi aprovada a constituição de uma nova diretoria do clube mais ampliada, hoje presidida por Saulo Gonçalves, para conseguir junto às instituições bancárias um empréstimo para saldar a dívida e conseguir a reforma mais urgente do prédio e sobretudo obter os alvarás de funcionamento. As dívidas do clube hoje totalizam cerca de R$ 2,5 milhão (se somar as dívidas tributárias) e ainda precisa cerca de R$ 120 a R$ 130 mil para a regularização da edificação para obtenção dos alvarás.

A ideia é fazer a legalização para dar andamento a um planejamento de ocupação da edificação, fazer novo chamamento dos sócios e dar uma destinação comercial aos espaços disponíveis.

Segundo levantamento, o patrimônio do Clube 14 estaria avaliado hoje em R$ 7 a 8 milhões.

 Palmeira comemora 29 anos no próximo dia 18

 Para marcar a data, a Prefeitura de Palmeira realizará entre os dias 18 e 21 deste mês uma série de eventos comemorativos, no Parque José Maria Batista Filho.

Na tarde desta quarta-feira (10), a prefeita de Palmeira, Fernanda Cordóva, acompanhada da realeza da festa, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, a convite do deputado Marcius Machado (PL), para divulgar as festividades. A presidente da Comissão Central Organizadora (CCO), Francieli Souza de Cordova, também acompanhou o grupo.

“Serão quatro dias de eventos, com seminário voltado à agropecuária, concurso gastronômico, cavalgada, rodeio crioulo e shows regionais”, informou a prefeita. “Estamos preparando tudo com muito carinho para recebê-los em Palmeira.”

O deputado Marcius Machado afirmou que Palmeira, mesmo com apenas 3 mil habitantes, tem se destacado no cenário estadual e atualmente é reconhecida como a Capital Catarinense das Carnes de Qualidade. “É uma cidade pequena, mas com um povo pujante, que quer que o estado cresça cada vez mais.”

Perdas nos pomares de maçã Gala chegaram a 30%

O deputado Lucas Neves (Podemos) revelou na tribuna da Assembleia,  dados sobre as perdas na safra da maçã na região de São Joaquim.

“A região da Serra, tendo São Joaquim como principal produtor, representa quase a metade da produção brasileira de maçã, cerca de 2 mil produtores que tiveram a safra excessivamente prejudicada pelo um volume de chuvas absurdo. Há 25 anos não sofríamos uma crise tão severa”, relatou o deputado, acrescentando que os prejuízos somam R$ 370 mi.

No caso da variedade Gala, as perdas chegam a 30%, enquanto a Fuji tem perdas estimadas em 17%.

“Eles precisam de apoio, precisam de ampliação dos seguros, precisam de ajuda para o antigranizo, precisam de uma mão”, repetiu Lucas, aludindo ao auxílio reivindicado pelos produtores aos governos estadual e federal.