Amures e PM querem garantir a seguranças dos turistas

A Amures e o 6º Batalhão de Polícia Militar de Lages retomaram as tratativas para criar a Rede de Proteção ao Turismo. O projeto, inspirado em modelos de sucesso como Gramado e Foz do Iguaçu, prevê que policiais dos 18 municípios da Serra sejam capacitados para atuar como agentes de recepção e segurança especializada. A proposta inclui patrulhamento em vinícolas e pousadas, além de treinamento em idiomas e primeiros socorros. A ideia é elevar o nível do atendimento ao visitante, garantindo que a segurança seja um diferencial competitivo da nossa região.

Lages quer voltar a ser conhecida como capital do Turismo Rural

Com o objetivo de consolidar Lages como referência no setor, a Secretaria Municipal do Turismo, em parceria com o Senar e o Sindicato Rural, iniciou nesta quarta-feira (21) o curso “Identificação e Seleção de Oportunidades de Negócios”. A capacitação reúne 26 empreendedores na CDL e é ministrada pelo consultor Humberto Freccia Netto. Para a secretária Ana Vieira, a iniciativa segue a diretriz da prefeita Carmen Zanotto de profissionalizar o campo, transformando o potencial cênico da Serra em geração real de emprego e renda, além de incentivar a permanência das famílias no meio rural com negócios sustentáveis.

Lages inventou o Turismo Rural para o Brasil na década de 80. Chegou a ser reconhecida como a Capital Nacional do Turismo Rural.  Mas, perdeu o título para São Paulo e  especialmente Minas Gerais. O modelo foi idealizado pelo administrador Adonis Zimmermann que criou este conceito em Lages e no final da administração de Paulo Duarte ele mudou-se para Minas Gerais. Isso explica o crescimento do turismo rural neste estado. Ser pioneiro é bom, mas manter-se no topo exige renovação constante.

  • O marco zero: Tudo começou na Fazenda do Barreiro, de  Tânia e Laélio Bianchini. 

  • O motivo: Na época, os pecuaristas da Serra Catarinense enfrentavam uma crise econômica. Adonis Zimmermann, junto com o proprietário teve a ideia de abrir as porteiras da fazenda para receber hóspedes da cidade que buscavam o “ar puro”, a lida com o gado e a comida campeira.

  • A expansão: A experiência deu tão certo que outras fazendas tradicionais, como a Fszenda Boqueirão e Fazenda Pedras Brancas, seguiram o modelo. Lages passou a ser conhecida nacionalmente como a “Capital do Turismo Rural”.

Três licitações desertas

Ainda quanto ao aparelho de radioterapia do Hospital Tereza Ramos, obtive a informação de que já foram realizadas três licitações para a contratação de uma empresa para a construção do bunker (abrigo fortificado) que receberá o novo equipamento. No entanto, os três processos deram desertos. Ou seja: não houve empresas interessadas em executar a obra.

O Brasil tem 25 milhões de aposentados

O Brasil soma mais de 25 milhões de aposentados, enquanto a população com 60 anos ou mais chegou a 34,1 milhões em 2024. O aumento da longevidade, aliado a benefícios limitados e a mudanças nas regras previdenciárias, tem levado muitos brasileiros a permanecerem no mercado de trabalho mesmo após a aposentadoria.

“A Previdência Social tem papel essencial na renda da população, mas, na maioria dos casos, o valor recebido não garante o padrão de vida ao longo do tempo. Por isso, o planejamento previdenciário precisa ser pensado como um projeto de longo prazo”, afirma Ivecio Pedro Felisbino Filho, Presidente da Celos, entidade catarinense que administra os Planos Previdenciários   .

Dados do INSS de dezembro de 2024 mostram que, das 40,7 milhões de aposentadorias e pensões pagas no país, cerca de 70% são de até um salário mínimo, o equivalente a 28,5 milhões de beneficiários que recebem, no máximo, R$ 1.518,00.

“A aposentadoria pública garante uma base de renda importante, mas dificilmente sustenta sozinha o padrão de vida. A previdência complementar ajuda a reduzir essa dependência”, explica Ivecio.

Em 2024, a taxa de ocupação entre pessoas com 60 anos ou mais atingiu 24,4%, o maior patamar já registrado. Na prática, um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária segue trabalhando.

Levantamentos indicam que 88% dos aposentados têm a previdência como principal fonte de renda, mas seis em cada dez consideram o valor insuficiente para manter o padrão de vida. Em muitos casos, continuar em atividade é uma forma de complementar o orçamento.

As mudanças da Reforma da Previdência seguem impactando quem está próximo de se aposentar. Em 2026, a idade mínima passou de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. No sistema de pontos, a soma entre idade e contribuição chega a 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

“Avenida” Lambari recebe seu terceiro tapa buracos

Imagina que chamamos ese acesso de “Avenida”Lambari

A Secretaria de Obras concluiu nesta semana um pacote de melhorias na localidade de Santa Terezinha do Salto. As frentes de trabalho atuaram na reperfilagem asfáltica e tapa-buracos da Avenida Lambari, além de patrolamento e cascalhamento nos acessos a pousadas e restaurantes. A prefeita Carmen Zanotto ressaltou que a região, além de ser um dos principais cartões-postais da cidade, sofre com o tráfego pesado da extração madeireira, exigindo manutenção constante — esta é a terceira intervenção no local desde abril de 2025. O secretário Cleber Machado Arruda confirmou que o próximo passo já está em planejamento: o recapeamento asfáltico total da localidade.

O quanto você acha que vai durar estes remendos feitos. Sei que há intenção de asfaltar este acesso, mas é preciso fazer logo.

A prefeita pode fazer vídeos mostrando as obras realizadas?

Muitos leitores questionam se é legal a prefeita Carmen Zanotto aparecer em vídeos mostrando obras. A resposta curta é: sim, desde que o foco seja a informação e o serviço público. O problema começa quando a ‘prestação de contas’ vira ‘promoção pessoal’. A Constituição é clara: a obra não é da prefeita, é da prefeitura com dinheiro do contribuinte. Em ano eleitoral como 2026, a linha entre informar o cidadão e fazer campanha é tênue, e o Ministério Público está de olho no uso da estrutura pública para gerar ‘likes’.

A questão é distinguir o que é Publicidade Institucional do que é Promoção Pessoal.

A prefeita pode e deve divulgar as obras, mas sob certas condições:

  • Caráter Educativo, Informativo ou de Orientação Social: O vídeo deve focar no benefício para a população (ex: “A nova UBS vai atender X pessoas”) e não no “eu fiz”.

  • Uso dos Canais Oficiais: Se o vídeo for postado no perfil da Prefeitura, ele deve seguir rigorosamente o artigo 37 da Constituição Federal: não pode haver nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos.

O Ministério Público costuma atuar quando a divulgação cruza a linha para a Promoção Pessoal:

  • Uso de recursos públicos para fins privados: Se a prefeita usa a estrutura da prefeitura (cinegrafista pago pelo município, edição da assessoria, tempo de expediente) para fazer vídeos que exaltam apenas a figura dela, isso pode ser considerado improbidade administrativa.

  • Promoção Pessoal desmedida: Se no vídeo ela diz “Eu fiz”, “Eu dei”, “No meu governo”, em vez de “A prefeitura realizou”, ela corre o risco de ser processada por violação ao princípio da impessoalidade.

Aqui está o “pulo do gato” que muitos políticos usam:

  • Se a prefeita faz o vídeo com o próprio celular, fora do horário de expediente (ou em momentos de agenda externa), e posta no seu perfil pessoal (Instagram/Facebook pessoal), a Justiça costuma ser mais flexível, entendendo como prestação de contas do mandato.

  • No entanto, mesmo no perfil pessoal, ela não pode usar servidores em horário de trabalho para filmar ou editar esses conteúdos.

Como estamos em 2026, a vigilância aumenta:

  • Três meses antes das eleições: A publicidade institucional (nos canais da prefeitura) fica proibida por lei, salvo casos de emergência.

  • Abuso de Poder Político: Se a prefeita usar os vídeos das obras para impulsionar candidatos que ela apoia (governador, deputados), o Ministério Público Eleitoral pode intervir.

O Caso de Itajaí (Uso de Cores e Símbolos)

Um caso clássico em SC envolveu o uso excessivo de logomarcas e cores associadas à gestão pessoal do prefeito em obras e vídeos. O Ministério Público entendeu que, ao pintar prédios públicos ou usar vestimentas com cores da campanha em vídeos de obras, o gestor fere o Princípio da Impessoalidade. A justiça catarinense costuma determinar a retirada imediata dos conteúdos e, em casos graves, aplica multas que devem ser pagas com o patrimônio pessoal do prefeito, não com o dinheiro da prefeitura.

Colombo diz que o governo de Jorginho é medíocre

Em entrevista à Rádio Menina, de Balneário Camboriú, o ex-governador Raimundo Colombo afirma que para ele, a política passa por uma transformação profunda e exige mais preparo, estudo e responsabilidade. Colombo diz que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, desponta com potencial, ressaltando sua capacidade de comunicação e de apresentar propostas.

Sobre o cenário eleitoral de 2026, Colombo diz não ter, neste momento, intenção direta de disputar cargos, mas não descarta a possibilidade caso possa contribuir com SC.

O ex-governador critica a possibilidade de candidaturas sem vínculo com o Estado, especialmente para o Senado, como é o caso do ex-vereador Carlos Bolsonaro. “Sou contrário à eleição de representantes que não conhecem a realidade catarinense, porque o Senado exige profundo conhecimento das demandas econômicas, sociais e estruturais de Santa Catarina, que possui quadros políticos qualificados e históricos de lideranças que ajudaram a construir o desenvolvimento. O eleitor precisa refletir com responsabilidade sobre o futuro político, priorizando compromisso, preparo e identidade com o estado. “É um ato de desamor para Santa Catarina.”

Ao avaliar o atual governo de Santa Catarina, Colombo afirma não concordar com a condução da gestão estadual, classificando-a como “medíocre”, com excesso de propaganda e poucos resultados concretos. Essa crítica se estende à divulgação de dados oficiais. Colombo questiona números apresentados pelo governo, especialmente na área da saúde, citando como exemplo a divulgação de mais de 1,2 milhão de cirurgias realizadas. Para ele, o dado não se sustenta quando confrontado com a população do Estado e com a falta de transparência sobre a metodologia utilizada.

Para Colombo, SC enfrenta um profundo desafio de infraestrutura com o aumento populacional. A BR 101, em evidente colapso, é o exemplo. Para o ex-governador Colombo, Santa Catarina mantém indicadores positivos de segurança pública, mas isso não significa que o Estado esteja livre de riscos. Na sua avaliação, justamente por ser um dos estados mais organizados e economicamente fortes do país, Santa Catarina também se torna um dos mais visados pelo crime organizado, que enxerga na região oportunidades de expansão.
Colombo alerta que a criminalidade organizada hoje atua de forma estruturada, extrapolando a violência tradicional e avançando sobre setores da economia, da política e até do Judiciário. Segundo ele, trata-se de um fenômeno nacional e nenhum estado brasileiro está totalmente seguro, o que exige vigilância permanente e políticas públicas firmes.
Ao relembrar sua experiência como governador, Colombo destaca que o enfrentamento ao crime exige planejamento, investimento em inteligência, fortalecimento das forças de segurança e atuação integrada do Estado. Para ele, minimizar o problema ou ignorar sua gravidade é um erro estratégico.
Há ainda uma mudança demográfica profunda e preocupante que precisa entrar com urgência no centro do debate político. Segundo ele, o país caminha para um cenário em que, a partir de 2050, haverá mais pessoas com mais de 65 anos do que jovens com menos de 20, o que altera completamente a lógica das políticas públicas. Na avaliação de Colombo, esse novo perfil populacional exigirá investimentos crescentes em saúde, especialmente em atenção ao idoso, tratamentos de longa duração e estrutura hospitalar adequada.