
O cenário para as duas cadeiras do Senado em 2026 ganha um novo e expressivo componente: Décio Lima. Após o desempenho histórico em 2022, quando rompeu a barreira do primeiro turno e enfrentou Jorginho Mello em um estado tradicionalmente conservador, o petista surge como o nome natural da Federação Brasil da Esperança.
O trunfo de Décio é a “fidelidade do voto”. Em uma eleição com duas vagas, onde o eleitor tende a dispersar o segundo voto, Décio larga com um piso sólido de cerca de 20% a 30% do eleitorado catarinense que é fiel ao projeto de Lula. Se a direita se pulverizar entre muitos candidatos — como os nomes ligados ao atual governo estadual e ao bolsonarismo raiz — Lima tem chances reais de capturar uma das vagas apenas mantendo a base que o levou ao segundo turno para governador.
Décio foi o primeiro petista a chegar a um segundo turno para o governo em SC. Como presidente do Sebrae, Décio tem feito o “dever de casa” junto às associações empresariais, tentando reduzir a rejeição ao partido no estado.





