Vereadores foram unânimes na aceitação de instalação de uma comissão processante contra Jair

Os vereadores acataram por 15 votos a favor e nenhum contra, o pedido de abertura do processo de impeachment do vice-prefeito, Jair Junior, na sessão desta segunda-feira.

Agora, deverá ser criada uma comissão processante que deverá fazer as investigações, ouvir as partes e apresentar relatório a ser votado pelo plenário da Camara.

Os três integranates da Comissão Processante foram escolhidos em seguida. São eles: os vereadores Bruna Uncini, Elaine de Morais e Robertinho. 

A vereadora Bruna vai presidir a comissão e a relatoria ficará com Robertinho.

O advogado de Jair Júnior, no caso da comissão processante, Guilherme Tamanini (de Itajaí), acompanhou a sessão da Câmara e não quis adiantar os encaminhamentos a serem tomados por parte da defesa. Mas adiantou que não há como confundir a vida pública da privada, e o ocorrido foi na esfera privada. Será, portanto, este o mote da defesa de Jair

A colheita de pinhão será celebrada em praça pública

O Núcleo de Negócios Cervejeiros da Associação Empresarial de Lages estará presente no evento que celebra a Colheita do Pinhão, promovido pela Prefeitura de Lages, através da Secretaria de Turismo e Secretaria da Agricultura. A edição deste ano acontecerá no próximo sábado, 05 de abril, a partir das 10 horas, na Praça João Costa.

Oito mil ovos para enfeitar a praça João Costa

Nesta segunda-feira (31 de março) iniciou uma das ações a serem promovidas pela Secretaria Municipal do Turismo: A pintura de oito mil ovos de Páscoa, como enfeites da Praça João Costa (Calçadão), no centro de Lages. A atividade envolve a participação de alunos de escolas municipais e faz parte da programação da Doce Páscoa, evento da Secretaria do Turismo, agendada para começar oficialmente no dia 12 de abril.

ND publicou: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC

Considerada a maior investigação contra a corrupção em SC, Operação Mensageiro prendeu 17 prefeitos; levantamento exclusivo do ND Mais mostra o que mudou nas cidades e o redesenho pós-eleições.

Cinco fases, 50 presos, incluindo 17 prefeitos e três vices. A Operação Mensageiro, que investiga o maior esquema de corrupção da história do poder público de Santa Catarina, trouxe à tona uma realidade que era pouco conhecida no estado: o desvio sistemático de verbas milionárias em prefeituras. Dois anos, três meses e 25 dias depois, a população das cidades investigadas colhe o legado da investigação.

A Operação Mensageiro investiga os crimes de superfaturamento de serviços de coleta e destinação de lixo, além do pagamento de propina a agentes públicos em troca de facilitação em licitações. Ainda em andamento, os processos da operação tramitam no TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

Os primeiros fatos que deram origem à investigação foram revelados em 2021, durante a Operação Et Pater Filium, que apurou outro grande esquema de corrupção no Planalto Norte catarinense. Dentre eles, fraudes a licitações e recebimento de propina proveniente do Grupo Serrana Engenharia, que também atuava em outras cidades catarinenses.

O Grupo Serrana, que mudou seu nome para Versa Engenharia Ambiental após o início da operação, atua nos setores de coleta e destinação de lixo, de abastecimento de água e de iluminação pública em diversas regiões de Santa Catarina e em outros estados do país. A partir das investigações dos contratos com a Serrana, chegou-se às prefeituras suspeitas de participarem das irregularidades, iniciando-se a Operação Mensageiro

O nome da operação deriva de um empresário, um dos primeiros presos. Segundo a investigação, ele atuava com o codinome “mensageiro” e seria o responsável por entregar a propina da empresa Serrana Engenharia aos agentes públicos envolvidos. As investigações apontam que o esquema começou em 2014.

  • Nota da redação: por decisão judicial, o nome do “mensageiro” não pode ser divulgado. 

A operação é conduzida pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), através do Geac (Grupo Especial Anticorrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Científica.

Os números da Operação Mensageiro

Números da Operação Mensageiro até março de 2025 – Foto: Arte/ND

Os prefeitos presos

  1. Deyvisonn da Silva de Souza – Prefeito de Pescaria Brava (MDB)​
  2. Luiz Henrique Saliba – Prefeito de Papanduva (PP)​
  3. Antônio Rodrigues – Prefeito de Balneário Barra do Sul (PP)​
  4. Marlon Neuber – Prefeito de Itapoá (PL)​
  5. Vicente Corrêa Costa – Prefeito de Capivari de Baixo (PL)​
  6. Antônio Ceron – Prefeito de Lages (PSD)​
  7. Joares Ponticelli – Prefeito de Tubarão (PP)​
  8. Luiz Carlos Tamanini – Prefeito de Corupá (MDB)​
  9. Adriano Poffo – Prefeito de Ibirama (MDB)
  10. Adilson Lisczkovski – Prefeito de Major Vieira (Patriota)​
  11. Armindo Sesar Tassi – Prefeito de Massaranduba (MDB)​
  12. Patrick Corrêa – Prefeito de Imaruí (Republicanos)​
  13. Luiz Shimoguiri – Prefeito de Três Barras (PSD)​
  14. Alfredo Cezar Dreher – Prefeito de Bela Vista do Toldo (Podemos)​
  15. Felipe Voigt – Prefeito de Schroeder (MDB)
  16. Luís Antônio Chiodini – Prefeito de Guaramirim (PP)​
  17. Clézio José Fortunato – Prefeito de São João do Itaperiú (MDB)

As fases da Operação Mensageiro

Primeira fase (6 de dezembro de 2022):

  • 4 prefeitos presos
  • 1 vice-prefeito preso

Segunda fase (2 de fevereiro de 2023):

  • 2 prefeitos presos

Terceira fase (14 de fevereiro de 2023):

  • 1 prefeito preso
  • 1 vice-prefeito preso

Quarta fase (27 de abril de 2023):

  • 9 prefeitos presos

Quinta fase (29 de abril de 2024):

  • 1 prefeito preso
  • 1 vice-prefeito preso
  • O retorno do dinheiro que foi para a corrupção

    Segundo o MPSC, os municípios lesados receberão o valor total de indenização pelos danos sofridos, acrescido do ressarcmento pelo dano extrapatrimonial. O montante é fixado pelas decisões condenatórias, com a maioria delas ainda em andamento.

    Das cinco condenações feitas até o momento, os valores já ressarcidos chegam a quase R$ 4,5 milhões. Ainda, os agentes públicos e privados que fizeram colaboração premiada na Operação Mensageiro comprometeram-se a ressarcir integralmente o dano patrimonial causado aos municípios, além de um valor extra para reparar o dano extrapatrimonial.

    O MPSC informou que, como há parte da investigação em curso, o valor total assegurado ainda não pode ser divulgado. No entanto, o órgão garantiu que alguns delatores já pagaram e outros estão pagando de forma parcelada. O montante já depositado por eles ultrapassa R$ 11,3 milhões, que deverão ser devolvidos aos municípios.

  • Para o procurador-geral de Justiça, Fábio de Souza Trajano, que chefia o MPSC, a descoberta de um esquema de corrupção que existia há mais de dez anos trouxe “prejuízos incalculáveis” para a população catarinense. Contudo, a Mensageiro mostrou que há punição para a corrupção.

    “Mas também resultou em consequências para os integrantes da organização criminosa, como a exposição pública, prisões preventivas e condenações judiciais. Isso demonstra que houve punição para os malfeitos, algo raro em nosso país”, avalia Trajano ao ND Mais.

Alinhamento com instituições

O procurador-geral também destaca que a Operação Mensageiro fortaleceu a relação entre as instituições que trabalham nas investigações. Além do próprio MPSC, o GEAC, o GAECO, a Polícia Científica e o Poder Judiciário têm atuação.

“O Ministério Público, como órgão de Estado autônomo e independente, liderou esse processo, fornecendo todas as condições materiais para o funcionamento da força-tarefa. No entanto, é importante ressaltar que apenas com a cooperação interinstitucional foi possível alcançar tantos resultados positivos”, destaca.

Com a Mensageiro, para Trajano, o combate à corrupção deve ser tratado como “uma verdadeira política de Estado”, aplicando a legislação penal também aos criminosos de colarinho branco.

“Não podemos aceitar como natural a utilização de mandato popular para enriquecimento ilícito, nem que empresários obtenham lucros elevando artificialmente os preços ou deixando de prestar o serviço contratado, afastando da licitação empreendedores honestos que não participam deste jogo espúrio”, dispara.

Como a Operação Mensageiro mudou a fiscalização de contratos das prefeituras?

Ao todo, 19 cidades foram investigadas nas cinco fases da Operação Mensageiro. Um levantamento exclusivo do ND Mais mostra o impacto da investigação na fiscalização de contratos de limpeza urbana nas cidades.

Dois anos depois da primeira fase, a Mensageiro mostra que houve a transformação na maneira como as prefeituras lidam com os contratos de licitações

Lages presenciou uma das maiores mudanças eleitorais, possivelmente relacionadas à Operação Mensageiro. A cidade, que teve o ex-prefeito Antônio Ceron (PSD) preso, concedeu apenas 17,78% dos votos válidos ao candidato Lio Marin (União Brasil), da coligação “Para Uma Nova Lages, Diga Sim”, da qual o PSD fazia parte. A prefeita eleita, Carmen Zanotto (Cidadania), obteve 77,16% dos votos válidos.

 

 

Reajuste dos servidores significará um impacto de R$ 3 milhões ao mês na folha de pagamentos

A folha de pagamento da prefeitura totaliza R$ 490 milhões por ano e só o reajuste concedido pelo executivo e recém aprovado pela Câmara, de 6,27% significa um impacto de mais de R$ 30 milhões ao ano, cerca de R$ 3 milhões ao mês.

Segundo o secretário de Finanças, Evandro Frigo, de cada 1% de reajuste significa mais R$ 4 a R$ 5 milhões a mais na folha. Observa ele que a prefeitura, neste momento não teria condições de aplicar um reajuste maior porque há ainda muitos compromissos financeiros a saldar.

Surgem gravações e fotos de todos os lados

Agora começaram a desencantar gravações de toda a ordem. Porque estas pessoas não divulgaram tais gravações e fotos até agora? Teríamos evitado que fosse levados à aprovação das urnas, lhe conferindo legitimidade para ocupar o cargo de vice-prefeito de Lages. Sempre foi assim, só batem em cachorro morto. Queria ver estas mesmas pessoas divulgarem vídeos e boletins de ocorrência de outras pessoas que estão aí exercendo o poder.

Se tais ocorrências tivessem chegado até a prefeita Carmen Zanotto, teríamos impedido, não a aliança com o Podemos, mas conduziria a escolha de outra pessoa para vice-prefeito. Incrivelmente, até conversas do vice com a sua irmã estão sendo divulgadas.

Outros casos são divulgados nas redes sociais

Se forem divulgado todos os Boletins de Ocorrência em que homens teriam batido em mulher, registrados em Lages, iríamos nos surpreender com alguns dos casos.  Sem nenhuma pesquisa mais a fundo poderíamos citar pelo menos três casos de violência doméstica praticada por pessoas públicas nos últimos tempos, em Lages. Envolve alguns que até expediram nota de repúdio ao vice-prefeito Jair Junior.

Com o caso Jair acabam aparecendo outros, um dos quais envolvendo alguém da prateleira de cima da área da educação. Boletins de Ocorrência estão circulando pelos grupos sociais. Casos em que os autores não sofreram nenhuma consequência e prosseguem posando de bons moços e até apontando o dedos para os outros.

Rodrigues se lança ao governo encarando, de saída, seu maior drama

Conversei com pessoas que estiveram no evento em Chapecó, para o pré-lançamento da candidatura de João Rodrigues, ao governo.

Dizem que o evento iniciou com imagens dele quando esteve detido no Presídio da Papuda, em Imensos telões. Exibiam imagens dele, em Brasília, estampando palavras como ” estive preso”, acompanhado com fotos de quando deputado federal, que dormia na prisão e durante o dia frequentava o Congresso. Nestes imensos telões sua história era narrada. Faz questão de enfrentar de cara, antes mesmo da campanha, este período negro de sua vida.

Isso porque, todo mundo sabe de sua história e ele sabe que terá de enfrentar isso para chegar até o Centro Administrativo e ocupar a casa D’Agronômica.

Políticos com este tipo “experiência”, polulam em nosso cenário estadual. O próprio Júlio Garcia que dividiu o palco no evento e hoje chefia o Legislativo estadual, já passou por isso. E… quando na eleição para escolha do novo presidente da Casa, teve o voto unânime de seus pares.

E vejam que passaram por tudo isso, foram presos e até usaram tornozeleiras e, estão ai, de volta no comando da política de Santa Catarina. As inúmeras investigações da Gaeco, muitas das quais em nada resultaram, colaborar para tornar tais fatos lugares comuns no nosso dia a dia. Estes escândalos não mais espantam ou surpreendem, pois sabemos do que deles resultam: nada.