A empresa Impacto não apresentou a documentação solicitada em tempo hábil (até ao meio dia desta segunda-feira) e foi desclassificada. Neste caso será chamada a segunda colocada, a empresa AME Entretenimento. A prefeitura de Lages deve oficializar o chamado da segunda colocada: a AME Entretenimento. A produtora catarinense, liderada por Ricardo Avlis, já possui o “know-how” de ter realizado as duas últimas edições do evento e agora deve retomar o evento pelo triênio 2026-2028.
Olivete Salmória
Presidente da Câmara assume como prefeito interino em Otacílio Costa

O presidente da Câmara de Vereadores de Otacílio Costa, Luiz Carlos de Oliveira, assumiu interinamente o comando do Poder Executivo Municipal na tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro.
A transmissão de cargo ocorreu no gabinete do Executivo e se deu em razão do afastamento temporário do prefeito Fabiano Baldessar de Souza e do vice-prefeito Leonir Ribeiro da Silva, ambos em tratamento de saúde.
Luiz Carlos de Oliveira permanecerá à frente da administração municipal pelo período de cinco dias, conforme determina a legislação vigente.
A cerimônia contou com a presença do deputado estadual Mauro de Nadal, secretários municipais, vereadores, servidores públicos, familiares e amigos.
Durante o ato, o prefeito Fabiano Baldessar de Souza destacou a confiança no trabalho do prefeito interino e ressaltou a continuidade administrativa no município.
“Mesmo afastado temporariamente por orientação médica, sigo acompanhando e confiando plenamente na condução dos trabalhos. O Luiz Carlos é um vereador experiente, comprometido com Otacílio Costa, e tenho certeza de que dará sequência às ações da administração com responsabilidade e zelo pelo bem público”, afirmou Fabiano.
Denúncia do MP traz mais detalhes sobre o caso do vice-prefeito e a ex-namorada
A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que levou o vice-prefeito de Lages, Jair Junior (ex-Podemos), à condição de réu por depredação de patrimônio público ao supostamente furar um pneu do veículo oficial utilizado pela prefeita Carmen Zanotto (Cidadania), trouxe mais detalhes sobre o caso que deu origem ao rompimento político de ambos: a denúncia de maus tratos e cárcere privado pelo vice-prefeito contra uma ex-namorada.
Jair Junior também é réu nesse processo, desde maio de 2025. O caso foi anexado ao inquérito que envolve a prefeita Carmen Zanotto, que deverá ser julgado na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro.
A reportagem do Portal Upiara teve acesso ao inquérito anexado e ele revela uma sequência de episódios graves que vão além de uma disputa política ou institucional. Os autos descrevem uma situação de violência doméstica marcada por medo, agressões, ameaça real à vida e humilhação extrema.

Segundo o MPSC, os fatos teriam ocorrido após o fim do relacionamento. A vítima, cuja identidade é preservada, teria aceitado conversar com o acusado para deixar claro que não pretendia retomar a relação. A conversa, no entanto, tomou outro rumo.
Conforme a denúncia, a mulher foi levada contra a vontade para uma residência, onde teve a liberdade restringida. Portas foram trancadas, o celular foi tomado e ela ficou impedida de sair ou pedir ajuda. Durante horas, a vítima foi submetida a agressões físicas, ameaças constantes e violência psicológica.
Os relatos do processo apontam que, em momentos críticos, a vítima passou por uma situação de humilhação profunda. Com medo de ser morta, ela ficou de joelhos, implorando para que o agressor a deixasse sair com vida. Ainda segundo os autos, para conseguir ser liberada, precisou prometer que não o denunciaria e que manteria o relacionamento. Somente após esse apelo desesperado foi autorizada a deixar o local.
Laudos periciais anexados ao processo confirmam lesões compatíveis com agressões relatadas durante o período em que a vítima esteve sob domínio do acusado. O MPSC descreve ainda tentativas de silenciamento, incluindo episódios de sufocamento e estratégias para impedir que pedidos de socorro fossem ouvidos.



Mesmo depois de conseguir sair da residência, a mulher não ficou em segurança. Ao buscar ajuda e se dirigir à delegacia, ela teria sido seguida pelo acusado, que tentou impedir o registro da ocorrência. A situação só foi contida após intervenção policial, que realizou a prisão em flagrante do vice-prefeito.
Perseguição em perfil público
Antes do relato da violência, segundo a denúncia, o acusado usava o perfil oficial da SEMASA (Secretaria Municipal de Águas e Saneamento) no Instagram para vigiar a rotina da vítima. À época presidente da autarquia municipal responsável pelos serviços de água e saneamento de Lages, ele utilizava a conta institucional para acompanhar publicações, observar com quem ela interagia e monitorar seus deslocamentos.
A partir dessas informações, enviava, supostamente, mensagens privadas e ligações exigindo que a vítima voltasse para casa, afirmando frases como “vai para casa agora” e “eu sei onde você está”. Em um dos episódios descritos no processo, a vítima saiu para tomar sorvete com um amigo. Ao tomar conhecimento do encontro, o acusado abordou o homem de forma intimidatória, afirmando que ele “não sabia com quem estava se metendo” e que havia “mexido com a pessoa errada”.
Jair Junior foi exonerado por Carmen Zanotto da presidência da Semasa ainda em março de 2025, dias após a prisão em flagrante.
Para o Ministério Público, as falas e a conduta demonstram perseguição contínua, agravada pelo uso indevido de um canal oficial da administração pública para fins pessoais e de intimidação.
O MPSC informou que não propôs acordo nem medidas alternativas, considerando a existência de outros procedimentos criminais em andamento envolvendo o acusado.
O caso segue agora para julgamento.
Calor de 35°C e Alerta de Temporais

A última semana de janeiro em Lages será de contrastes. Até quarta-feira (28), o sol predomina com temperaturas em rápida elevação, podendo chegar aos 35°C. No entanto, a Defesa Civil de SC emite um alerta para a quinta-feira (29): o deslocamento de uma área de baixa pressão trará temporais severos para o Planalto Sul, com risco de vendavais, alagamentos e enxurradas. A recomendação é atenção redobrada entre a tarde de quinta e a manhã de sexta-feira, quando a instabilidade começa a perder força.
Dupla é condenada por receptação de roupa furtadas

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a condenação de dois homens pelo crime de receptação dolosa, após a apreensão de 77 peças de roupas furtadas de uma loja em Correia Pinto, na Serra catarinense. O furto das mercadorias, avaliadas em cerca de R$ 10 mil, havia ocorrido poucas horas antes da abordagem policial, em julho de 2022.
As peças, todas etiquetadas e em volume incompatível com uso pessoal, foram localizadas no interior de um imóvel apontado pela investigação e também no porta‑malas de um automóvel vinculado à família de um dos réus. A vítima reconheceu integralmente os produtos como pertencentes ao seu estabelecimento comercial.
As defesas alegavam ausência de provas, negativa de autoria, desconhecimento da origem ilícita dos bens e irregularidades no reconhecimento, e pleiteavam absolvição ou desclassificação para receptação culposa. O Tribunal rejeitou todos os argumentos.
O colegiado reforçou que, em casos de receptação, a jurisprudência catarinense estabelece que, uma vez apreendidos bens furtados em poder do acusado, cabe à defesa comprovar a origem lícita ou demonstrar desconhecimento absoluto da procedência criminosa, conforme entendimento já consolidado pelo próprio Tribunal de Justiça.
No julgamento, destacou-se que a apreensão ocorreu em intervalo curto após o furto, em local onde estavam os réus, sem justificativas plausíveis para a posse das mercadorias. As versões apresentadas foram classificadas como contraditórias e incapazes de afastar o conjunto de provas, composto por boletins de ocorrência, autos de apreensão, depoimentos policiais e reconhecimento das peças.
A pena-base acima do mínimo legal também foi mantida. A câmara considerou a quantidade expressiva dos itens receptados como fator que aumenta a reprovabilidade da conduta, conforme entendimento já adotado pelo Superior Tribunal de Justiça. Por esse motivo, não houve concessão de regime mais brando, substituição da pena por restritiva de direitos ou suspensão condicional.
A multa prevista no Código Penal foi preservada, e pedidos de isenção de custas foram remetidos ao juízo de execução, instância responsável por avaliar eventual incapacidade financeira. Com isso, a sentença da comarca de Correia Pinto, que condenou os réus por receptação dolosa, permanece integralmente válida. Um deles foi condenado a um ano e dois meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de 11 dias‑multa. O outro, a um ano de reclusão em regime inicial semiaberto e 10 dias‑multa. A decisão foi unânime (Apelação Criminal n. 5001911-58.2023.8.24.0083).
Prazo para apresentração de documentos
Parece que a empresa vencedora da licitação para a concessão dos shows da Festa do Pinhão, a Impacto tem até às 11 horas desta manhã de segunda-feira para apresentar os documentos faltantes para definir o certame. Se isso não acontecer a empresa AME Entretenimento que ficou em segundo lugar assume a liderança do evento.
Sobre a empresa Impacto:
De Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Com mais de 20 anos de mercado, a empresa não é apenas uma “promotora de shows”, mas possui uma base sólida em infraestrutura técnica. Ela é reconhecida pela expertise em sonorização, iluminação e montagem de grandes palcos e estruturas para eventos de massa. A empresa já havia tentado entrar na Festa do Pinhão em anos anteriores (como em 2020).
Sobre a AME entreterimento:
De Chapecó, Santa Catarina (com forte atuação em Balneário Camboriú e região). O CEO da empresa é Ricardo Avlis (ou Ricardinho), figura já bem conhecida em Lages por ter comandado as edições da Festa do Pinhão no pós-pandemia (2022, 2023 e 2024). A empresa ganhou projeção nacional ao atuar em parceria com gigantes como a Opus Entretenimento. Em Santa Catarina, além de Lages, eles têm no currículo eventos como a EFAPI em Chapecó e festivais no litoral.
Nunca uma licitação da Festa do Pinhão foi tão apertada. A AME Entretenimento, de Ricardo Avlis, viu a concessão para o próximo triênio escapar por apenas R$ 200,00 em favor da Impacto, de Porto Alegre. Mas quem conhece os bastidores sabe: o jogo só termina quando o jurídico assina. A AME, que já conhece cada palmo do Parque Conta Dinheiro, aposta agora na fase de habilitação para tentar retomar .
MDB de Lages: Unir para não sumir
O MDB de Lages entra no ano de 2026 com o desafio de unificar o discurso. A sigla, que detém a maior militância “raiz” da cidade, está focada em dois pilares para as convenções que se aproximam:
A Unificação em torno de Elizeu Mattos: Embora existam diferentes correntes internas, o nome de Elizeu Mattos é a peça central. O partido avalia se ele deve buscar um retorno à ALESC ou se atuará como o “general” da campanha majoritária na Serra. A estratégia é evitar o racha ocorrido em pleitos anteriores, garantindo que o voto emedebista não se disperse para candidatos de fora da região.
O “Namoro” com o Centro: Nas conversas de bastidor, o MDB de Lages tem sido sondado tanto pelo grupo do governador Jorginho Mello (PL) quanto pela oposição liderada pelo PSD. A convenção municipal será o palco para decidir se o partido manterá a aliança estadual ou se buscará um caminho independente na Serra, possivelmente compondo uma “terceira via” que atraia o eleitor cansado da polarização.
Neste impasse gerado a partir da decisão do governador trazer para seu vice o prefeito de Joinville, do Novo, o MDB de Lages torce para o desembarque do governo e apoio ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Isso consolida a formação de uma dobradinha para o legislativo com Colombo para deputado federal e Elizeu para estadual.
As convenções partidárias de 2026 serão o teste de fogo para o MDB lageano. O partido busca blindar seu reduto contra o avanço de siglas vizinhas. A meta é clara: garantir que Lages tenha um representante emedebista com chances reais de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Lucas destina R$ 845 mil para pavimentação

Os moradores dos bairros Várzea e São Pedro têm motivos para comemorar. O deputado Lucas Neves garantiu o envio de recursos para pavimentar as ruas José dos Passos Varela e Servidão Cáritas (Várzea), além da Sebastião Luz dos Santos (São Pedro). A verba é fruto de emendas impositivas, atendendo pedidos dos vereadores Gabriel Córdova e Tio Zé. Lucas, que frequentemente destaca ter crescido em rua sem asfalto, reforça seu foco na infraestrutura de bairros: já são R$ 3,5 milhões destinados apenas para pavimentação em Lages durante seu mandato, além do apoio decisivo à usina de asfalto da região.
Criminoso armado leva R$ 4 mil de posto de Bom Retiro
A noite deste domingo (26) foi de tensão em Bom Retiro. Um homem usando balaclava camuflada e armado com um revólver invadiu um posto de combustíveis no bairro Santa Clara. Sob ameaça, o funcionário do caixa foi obrigado a entregar cerca de R$ 4.000,00 em dinheiro e 20 carteiras de cigarro. O bandido, que vestia moletom verde e bermuda jeans, fugiu a pé logo após a ação. A Polícia Militar realizou buscas intensas na região, mas, até ontem à noite, ninguém foi preso. O caso agora segue para investigação da Polícia Civil.
SinfdSaúde denuncia que o governo está privatizando o hospital regional de São José
O SindSaúde denunciou que Jorginho Mello iniciou o processo de terceirização dos setores administrativos do Hospital Regional de São José e Instituto de Cardiologia . Novos funcionários terceirizados já ocupam postos em portarias como a de visitas, emergência e obstetrícia.
O SindSaúde oficiou a Secretaria de Estado da Saúde cobrando explicações e aguarda reunião para discutir esse processo que, segundo informações, é resultado de uma licitação do ano passado. “Enquanto tenta enganar o povo catarinense com um concurso público que ignora a necessidade real do quadro de funcionários, Jorginho avança de forma silenciosa e autoritária em seu projeto de privatização. A prova realizada no último dia 11 sequer tinha vagas para cargos administrativos na regional de São José. Esse movimento não é isolado! Ele faz parte de uma política sistemática de desmonte, marcada pela substituição de servidores efetivos por contratos precarizados, descumprimento de decisões judiciais e uso da máquina pública para propaganda. Privatizar setores estratégicos das unidades sem debate, sem transparência e sem respeito aos trabalhadores é um ataque direto ao SUS, às condições de trabalho e à qualidade do atendimento à população. A saúde não pode ser tratada como mercadoria nem como moeda eleitoral”, informa o sindicato.
O SindSaúde diz que seguirá denunciando cada passo desse processo, cobrando explicações e mobilizando a categoria.