95% de ocupação dos leitos de UTI de Lages

A situação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Serra:  95,2% de ocupação dos 84 leitos disponíveis.

Os três hospitais de Lages, que concentram os 84 leitos de UTI/SUS, dividem-se em 57 leitos para adultos e 27 infantis.  no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres existem 20 leitos; no Hospital Tereza Ramos existem 49 leitos, e no Hospital Seara do Bem outros 15 leitos.

Deputado alerta para desigualdades na distribuição de leitos de UTI 

Durante a sessão ordinária da quarta-feira, dia 18, o deputado estadual Mário Motta (PSD) destacou a situação crítica da saúde pública no estado, com foco nas disparidades regionais na oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante discurso na tribuna, o parlamentar apresentou dados que apontam para a insuficiência de leitos em macrorregiões como o Grande Oeste e a Foz do Rio Itajaí, especialmente em UTIs pediátricas e neonatais.

Motta relatou que a recente sessão itinerante no Oeste catarinense revelou a decretação de emergência em saúde pública devido à alta ocupação de leitos de UTI, cenário agravado pelo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no outono. Desde o início de seu mandato em 2023, o deputado monitora a situação e já apontava, naquele ano, índices de ocupação superiores aos de 2022, período marcado pelo colapso da rede de saúde.

Embora tenha reconhecido avanços, como a criação de 264 novos leitos de UTI (neonatais, pediátricos e adultos) pela Secretaria de Estado da Saúde, Motta enfatizou que a distribuição desses leitos permanece desigual. Segundo ele, Santa Catarina tem uma média de 1,6 leito de UTI adulto e 1,4 leito de UTI pediátrico por 10 mil habitantes, dentro dos parâmetros mínimos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que recomendam de 1 a 3 leitos por 10 mil habitantes. Contudo, o Grande Oeste registra apenas 0,59 leito de UTI pediátrico por 10 mil habitantes, quase metade do mínimo recomendado, e 1 leito de UTI adulto por 10 mil habitantes, índice semelhante ao da Foz do Rio Itajaí.

No caso das UTIs neonatais, a média estadual é de 3,4 leitos por mil nascidos vivos, um avanço em relação aos 2,6 registrados em 2023. No entanto, o Grande Oeste conta com apenas 1,81 leito por mil nascidos vivos, e a Foz do Rio Itajaí, 1,69, ambos abaixo do mínimo legal de 2 leitos por mil nascidos vivos, conforme a Portaria GM/MS nº 03/2017, e distantes do ideal de 4 leitos recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

O deputado destacou as consequências dessas desigualdades, como a necessidade de transferência de pacientes para outras macrorregiões. Nos últimos quatro meses, 65 pacientes do Grande Oeste, metade deles recém-nascidos, foram transferidos devido à falta de leitos de UTI. Esses deslocamentos, muitas vezes aéreos, geram custos, riscos clínicos e sofrimento às famílias.

Para enfrentar o problema, Motta anunciou que protocolará uma Moção de Apelo ao Ministério da Saúde, cobrando a análise do Plano de Ação Regional (PAR) das macrorregiões do Grande Oeste e da Foz do Rio Itajaí, pendente desde 2023.

Sobre os gastos com a festa

Obviamente a prefeitura ainda não fechou as contas dos gastos com a Festa do Pinhão deste ano. Os recursos previstos no orçamento da Secr3etaria de Turismo são de R$ 1,2 a R$ 1,5 milhão, que era o que a prefeitura já gastava com a realização do Recanto e as Sapecadas.

Para a contratação dos shows ficou por conta dos patrocinadores. A Uniplac patrocinou a Sapecada, a Havan e outras empresas pagaram os shows do estádio. Inclusive teve um patrocinador que já entrou na segunda semana da festa, que foi a Seara. E o governo do estado ainda participou com R$ 2 milhões.

Sai a lista do selecionados para o Santa Catarina Canta

O “ SANTA CATARINA CANTA – Festival da Música Brasileira ” já divulgou o nome dos cantores selecionados para as audições nas etapas regionais. A lista completa está disponível no link: santacatarinacanta.com.br/resultados . Ao todo, 23 cidades catarinenses vão sediar as audições presenciais, que classificam os participantes para as etapas mesorregionais. A primeira apresentação será no dia 30 de junho, no Extremo Oeste do Estado.

As seções selecionadas até setembro serão realizadas nas cidades de São Lourenço do Oeste, Chapecó, São Miguel do Oeste, Maravilha, Tubarão, Araranguá, Criciúma, Joinville, Mafra, Jaraguá do Sul, Tijucas, Santo Amaro da Imperatriz, Florianópolis, Lages, Curitibanos, Campos Novos, Videira, Joaçaba, Concórdia, Xanxerê, Rio do Sul, Itajaí e Blumenau.

Os critérios de avaliação incluem técnica vocal, afinação, dicção, rítmica, originalidade, presença de palco e interação com o público. Os classificados avançaram para as semifinais (Serrana, Meio-Oeste, Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Norte, Sul e Grande Florianópolis) em setembro e, posteriormente, para a grande final, na Capital, no dia 9 de novembro.

A grande final será realizada na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, com apresentação da Camerata Florianópolis e de um artista nacional convidado. Os vencedores dos primeiros lugares (geral e infantojuvenil), além de receberem R$ 20 mil, também participarão de um espetáculo da orquestra na Temporada 2025/2026.

Sapecadas vão continuar no Recanto do Pinhão

A prefeita Carmen Zanotto informou, no final da Festa do Pinhão, neste domingo, que as Sapecadas da Canção Nativa e da Serra Catarinense na edição do ano que vem permanecendo no palco principal do Recanto do Pinhão, uma resposta ao público que fez este pedido em especial ao chefe do executivo. “A Sapecada pertence ao coração de Lages, e merece estar no Centro, mais perto das pessoas, fortalecendo cada vez mais o festival. Precisamos respeitar nossa essência e a nossa identidade, por isso ampliamos os palcos e demos mais espaço para as apresentações”, finaliza.

A festa que estava confinada ao parque, ganhou a cidade

Já há alguns anos eu venho defendendo a mudança do modelo da Festa do Pinhão. O modelo já estava superado. Virou apenas num festival e confinado a um parque. Não havia conexão com a cidade e muito menos com o propósito do evento. A não ser os shows, não havia mais nada a ver no parque. O shoppinhão era uma repetição dos mesmos produtos à venda e todos feitos por empresas de fora. A gastronomia era ruim, feita por pessoas fora de Lages e muito cara.

A prefeita fez questão de ressaltar em várias ocasiões que o modelo da festa deste ano foi adotado por necessidade. Mas, graças a Deus que houve esta necessidade para romper com aquela estrutura para fazer com que a festa ganhasse às ruas devolvendo-a à cidade.

Lamentavelmente a chuva acabou estragando a programação de shows no estádio municipal, mas não há dúvida que ficou um espaço excelente, independente da discussão de quanto pessoas cabem lá ou qual foi o público que compareceu. Se teve dias de quase nenhum público isso é algo que pode ocorrer independentemente de onde estiver acontecendo. Muitas vezes, no parque Conta Dinheiro também teve público ínfimo.

Claro que agora serão necessários fazer alguns ajustes para melhorar ainda mais. Mas, o que não pode acontecer é voltar ao modelo antigo!