Santa Catarina fechou 2025 com 59,2 mil novos empregos, mas o número esconde uma desaceleração preocupante. O estado ficou na 23ª posição em crescimento percentual, refletindo o peso dos juros altos. Para a nossa região, o dado mais crítico vem da indústria de madeira e móveis, que foi a mais castigada pelo “Tarifaço”, encerrando o ano com saldo negativo de 2,8 mil postos. Enquanto o setor de alimentos (hub de Lages) e a construção civil (litoral) seguraram a média positiva, o setor têxtil e o madeireiro mostram os sinais de fadiga da economia catarinense sob pressão externa e taxas de juros elevadas.
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Quem ganhou: Serviços (+38,7 mil vagas), Comércio (+12 mil) e Alimentos/Bebidas (+3,8 mil).
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Quem perdeu: Madeira e Móveis (-2,8 mil vagas) e Têxtil/Couro (-1,7 mil).
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O Motivo: Juros altos que inibem o consumo e o “Tarifaço” que prejudicou exportações de madeira.
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Cenário: SC é o 7º estado que mais criou vagas em números absolutos, mas apenas o 23º em ritmo de crescimento.


