Na reta final para o segundo turno das eleições presidenciais, quando o foco das campanhas é conquistar eleitores indecisos ou que pretendem não votar, cada voto contribui na disputa acirrada que se desenha nos resultados das pesquisas de intenção.
O eleitorado jovem foi representado por 36,6 milhões de pessoas entre 16 a 29 anos no 1o turno, cerca de 30% dos 118.229.719 votos válidos. A taxa de abstenção, entretanto, foi de 8.100 milhões de pessoas, um contingente relevante a ser conquistado, tanto pelo montante que pode contribuir significativamente para o resultado final, quanto pela pela mão de obra que impulsiona a economia do País de hoje aos próximos 30 anos.
“Muitos jovens ainda não se sentem representados pela política que está sendo feita no Brasil, mas a sociedade civil, governo e candidaturas precisam evidenciar que o voto de cada um importa e ajuda a eleger candidatos e candidatas que representem suas ideias nas urnas, e que tenham dentre as suas pautas a criação de um Política de Estado para as juventudes”, diz Mariana Resegue, coordenadora do Atlas das Juventudes, maior plataforma de dados sobre pessoas dessa faixa etária no Brasil.