Licitação das obras da ligação Urubici a Rio Rufino restou deserta por falta de atualização do projeto

A sessão plenária realizada na manhã desta terça-feira (24) teve como destaque as críticas sobre a gestão do Executivo sobre a malha viária que corta o estado.

O deputado João Amin (PP) declarou que nos dois últimos anos diversas obras em infraestrutura rodoviária deixaram de ser executadas em Santa Catarina por falta de atualização de projetos. Conforme disse, as licitações para as melhorias idealizadas resultaram “desertas”, ou seja, sem empresas interessadas em participar.

Entre os certames que se enquadram nesta situação, ele citou os que envolvem a SC-405, do Trevo da Seta até o Aeroporto Internacional Hercílio Luz;  a SC-290, de Praia Grande à divisa com o Rio Grande do Sul;  a SC-370 que liga Urubici a Rio Rufino; a SC-154; o anel viário de Criciúma (segmento 3); a SC-108, entre Criciúma e Urussanga; o contorno viário de Cocal do Sul, entre outros.

“Não adianta os cofres cheios se não houver organização. Não concluir nem as licitações é um absurdo. Entre 2021 e 2022 foram quase 30 licitações de obras anunciadas que não foram concluídas. Mais de R$ 2 bilhões em obras que o governo não teve a competência de contratar”, frisou.

Já o deputado Vicente Caropreso (PSDB) afirmou que a gestão do Estado tem se mostrado falha até mesmo sobre processos que envolvem melhorias nas rodovias federais, como a duplicação da BR-280. Neste caso, a segunda fase da obra, trecho de 10 km entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, está com problemas desde setembro de 2021, segundo disse, devido às exigências impostas pela SCGás, concessionária de distribuição de gás canalizado, controlada pelo governo.

A companhia teria exigido a contratação com uma empresa específica para transladação dos dutos localizados abaixo da ponte do Portal, que liga os dois municípios, bem como a realização de outros processos, como sondagens de terreno. “É muita embromação. Na realidade, o termo é esse”, ressaltou.

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