
Com quase três horas de duração, aconteceu na tarde desta terça-feira (15) em Bom Jardim da Serra, a audiência pública para concessão do Complexo Turístico do Mirante da Serra do Rio do Rastro. Cerca de 70 pessoas entre representantes de entidades de classe, empresas privadas e poder público, participaram da consulta pública que terminou com um apelo para que sejam respeitados pelos futuros empreendedores, os interesses dos moradores locais.

A solenidade foi aberta pelo presidente da Santur, Renê Meneses. Ele enfatizou que o objetivo do empreendimento não é causar impacto ambiental negativo, mas desenvolver a região em parceria com a comunidade local e regional. “Vamos encontrar a melhor alternativa de promover o turismo junto com os moradores locais”, disse.

Coordenador do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do Mirante da Serra do Rio do Rastro, Eduardo Artur Cunha, apresentou um histórico do futuro projeto e falou das diretrizes da concessão, além de responder a perguntas do público.
A audiência foi coordenada pelo secretário executivo programa de Parcerias Público Privada PPPs/SC, Ramiro Zinder. Segundo ele, a licitação da empresa que executará a obra, ainda não aconteceu. “O que houve até agora foi o chamamento público. O processo licitatório ainda acontecerá, com base no projeto referencial que está sendo apresentado nesta consulta pública”, frisou.
Zinder disse que a vencedora do termo de referência do chamamento público, foi a empresa Vallya Advisors Assessoria Financeira, cuja proposta atende de forma satisfatória, com grau de detalhamento suficiente, à luz do edital, para o prosseguimento do projeto.
A empresa Vallya apresentou um estudo com investimentos estimados no total de R$ 127 milhões. O projeto sugerido e selecionado contempla mirante, bondinho, circuito de montain bike, ponte de vidro, lago cênico, pista de patinação interna, estação de ski, tirolesa, mirante panorâmico, quiosques, restaurantes, espaços para piquenique, SPA, heliponto e casas de campo.
Fotos: Oneris Lopes

Muitos projetos feitos no passado para alavancar o desenvolvimento da serra, ficaram nas audiências e não saíram do papel. Projetos entregues para a iniciativa privada, normalmente esperam uma ajuda do Estado para alavancar e nisso se esvai muito tempo.