Com a frase “Lages pede um basta – machismo mata” o Coletivo Feminista de Lages realizou neste sábado (16) a primeira ação de panfletagem nos semáforos das principais avenidas do município, com o intuito de conscientizar a população a respeito da violência contra as mulheres e disponibilizar contatos para denúncia.
O município de Lages acompanha outras cinco cidades no ranking de ocorrências consumadas de feminicídio do Estado de Santa Catarina, sendo elas Florianópolis, Chapecó, Blumenau, Joinville e Balneário Camboriú, que juntas completam 90 casos, segundo a Diretoria de Informação e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública.

Com 11 casos de feminicídio desde a inserção da Lei nº 13.104/2015 intitulada Lei do Feminicídio, no Código Penal Brasileiro, o maior município da Serra Catarinense possui aproximadamente 139 inquéritos policiais voltados para a Violência contra as mulheres, de janeiro a junho de 2021. Um dos casos de maior repercussão foi o da jovem Ana Júlia dos Santos, 19 anos, que foi morta a tiros dentro de seu próprio apartamento, na região central de Lages, pelo ex-namorado que está foragido. Ana Júlia estava grávida.

A ação foi idealizada pelo Coletivo Feminista de Lages, formado neste ano após a onda de feminicídios que a cidade sofreu: “ficamos muito assustadas com os recentes feminicídios que aconteceram na nossa região. Decidimos que ficar assistindo ou esperando as coisas mudarem não era uma opção”, conta Mayra Ghizoni, uma das idealizadoras do movimento.

Para a Vereadora Katsumi Yamaguchi (PP), também idealizadora do movimento, é muito importante a participação do Poder Legislativo em causas que propagam informações e que buscam envolver os cidadãos em prol de um bem comum. “A iniciativa do coletivo é essencial para exteriorizar que o machismo se faz presente no nosso dia a dia e que todos somos responsáveis para coibir e combater. A ação de sábado foi interessante, especialmente pela aprovação e apoio de inúmeras pessoas sobre o tema”, comenta.