Mais de 1.200 funcionários da saúde foram afastados por suspeita ou confirmação de Covid-19

Desde que o novo Coronavírus (Covid-19) começou a circular no país, um dos grandes desafios sempre foi preservar a saúde de quem trabalha na linha de frente da batalha contra a Covid-19. Afinal, quem vai cuidar dos doentes se os próprios profissionais da saúde adoecerem? A falta de médicos e enfermeiros pode inviabilizar até mesmo a abertura de novos leitos de UTI, pois não basta ter os equipamentos se ainda mais essenciais são os profissionais que irão atuar neste setor.

A Secretaria Municipal da Saúde de Lages conta com 1.299 servidores, entre contratados e efetivos, e aproximadamente 20 estagiários. Destes, 1.214 precisaram ser afastados em algum momento, entre os meses de março e agosto, devido a suspeita ou confirmação de contaminação pelo novo Coronavírus.

Além da Covid-19, outras doenças e cirurgias provocaram o afastamento de funcionários. Também precisaram ser afastados, por tempo indeterminado, servidores que se enquadram no grupo de risco, seja por apresentarem comorbidades ou por terem mais de 60 anos de idade, respeitando ao decreto municipal.

Nestes seis meses, durante aproximadamente 80 dias a Secretaria da Saúde precisou fazer remanejamentos ou substituições para atender à demanda e não deixar a população desassistida. “Praticamente toda a Secretaria da Saúde, em todos os setores, incluindo as Unidades Básicas de Saúde foram afetadas pelo afastamento de servidores”, afirma a diretora financeira da Secretaria da Saúde, Léia Teixeira da Silva de Campos.

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