Familiares, amigos e conhecidos de João Gilmar de Souza estão se preparando para realizar, sábado (27) à tarde, uma manifestação na antiga cancha de São José do Cerrito, pedindo por esclarecimento a respeito da morte de João Gilmar, no último dia 15, quando recebeu cinco tiros da polícia. “Foi morto como se fosse um bandido”, dizem alguns conhecidos. É isso que está indignando a comunidade.

Ele era uma pessoa muito conhecida de todos, inclusive integrava o Conselho Comunitário e sempre estava pronto para ajudar as demais pessoas, mas tinha problemas com depressão e “todo mundo sabe que as vezes ela saia fora da casinha durante as crises de depressão”, contam. Mas a questão é que a versão que a polícia dá aos fatos diverge do que algumas pessoas da comunidade contam e presenciaram. Por isso querem esclarecimento.
Na versão da polícia João Gilmar estava armado no centro da cidade ameaçando as pessoas com um revolver. Chamada a polícia, esta saiu em perseguição (João Gilmar estava em um fusca azul) alcançando-o quando este já estava saindo da cidade para ir para casa (morava na localidade de Socorro). Segundo a polícia, atiraram nos pneus do fusca e ao solicitar que saísse do carro, ele saiu de arma em punho, pronto para atirar e levou então cinco tiros, morrendo no local.
O que dizem as pessoas que acompanharam os acontecimentos:
O cara que chamou a polícia quando João Gilmar estava lá na praça, é sogro de sua irmã e chama-se Dalto. Dalto estava vendendo frutas em um carro estacionado na praça central. João Gilmar foi comprar fruta e viu que tinha algumas estragadas e jogou no chão dizendo “fruta podre eu não quero”. Estava com o revolver na cintura, mas não chegou a sacá-lo. Por esta grosseria, ele chamou a polícia.
Saindo dali ele foi na Epagri e lá entrou sem passar o álcool em gel na mão e foi chamado atenção. –“Sabe aonde vou passar o álcool? Na boca do revolver,” disse ele.
Também falou que já sabia quais eram as pessoas que estão roubando gado no interior do Cerrito e na segunda-feira seguinte iria denunciar “já que a polícia não estava fazendo nada”
As primeiras pessoas que fecharam ao local quando João Gilmar foi baleado afirmam que ele estava morto dentro do carro, ainda com a máscara, o cinto de segurança e com as mãos no volante. E, teria jogado a arma em um barranco quando da abordagem da polícia. Outras que vieram pouco depois, já falam que ele estava caído, fora do carro, com o revolver ao lado.
A polícia (o delegado e um policial que, inclusive, estavam à paisana) atiraram uma pedra quebrando o vidro do lado do caroneiro, e havia sinais de bala no veículo e os pneus furados.
Este vídeo mostra o momento dos tiros:
Também há pessoas que garantem que após matar João Gilmar o delegado voltou à praça e conversou com Dalto (ele que havia chamado a polícia) e disse: “Matei o Gilmar, agora ele vai parar de incomodar”
E, mais, incumbiu o próprio Dalto de levar para lavar o fusca em que João Gilmar foi morto.
Por todas estas questões é que a comunidade está pedindo e insiste que os fatos sejam esclarecidos porque nada fecha com que diz a polícia.
Neste vídeo acima mostra que João Gilmar não saiu do carro que estava com os pneus furados. Foi morto ainda dentro dele.
Acho mais uma encenação… O cara já tinha sico morto. Se deram 5 tiros, ali só deram 4. O primeiro, foi antes, a queima roupa, certamente..