Dez dos 16 vereadores assinaram moção de apoio ao movimento nacional pela valorização dos Profissionais de Enfermagem.
Manifestamos apoio ao Movimento Nacional dos Profissionais de Enfermagem, promovido pela União Nacional de Enfermagem, em favor da aprovação de 30 horas semanais, piso salarial, insalubridade e aposentadoria especial para a categoria. A enfermagem atua em todas as fases da vida das pessoas, desde o nascimento, passando pelos cuidados preventivos, paliativos, até os momentos mais difíceis. É essencial para os sistemas de saúde público e privado, tanto pelo tipo de trabalho que desenvolve como pela quantidade de pessoas envolvidas na atividade. Em 2020 é comemorado o Ano Internacional da Enfermagem.
No Brasil são mais de dois milhões de profissionais desse setor. No mundo, 23 milhões. Sem esses profissionais, o sistema de saúde não teria como manter a qualidade, nem mesmo como prestar atendimento à população. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que faltarão nove milhões de enfermeiros, enfermeiras e parteiras no mercado para satisfazer as necessidades de saúde da população mundial até 2030. Esse cenário evidencia a importância de valorizar a profissão, fundamental para que sejam atendidas metas de saúde, tratar e prevenir doenças.
Há necessidade de investir na formação de profissionais de enfermagem e na atração de mais pessoas para a atividade para atender à demanda crescente. Também é necessário romper barreiras, como combater a desinformação sobre a autonomia e as atribuições da categoria. Outro aspecto é a necessidade de valorização. A enfermagem, até os dias de hoje, não tem um piso salarial fixado ou jornada de trabalho regulamentada. Isso faz com que os profissionais tenham vencimento e expediente de trabalho incompatíveis com o volume de responsabilidades e atribuições que possuem, sendo obrigados a manter vários vínculos.
Desta forma, manifestamos o nosso apoio ao manifesto pacífico, solicitando que os poderes executivos analisem as reivindicações dos profissionais, especialmente pelo fato de hoje estarem na linha de frente ao combate à pandemia.