Incógnita sobre as opções dos eleitores nestas eleições

Na quinta e sexta-feira da semana passada o ex-governador Raimundo Colombo fez uma peregrinação pelo meio oeste. Esteve em Santa Cecília, Curitibanos, Brunópolis, Monte Carlo e Videira acompanhado pelo presidente regional do partido, deputado Milton Hobus.

No discurso com as lideranças do partido estava a importância da definição dos candidatos às Câmaras Municipais e às prefeituras. Para Raimundo Colombo, o que a sociedade quer nessas eleições são líderes, pessoas preparadas e com conduta que possam inspirar outras pessoas. “Esse é o desafio. Política é isso. É a arte de você liderar as pessoas. Então, nós temos que nos refazer, reencontrar os novos caminhos. É um belo desafio, uma grande oportunidade”, disse.

O ex-governador observou que a eleição municipal cria essa oportunidade, é uma eleição muito humana, perto e próxima da população. “Não é pela televisão e o que você fala não são índices, não são dados, são emoções, lágrimas, sonhos e esperanças de pessoas com as quais você convive e você compartilha esses sentimentos”, concluiu. Diria que Colombo é quase um poeta das multidões com seu forte apelo social.

Na realidade, o que Colombo e o PSD estão procurando é o mesmo que os demais partidos. A maior dificuldade das lideranças hoje é cooptar interessadas na disputa diante desta reviravolta que o Brasil viveu há dois anos com a eleição de Bolsonaro e Carlos Moisés.

Embora Colombo entenda que foi uma onda que passou, nenhum partido tem certeza quanto a isso. Enquanto os partidos buscam um caminho e um diferencial eleitoral para encaminhar os que seguiram a onda, ainda estão tateando no escuro a procura de uma luz. E, neste clima de incertezas, as pessoas também vacilam diante das novas normas que dificultam o processo eleitoral. Exceção apenas para a disputa a prefeito. Ai, o canto da sereia continua sendo irresistível!

 

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