Detido bando que vendia produtos falsificados

A Polícia Militar de Lages prendeu no domingo, 16, cinco homens suspeitos de estelionato, associação criminosa e nota falsa, em Lages. 

O fato ocorreu por volta 22h35min, na Marginal da BR-116, no bairro Área industrial. Todo o material apreendido pela polícia indica que o bando vendia, aproximadamente R$ 36 mil por mês, em produtos falsificados.

 A polícia recebeu informação que um grupo de homens, vindos de São Paulo, estariam percorrendo Lages e região para vender tintas em residência como se fossem da marca Suvinil. 

Mas, na verdade, o produto que continha nas latas era muito inferior, parecia ser uma espécie de cal.  Dois cidadãos, um homem e uma mulher, moradores do bairro Gethal, acionaram a PM no início da noite de domingo, informando que teriam sido vítimas do grupo do “golpe das tintas”.  Imediatamente, a PM começou a diligenciar em hotéis da cidade à procura dos indivíduos.

 Em um hotel, no bairro Cidade Alta, às margens da BR- 116, avistaram na garagem do estabelecimento, o carro que, segundo informações das vítimas, era usado na prática do crime. 

O gerente relatou que dois homens haviam saído e, outros três estavam no hotel. Ele repassou o número dos quartos para os policiais.

 Os policiais aguardaram até que os dois indivíduos retornassem para o Hotel e, com o apoio de outra viatura, realizaram a abordagem dos sujeitos. 

Durante inspeção veicular, foram encontradas no compartimento de carga do veículo, 11 latas com a inscrição Suviacrilíco. 

No interior dos recipientes, um líquido branco, semelhante a cal. Os envolvidos relataram que eram tintas e que tinham todas as notas dos referidos produtos no quarto do Hotel. 

 Os envolvidos entregaram aos policiais militares algumas notas fiscais. Porém, a quantidade de produto informada nos documentos não fechava com a quantidade que estava em posse deles.

Ao consultar a chave de acesso das notas no site da Fazenda do Governo Federal, os PMs verificaram que não existia NFe com aqueles dados. Constataram também, que três notas não tinham a data de saída dos produtos e, outras duas que possuíam data, eram carimbadas. O carácter bem diferente da impressão, indicava falsificação. 

 Nas mochilas dos envolvidos também foram encontradas máquinas de cartão de débito e crédito de diferentes marcas. Ainda, dezenas de comprovantes de depósitos bancários de inúmeras pessoas físicas e bancos. Havia mais um caderno de contabilidade das vendas. 

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