Na conclusão do trabalho de Criaticidade, realizado pela empresa Glóbulo, especializada em ressignificação de imagem, foram apresentadas sete ações visando estabelecer a marca da cidade.
Uma destas ações é a candidatura para concorrer ao título de Capital Mundial do Design 2020, competindo com cidades do mundo inteiro, para ser reconhecida pelo uso eficaz do design para impulsionar o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental. Por meio de um programa de eventos de um ano, a cidade designada mostra as melhores práticas em políticas e inovações urbanas sustentáveis lideradas pelo design que melhoram a qualidade de vida. É certo que avançamos sobremaneira no campo da tecnologia da informação a partir da implantação do Órion Parque. A partir dele estão surgindo novas empresas de inovação com grande significação para a economia de Lages. Mas, não temos ainda um volume de iniciativas que apontem as melhores práticas em políticas e inovações urbanas sustentáveis capazes de competir com Torino (Itália), Seul (Coréia do Sul), Taipei (Taiwan), Helsinque (Finlândia) para citar algumas das cidades que já receberam o título de Capital Mundial do Design.
Estabelecer que o caminho econômico de Lages é o da tecnologia da informação, me parece ser óbvio demais, sem considerar seu histórico econômico e suas potencialidades. Ora, hoje o mundo é digital. Quer queiramos ou não todas as cidades têm de investir na tecnologia da informação como parte essencial para coexistir. Informações oriundas do Órion Parque, outro dia, era de que uma das empresas que estão sendo encubadas ali, havia desenvolvido uma embalagem biodegradável e uma empresa europeia deveria comprar a ideia já que aqui não tinha encontrado investidor interessado. Portanto, precisamos é de empresários dispostos a investir aqui. Empresas daqui. Conseguir o título de Capital Mundial do design 2020 pode até ajudar, mas não pode ser uma meta final de um movimento como a que propõe o Novos Tropeiros