Na semana passada o deputado Kennedy Nunes (PSD) propôs a instalação de uma CPI para apurar denúncias sobre o concurso público para a Polícia Militar de Santa Catarina realizado no dia 11 de agosto.
Para ele há uma situação de gravidade para ser apurada além das denúncias que surgiram na semana anterior em relação aos erros da prova e as exigências no psicotécnico que desclassificou inúmeros candidatos.
“Deputados do Acre me alertaram que o instituto que aplicou as provas e arrecadou R$ 4 milhões aqui em SC, antes era uma fundação que foi banida da região Norte. Foi proibida de realizar concursos lá por fraudes que cometiam”, declarou o deputado. Ainda de acordo com Nunes, a empresa que antes atuava como Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (FunCab) mudou o CNPJ e trocou o nome. E foi sob a denominação de Instituto Professor Carlos Augusto Bittencourt (InCab) que aplicou as provas de seleção para a PM catarinense. “Precisamos dessa CPI até para preservar a imagem da PM, que é uma entidade que todos aqui defendemos e não pode ser prejudicada por uma empresa como essa”, afirmou o parlamentar.
O deputado lageano Marcius Machado está entre os que levaram preocupação com relação ao concurso ao plenário da casa. Erros de ortografia e a impressão na folha de respostas do que seriam as soluções corretas com letras minúsculas, entre outros problemas, levantaram suspeitas sobre a idoneidade da empresa.
É certo que temos necessidades de mais policiais, mas as muitas denúncias sobre o concurso incluindo a desclassificação em massa de candidatos, critérios questionados, denúncias de notas alheatórias e questões não previstas no edital, colocam o concurso em suspensão. Para os deputados, causou muita estranheza a exigência de que no teste psicológico fosse necessário atingir 100% das 22 questões. O próprio edital do concurso de 2015 exigiu nota mínima de 57% nessa prova. São fatos que não podem simplesmente ser ignorados.