Prefeitos e vereadores pretendem ir ao governador pela reabertura da nova ala

Os prefeitos da Amures e os vereadores não se deram por vencidos diante do anúncio da ativação gradativas da nova ala do Tereza Ramos somente a partir do segundo semestre do ano que vem e pretendem ir ao governador para tentar antecipar.

Mas é bom observar que como destacaram os dois secretários que aqui estiveram (da Saúde e Casa Civil), “o Hospital faz parte de um complexo hospitalar em que abrange um total de 13 unidades sob a responsabilidade do governo do estado e é preciso levar em consideração que a nova ala faz parte de um projeto costeado e financiado pelo programa PAC por SC, que só de obras em hospitais foram executadas em Chapecó, em Xanxerê (Hospital São Paulo), do Tereza Ramos, em Lages; do Hospital Marieta Konder Bornhausen em Itajaí; do Hospital Hans Dieter Schmitt, em Joinville e nenhuma destas obras foram entregues embora todas tivessem prazo de funcionamento anterior a 2019. Não estamos procurando culpados, mas houveram problemas que acabaram protelando a entrega”, enfatizou Helton Zeferinio.

E disse mais: “Obviamente que enquanto estado, temos interesse que as coisas aconteçam, mas também temos de ter um zelo no que diz respeito a responsabilidade. Seria leviano virmos aqui e dizer que vamos inaugurar a nova ala do Tereza Ramos a partir de amanhã, com 10 leitos de internação”, disse ele citando que a previsão de entrega era para 2016 e já estamos em 2019 e ela não aconteceu.

“Só por ai é possível ver que temos algumas inconsistências no que diz respeito a contratos,” enfatizou.  O secretário disse entender a angústia da secretária municipal quando tem uma UPA com pacientes aguardando remoção, mas isso não é uma situação única.

Conta que “a região onde temos o maior número de hospitais é em Florianópolis e mesmo assim há sempre muitos pacientes nas UPAs aguardando remoção para os hospitais. Quando a UPA foi idealizada a previsão era de que o paciente passasse por lá e, no máximo em 24 horas, deveria ser removido”.

O governador também deverá repetir o que disse o secretário de que se analisar o número de leitos do Tereza Ramos, no mesmo período de último quadrimestre com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 32% na oferta de leitos ao município. Se comparar este quadrimestre atual com o primeiro quadrimestre de 2019 já tivemos um incremento de 39% a mais de oferta de leitos. Só no quinto andar estão funcionando 18 leitos no total (oito leitos de clínica, oito leitos de cirurgia e dois de isolamento).

Tanto os vereadores como os prefeitos terão de se preparar para rebater estes argumentos, senão nem adianta marcar a audiência.

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