Segundo o secretário da Casa Civil, Douglas Borba, Carlos Moisés recebeu o governo com mais de R$ 700 milhões em dívida de credores que estavam batendo à porta e o governo não tinha mais crédito para a compra até de medicamentos.

Foto: Nilton Wolff
Deste volume, só faltam serem quitados R$ 180 milhões, ou seja, pagaram mais de meio bilhão de reais. “Isso foi fruto de algumas importantes ações e coragem do governo ao fazer uma reforma administrativa reduzindo os 1400 cargos comissionados para pouco mais de 500. Só com isso a economia será de R$ 500 milhões nos quatro anos”, disse.
Lembrou também da difícil batalha do duodécimo dos poderes (TJ e TCE, Assembleia e Ministério Público): “Não conseguimos diminuir o percentual repassados, mas já está gerando retorno dos poderes com a devolução das sobras e com isso temos uma previsão de que devem retornar aos cobres estaduais um valor estimado em R$ 300 milhões/ano”, explicou.
A outra batalha enfrentada pelo governo foi a revisão dos benefícios fiscais no estado. Entende que os benefícios fiscais devem ser mantidos para aquelas categorias que precisam de fato, manter a competitividade, mas não para empresas individuais.
Com isso, do déficit projetado de R$ 2,5 bilhões no ano, “já caiu para pouco mais de R$ 1 bilhão ao ano e pretendemos sanar estas dívidas ainda no primeiro ano de gestão” disse o secretário. Para o governo são sinais de avanço que abrem possibilidade de financiamento para novas ações do Estado, já que hoje o governo não tem mais capacidade de endividamento. Borba explicou também que quando assumiram o governo o comprometimento da receita estadual com a folha de pagamentos do funcionalismo era de 51% e hoje já está em 46,5%.
E, o percentual reduzido será investido nas obras que se fazem necessárias. Começa a aparecer dinheiro no governo que não seja apenas proveniente de financiamentos. O governador Moisés, disse ele, tem se dedicado à organização administrativa e financeira, inclusive com a revisão dos contratos. Cita o caso emblemático da compra de oxigênio:
“Antes se gastava, somente com a compra de oxigênio hospitalar R$ 24 milhões por ano. Agora, comprando através de pregão eletrônico (que passou a ser a regra) foi adquirido a mesma quantidade pela metade do preço: R$ 12 milhões”, festejou Borba.
É isso que a população deseja: o bom uso do dinheiro público.
E o próximo governo vai pagar o que eles estão gastando agora.