CPI aponta indícios de dois crimes

Os indícios levantados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pronto Atendimento de Lages apontam cinco profissionais que podem ter cometido homicídio culposo (aquele em que não há a intenção de matar).

De acordo com o relatório final da CPI, estes profissionais estariam envolvidos no atendimento a duas pessoas (um homem e uma mulher), que foram atendidas em datas diferentes na emergência do Tito Bianchini e, posteriormente, morreram. O mesmo relatório destaca que há indícios de negligência por parte destes profissionais, nestes casos específicos.

Criada pela Câmara de Vereadores de Lages, a CPI tinha como base do seu requerimento “apurar denúncias veiculadas na imprensa de que ocorreram várias mortes no pronto atendimento, averiguando se houve negligência no atendimento médico, bem como causas e possíveis soluções da superlotação rotineira na emergência municipal”, e, inicialmente, levou em consideração os óbitos registrados entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2019.

Apesar de afirmar que a base da CPI eram denúncias veiculadas pela imprensa, o autor da proposta, vereador Jair Júnior (PSD) – que foi relator da CPI, não indicou nenhum caso específico, mesmo no início das investigações.

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