A Festa do Pinhão chegou ao seu ápice, agora precisa de mudanças para sobreviver

A previsão é de que dentro de 30 dias o edital da Festa do Pinhão esteja pronto e lançado e, até novembro, se conheça a empresa que vai tocar o evento pelos próximos cinco anos.

Três dias após o final da última edição (a 31ª), o prefeito Antônio Ceron cumpriu o prometido e sentou-se com os setores representativos da sociedade organizada para uma avaliação do evento e colher as sugestões para a elaboração do edital para a nova concessão.

A segunda reunião para a discussão das alterações no atual modelo de concessão está marcada para dia 4 de julho, às 10h, quando deverão ser alinhadas as sugestões delineadas pelas entidades. O próprio prefeito Ceron admite que não há que se discutir o modelo, apenas as alterações que atendam as reivindicações “na medida do possível”. Claro que, até onde seja possível chegar sem que elas impeçam que a licitação não acabe deserta.

Hoje já seria inconcebível que retornasse para a prefeitura, no modelo antigo. É algo que não se cogita, em hipótese alguma. Mas, para que continue acontecendo é preciso também certos ajustes. O público não tem correspondido ao tamanho do investimento feito. Neste ano, em apenas dois dos 10 dias do evento tiveram público significativo. Creio que até mesmo a empresa organizadora, sendo ela a vencedora da concorrência, entende da necessidade de reestudar a festa.

A grande verdade é que precisa se reciclar. Este modelo que está ai seria perfeito se não fosse o fato de se replicar ano a ano. Tudo funciona muito bem em termos de estrutura. Só que não apresenta mais novidades. É apenas mais do mesmo. Tudo muito igual, da maioria dos shows (peca até mesmo pelo excesso) aos boxes, sejam gastronômicos ou do Showpinhão, são os mesmos todo o ano.

Quando se chega lá, a impressão que temos é que ainda estamos na festa passada. Acho que a Festa do Pinhão já chegou ao seu ápice. O ponto mais difícil que um evento pode chegar e também o mais crucial para sua sobrevivência.

 

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