Bornhausen e Coruja, juntos, no Podemos

Qualquer político tem de ter muito cuidado ao criticar seus pares, sejam eles de qualquer partido porque nenhum deles está livre de, de um momento para outro, serem colocados ao lado de seus maiores desafetos ou adversários. O problema não é conviver com eles e dividir a mesma trincheira, mas explicar aos seus eleitores. Sabemos que está ocorrendo um realinhamento político decorrente das últimas eleições que derrubou lideranças fortes e desmantelou partidos de primeira linha como foi o PSD que governou SC por 16 anos, a considerar que esteve junto com o MDB nos dois primeiros mandatos de Luiz Henrique da Silveira.

O que falar então do MDB? Também teve suas estruturas abaladas e dissidência de lideranças importantes. Como foi o caso do deputado Valdir Cobalchini que esteve com um pé fora da sigla.

Em Lages também o partido perdeu o vereador Mushue Hampel, que tendo ou não consistência para concorrer à sucessão (como argumentam alguns emedebistas), foi secretário, vereador e candidato a vice-prefeito. Ainda nem sabemos como ficará quando abril do ano que vem chegar, com a abertura da janela partidária, mas já há muitas dissidências de deputados e líderes, antes mesmo disso. As mudanças ocorreram em todos os maiores partidos mas a maior delas foi do PSB. Partido este que já nasceu de forma controvertida.

A saída do ex-deputado federal Paulinho Bornhausen de sua direção o esvaziou. A expectativa era saber para onde Paulinho seguiria e para surpresa nossa na semana passada o seu primo Waldemar Bornhausen assumiu o Podemos do senador Álvaro dias, abrindo caminho para Paulinho. O mesmo partido em que o ex-deputado Fernando Coruja aderiu antes de deixar a Assembleia, na expectativa de conseguir uma candidatura ao Senado. Deu errado. E, ainda por cima está agora o empurrando ao convívio com os Bornhausen. É o retorno ao início, quando ambos ainda eram do PFL e Coruja foi eleito vereador em Lages.

É certo que Fernando Coruja disse que não vai mais concorrer a nenhum cargo político. Mas “embora esteja fora da política a política não sai dele”, como ouvi recentemente de alguém bem próximo a ele.

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