Obras do Tereza Ramos estão paradas faltando cerca de 2% para terminar

Volto ao tema porque na realidade o assunto nunca esteve fora da pauta desde quando começaram as obras da nova ala do Hospital Tereza Ramos. Lages aguarda ansiosa a conclusão desta unidade que fará uma grande diferença no atendimento à saúde no município desde quando foi iniciada a sua construção. Construção esta que já chegou com atraso, pois só teve início no penúltimo ano do primeiro mandato de Raimundo Colombo, ou seja em agosto de 2013. É certo que as obras nunca pararam, embora pudessem ocorrer com maior celeridade, pois passaram-se seis anos e ainda estamos à espera da conclusão.

Nesta semana o vereador Maurício Batalha (Cidadania) foi à tribuna para informar que as obras estão paradas faltando cerca de 2% a 3% para terminá-la. A empresa encarregada demitiu todos os funcionários. Isso porque existem algumas pendências financeiras das medições. “Para retomar uma obra paralisada vai precisar muito mais valores porque acaba sendo depredada”, explicou o vereador.

Portanto está ai uma questão que requer uma mobilização urgente. Sabemos que os empresários através do Fórum das Entidades estão abrindo discussão sobre o modelo de administração da unidade. Esta falta de definição da gestão da nova ala é algo que também amarra sua operacionalização. Me parece que a abertura de concurso público para contratação dos cerca de 800 servidores necessários nunca esteve na pauta do governo anterior.

O ex-governador Raimundo Colombo falava na terceirização dos serviços e no modelo de participação comunitária formada com um conselho constituído por lideranças locais. O fórum discute a ideia de formação de um conselho ou ONG que possa contratar uma empresa para administrar o hospital e faça todo o controle da unidade. Entende inclusive que nesta condição o Tereza Ramos e o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres poderão trabalhar em conjunto o que não é possível hoje.

Atualmente, por exemplo, os médicos que trabalham em um deles não podem trabalhar em outro. A proposta dos empresários seria a utilização do mesmo modelo utilizado na administração dos hospitais de Jaraguá do Sul e Caçador.

 

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