
Onze pessoas detidas dentre eles servidores e empresários. Há informação que ocorreram buscas na residência do presidente da Assembleia, Júlio Garcia, mas não há confirmação de que esteja entre os detidos. Contudo, ele não esteve presente em solenidade marcada para esta manhã, em Florianópolis.
O inquérito foi instaurado em fevereiro de 2017. De acordo com a Receita Federal, foram identificados dois grupos empresariais que atuam na prestação de serviços a órgãos públicos e estariam adquirindo “notas frias” de empresas inexistentes para acobertar o pagamento de propina a agentes públicos.
De acordo com a Polícia Federal, um empresário teria confessado, durante o procedimento fiscal, que mantinha uma empresa de publicidade de fachada. A empresa simulava a prestação de serviços a grupos empresariais com atuação no ramo de terceirização de mão-de-obra que mantinham contratos com órgãos públicos catarinenses. A PF afirma que, segundo esse empresário, o esquema foi montado para possibilitar repasse de valores a agentes públicos.
Na Assembleia Legislativa informou-se que o ex-secretário adjunto da Secretaria da Administração, Nelson Nappi, teria sido um dos alvos das prisões. Também o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Hessmann, ex-presidente da Epagri, foi preso pela Policia Federal.
Segundo os delegados e auditores da Receita Federal, as investigações apuraram volume total de sonegação de 100 milhões de reais de contratos da Secretaria da Administração com uma empresa prestadora de serviços.