
A diretora do hospital Tereza Ramos Andreia Berto esteve ontem à noite (25), na Câmara de Vereadores para responder aos questionamentos feitos com relação ao fechamento do 5º andar da unidade.
Ela observou que embora o Tereza Ramos tenha 800 funcionários seria suficiente para suprir as necessidades se não fosse a alta rotatividade, as inúmeras licenças dos funcionários e dos atestados médicos, que já sabemos, é grande. Havia alas que ficava, com apenas um ou dois auxiliares de enfermagem (maior carência). De outro lado, havia muitos leitos vagos em alguns locais.
“Até em função dos questionamentos que foram feitos pela CPI do Pronto Atendimento, estão sendo feitas estas adequações para otimizar a ocupação dos leitos da unidade”, explicou Andreia.
Explica que com as mudanças que estão sendo feitas, ao invés de reduzir o número de leitos está sendo aumentado. Dos 182 leitos que existiam, ficarão 194 com o aproveitamento de espaços nas alas ativas.
Pelo que se preconiza, uma boa gestão hospitalar tem um índice de 85% de ocupação. Na média dos últimos seis meses o Tereza Ramos teve 69,21% de ocupação. Portanto a unidade tem condições de atender mais pacientes.
Diz que o 5º andar não era uma ala de isolamento para pacientes com doenças infecciosas. Para lá eram encaminhados os pacientes que saiam da UTI. A unidade possui cinco quartos para pacientes isolados e a média de ocupação é de 50%, diz Andreia.
Uma das questões que as vezes ocorrem falta de leitos para internamento com leitos vagos no hospital é porque, por exemplo, os que aguardam internamento são homens e na unidade só há disponibilidade de leitos femininos. Andreia passará a usar o expediente de unidades mistas, como já acontece nos demais hospitais. Não se trata de colocar pacientes femininos e masculinos no mesmo quarto, mas abrir quartos femininos nos quartos que estariam destinados aos homens. É uma reorganização dos leitos para a otimização da ocupação.
Portanto, já dá para perceber que Andreia tem conhecimento e está tentando fazer uma boa gestão.