Por conta da ação chamada Ouvidoria Ativa, o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União, estarão em Lages, hoje (22) dois auditores do CGU para receber as manifestações dos cidadãos, sejam elas críticas, sugestões, reclamações ou denúncias relativas à aplicação do dinheiro público federal aqui.
Este evento é realizado em parceria com o Observatório Social local, que abriu espaço em suas instalações, na Rua Quintino Bocaiúva, para que a ação seja levada a efeito.
Segundo o presidente do Observatório, Fabiano Ventura, o CGU faz este controle dos gastos do dinheiro público por amostragem, visto que é impossível estar em todo Brasil ao mesmo tempo. Desta vez foi Lages a escolhida para receber a auditoria, propriamente dita, que deve acontecer em julho ou agosto.
“Antes disso costumam enviar seus auditores para levantar informações junto à comunidade e ouvir as pessoas que dela fazem parte”, explica.
Obviamente que todas as denúncias, críticas e sugestões serão depois analisadas com base na documentação e dados que posteriormente vão levantar.
Nos cinco anos de funcionamento do Observatório, Fabiano diz que esta é a primeira vez que Lages recebe estes auditores.
“Antes disso só tivemos aqui os auditores do Tribunal de Contas da União em função da Operação Águas Limpas”.
Mas, Fabiano observa que o relacionamento que o Observatório tem com o CGU é muito bom, pois “são extremamente acessíveis e facilitam a obtenção das informações através de seu portal transparência que é bastante completo. Com ele conseguimos acompanhar cada repasse que é feito para o município”, diz Fabiano.
Hoje, seguramente, temos só em Lages em torno de R$ 150 milhões de investimentos da União, sem contar os demais repasses da bolsa família Fundeb, etc… e muitas obras em andamento e outras nem tanto, como da Avenida Ponte Grande, das creches em construção (algumas das quais com obras paradas) e unidades de saúde, como da UPA.
Será, portanto, a oportunidade de abrir este pacote e sabemos onde está o emperramento: se é o município que não toca ou é a União que não está fazendo os repasses. A expectativa dos auditores é de que um volume razoável de pessoas vão procurar o Observatório nesta tarde de quinta-feira, a contar com a experiência obtida em outras cidade onde já aconteceu a Ouvidoria Ativa.
