Cisama prevê implantação de dois aterros sanitários na região

A região deve gerar uma média de 200 toneladas de lixo por dia, segundo levantamento feito pelo Consórcio Intermunicipal da Serra Catarinense – Cisama.

São, no mínimo 20 caminhões de lixo que, necessariamente está indo para algum lugar todos os dias. E, certamente, grande parte não tem uma destinação adequada. Vão parar em lixões, sem nenhum tratamento. Isso sem contar que parte desse lixo poderia render dinheiro.

 

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Essa é uma das tarefas que o novo presidente do Cisama, o prefeito de São Joaquim, Humberto Brighenti vai se ocupar esse ano. Por exigência do governo federal, todos os municípios já acabaram conseguiram o projeto de saneamento básico, graças ao esforço conjunto feito através da Associação dos Municípios.

 

Mas, agora os prefeitos têm de buscar os recursos na área federal – de programas específicos ou emendas parlamentares – para executá-los.

 

Até agora são pouquíssimos os municípios que conseguiram aprovação e recursos.

O principal argumento para a não liberação era de que, mesmo os projetos existentes não atendiam as normas técnicas.

 

“Mas agora isso já está resolvido. Conseguimos adequar todos eles”, diz Brighenti.

O Cisama trabalha com a ideia de implantar duas usinas para coletar, tratar e reciclar todo o lixo da região (excluindo Lages que já tem seu próprio aterro sanitário), um próximo a Lages e outra em São Joaquim.

 

Hoje, em São Joaquim a coleta de lixo é terceirizada e segue para um aterro sanitário em Laguna.

 

No caso dos demais municípios, alguns vão para o aterro de Lages e outros usam lixões.

No caso do aterro de Lages, consta que para cá vêm o lixo de 14 municípios, o que nos preocupa, visto que o aterro também deve ter uma capacidade limitada).

 

Pelos estudos e levantamentos feitos pelo Cisama, o processo de implantação deve começar pelo sistema de coleta seletiva conjunta, “porque é uma questão relevante que o lixo pode ser transformado em dinheiro e precisamos avançar nesse sentido”, diz Brighenti.

 

Entende que a questão da destinação do lixo não pode ser tratada isoladamente, porque não sendo feita adequadamente, grande parte acaba chegando aos rios que estão interligados na região: os rios que nascem lá em São Joaquim e Bom Jardim, são os mesmos que passam por Lages e formam o Uruguai, lembra ele.

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