Perdemos o projeto do terminal de cargas para Jaguaruna

 

Terminal de cargas para Jaguaruna

 

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Na segunda-feira o governador Raimundo Colombo esteve em audiência, em Brasília, com o ministro interino da Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Ramalho, para tratar da questão dos aeroportos de Santa Catarina. Em especial sobre a concessão do aeroporto de Florianópolis e os encaminhamentos para a ampliação dos aeroportos de Chapecó e Jaguaruna.

Apenas foi citado que no rol das reivindicações estaria também o aeroporto regional de Correia Pinto, para o encaminhando dos subsídios aos voos regionais e a homologação da Anac para os voos. Mas já adiantou que a burocracia é desanimadora.

 

Aeroporto de Jaguaruna iniciou depois e já vai ampliar sua pista

 

O que me chamou atenção foi a proposta do governo com relação ao aeroporto de Jaguaruna. Entre a busca por recursos, desapropriações de terra, obras e a conquista das licenças e documentações, foram quase 15 anos e investimento de R$ 70 milhões.

O acesso e o terminal estavam prontos há quase cinco anos, quando recebeu o primeiro voo comercial, em abril do ano passado.

Não podemos esquecer que o aeroporto regional de Correia Pinto é mais antigo: já tem 20 anos e foram investidos pouco mais da metade: R$ 40 milhões.

 

Projeto do terminal de cargas transferido para Jaguaruna

Mas, o que chamou atenção é o fato de Colombo estar reivindicando a ampliação da pista de Jaguaruna, que já tem 2,5 mil metros de cumprimento (30 de largura), para 3,7 mil metros (45 de largura), para que possa receber grandes aviões e atuar no transporte de cargas.

 

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Ninguém desconhece que esse seria o projeto sonhado para o aeroporto de Correia Pinto e não de Jaguaruna.

Além do fato de que depois de 20 anos ainda não temos, sequer o aeroporto concluído e em operação, já estaria defasado para qualquer pretensão, para se fazer valer a proposta inicial de transformação em porto seco.

 

E olha que, pela sua localização estratégica, o aeroporto de Correia Pinto teria de ter prioridade. Nem precisa ressaltar aqui as inúmeras razões. Para começar, nosso aeroporto regional dispõe de uma pista de apenas 1.800 metros (30 de largura), perdendo até para a estrutura atual do de Jaguaruna.

É desanimador! Onde está a Comissão Pró Voos em Lages, onde estão nossos vereadores que não se pronunciam a respeito? 

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