A proposta do candidato Gelson Merísio para o Governo de Santa Catarina trouxe ao centro do debate eleitoral uma interessante contradição ideológica. Ao defender um enxugamento drástico da máquina pública — reduzindo o número de secretarias estaduais de 30 para 10 e cortando contratos de trabalho terceirizado —, o postulante adota uma agenda de austeridade fiscal que contrasta abertamente com a matriz desenvolvimentista e de Estado indutor historicamente associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Merísio se apresenta como aliado no estado.
A diretriz, detalhada pelo candidato em sabatina ao Grupo ND, prevê uma reestruturação profunda no Poder Executivo catarinense. A meta é extinguir ou fundir dois terços das pastas atuais, mantendo apenas 10 secretarias centrais e criando duas estruturas técnicas transversais. Na prática, a medida representa um corte de 66,7% no aparato de primeiro escalão, além de uma revisão rigorosa no contingente de trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao Estado.

Kkkkk….piada pronta! Qual político reduz cargos pra militância???
Cai no golpe quem quer!