A prefeita Carmen Zanotto mandou para a Câmara projeto que dispõe sobre o sistema de ajuda mútua entre municípios para ações de Proteção e Defesa Civil, com prioridade à região da Amures.
202606181720181781814018d760a0O assunto gerou debate e o primeiro vereador a se levantar contra foi Robertinho (PSD)
“Esse projeto de lei aí é um projeto bom, só que primeiro, eu acho que nós temos que resolver a situação da nossa casa. Porque você ajudar os municípios da região, eu concordo, mas como que você vai ajudar os municípios da região se nós temos uma máquina para fazer o serviço da cidade inteira de Lages onde ela não dá conta?
E onde, muitas vezes, ainda está fazendo serviço em áreas particulares. Estão fazendo a limpeza dos córregos… Primeiro de tudo, Freitinhas, tem que ter uma pessoa qualificada há muito tempo nessa área, porque o rapaz que está lá — não estou falando mal dele — mas ele não tem ainda a habilidade suficiente para fazer uma limpeza de um rio grande. Até porque a máquina não tem a capacidade de fazer essa limpeza.
Então, o que que tem que ter? Tem que ter uma máquina maior para fazer a limpeza, não só tirar o barranco do rio. Tem que fazer o desassoreamento, fazer a limpeza dentro do rio. Lá no bairro Guarujá, lá no Tributo, fizeram uma limpeza lá, mas não limparam o leito do rio, limparam só na lateral.
Como que nós vamos emprestar maquinário, emprestar funcionário para uma cidade vizinha se nós não temos nem para a nossa cidade de Lages? Eu acho que, primeiro de tudo, nós temos que nos amparar aqui na nossa cidade com equipamentos maiores para fazer limpezas de córregos e rios de acordo, de acordo com o que é feito em outros municípios. Não fazer uma limpeza só na lateral.
Não é culpa do funcionário, não é culpa do secretário, é culpa do equipamento que não é equivalente àquilo que é para ser feito no trabalho do dia a dia. Mas eu sou a favor do projeto, ajudar os municípios quando precisar, mas primeiro de tudo nós temos que tomar providência aqui na nossa cidade de Lages.”
Profª. Elaine Moraes (Cidadania), líder do governo veio em defesa da medida:
“Eu respeito o posicionamento dos meus pares e compreendo a preocupação, mas eu preciso lembrar que ninguém sabe o que que vai acontecer. Ninguém sabe, de fato, que fenômeno é esse. Primeiro ponto.
Segundo ponto: a gente pode, numa situação ali na frente, de repente ajudar, mas a gente também pode receber ajuda nesse pacto.
Lembrando que não é a primeira vez que o município ajuda e não foi na região, foi fora da região. No ano de 2024, em maio mais precisamente, o município ajudou na reconstrução da cidade de Muçum. Ele mandou 10 servidores, duas retroescavadeiras, dois… duas caçambas, um caminhão, uma escavadeira hidráulica e duas viaturas.
Só que nada veio para essa Casa. A diferença que existe aqui é a clareza nas ações do município.”