A sessão especial dos 60 anos do MDB na Assembleia Legislativa (Alesc) ganhou um tempero político extra vindo de Brasília. Em vídeo gravado especialmente para o ato, o ex-presidente da República José Sarney jogou confetes sobre a bancada catarinense, classificando o estado como um verdadeiro “celeiro de grandes estadistas” na história do país.
No resgate histórico, Sarney puxou da memória nomes icônicos da velha guarda emedebista e catarinense, como Nereu Ramos, Celso Ramos, Lauro Müller e o falecido ex-governador Luiz Henrique da Silveira. O maranhense foi além e estendeu os afagos à oposição histórica local, citando Irineu Bornhausen e Jorge Konder Bornhausen.

O ponto alto do bastidor foi a menção explícita — e sutil — ao senador Esperidião Amin (PP). Ao chamar Amin de “um grande político de Santa Catarina”, Sarney fez um aceno cirúrgico a lideranças que flertam ou estão alinhadas com as costuras majoritárias do MDB para as próximas eleições, mesmo vestindo outra camisa partidária.
A mensagem de Sarney traz uma carga simbólica pesadíssima para a pré-campanha. O afago de uma das maiores lendas vivas da sigla serve como um “puxão de orelha institucional” para unificar as bases e dobrar o espinhaço de correligionários rebeldes que vinham fazendo corpo mole ou torcendo o nariz para o atual projeto eleitoral do MDB catarinense.
Assim como o Ovo, o Sarney tem que se preocupar é com os netos.
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