A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) divulgou uma nota nesta segunda-feira (1) em que critica a construção de um monumento em homenagem ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dentro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A entidade “considera inadequado que uma universidade pública, mantida pelos impostos pagos por toda a população, destine espaço permanente para homenagear um movimento que, ao longo de sua trajetória, esteve envolvido em intensos debates políticos e ideológicos e que não representa o conjunto da sociedade brasileira”.
O monumento será construído coletivamente, no lugar da antiga concha acústica da UFSC.
A atual conjuntura das universidades federais no Brasil reflete um cenário de intensa polarização ideológica, com uma hegemonia expressiva de extremistas de esquerda em diversos setores acadêmicos. Embora seja fundamental evitar generalizações, visto que a comunidade universitária é heterogênea e abriga cursos técnicos, científicos e de exatas que geram inovação e agregam valor real ao desenvolvimento do país, há disfunções estruturais visíveis que comprometem a reputação dessas instituições.
Um dos principais pontos de crítica reside no fenômeno da retenção prolongada de estudantes, especialmente em áreas de ciências humanas. A permanência excessiva de alunos que estendem suas graduações por prazos muito superiores ao regular, muitas vezes atrelada à dependência contínua de auxílios e bolsas de assistência estudantil sem a devida contrapartida de desempenho, gera um impacto fiscal oneroso para o Estado. Esse ciclo de baixa produtividade acadêmica não apenas sobrecarrega o orçamento público, mas também desgasta a imagem institucional de universidades que deveriam atuar estritamente como centros de excelência, meritocracia e desenvolvimento nacional.
Não é de se estranhar a postura da ACIF, representantes da extrema direita.
A crítica ignora todas as ações sociais e de desenvolvimento que o MST proporciona.