Só diminuindo
o números
de candidatos
A Acil, através de seu presidente Luiz Spuldaro, lidera o retorno da campanha “Serrano vota em Serrano”. Criticada por alguns e elogiada por outros, acho que foi um instrumento importante para conscientização do eleitor sobre a importância de votar em gente da terra e de termos representantes nos legislativos estadual e federal.
Muitos paraquestistas já começam
a descem por aqui
Embora os paraquedistas continuem pousando por aqui e haja lageano trabalhando para elegê-los, caminhamos para a construção de uma consciência mais bairrista que, na prática, é a declaração de amor por essa terra onde vivemos.
Já tivemos cinco senadores
Spuldaro nos exibiu ontem um levantamento mostrando como tem sido o desempenho eleitoral da Serra no que tange apresentação no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa desde 1945.

Dirceu Carneiro, como Senador chegou a ser primeiro secretário do Senado. Aqui com Itamar Franco entregando sua convocação à assumir a presidência, diante do impeachment de Collor.
Nesse período tivemos cinco senadores, mais recentemente Dirceu Carneiro (1986) e Raimundo Colombo (2006). Mas, é nas duas outras esferas que mais temos perdido espaço nas últimas duas eleições e nem a campanha “Serrano vota em Serrano” conseguiu alterar o quadro.
Tivemos cinco deputados em
um só mandato

Um deles era Francisco Küster, um deputado combatível. Aliás, o Marcius me lembra ele. Kuster estara em todos os movimentos populares, Saia na rua carregando a bandeira do velho MDB. Chegou a presidir a Assembleia

Henrique Córdova (São Joaquim) foi deputado estadual, federal e governador. Como vice de Jorge Bornhausen, assumiu por um ano o governo de SC. Essa foto é da época em que estava governador. Tinha o mais empolgante dos discursos da época, bastante erudito, ao gosto daquele tempo
E nem precisamos voltar lá em 1958, quando tivemos cinco cadeiras na Assembleia. Uma das melhores performance foi em 1986 quando, além de um senador, tínhamos dois deputados federais (Francisco Kuster e Henrique Cordova) e quatro deputados estaduais (Juarez Furtado, Ivan Ranzolin, Raimundo Colombo e Rivaldo Macari).

Juarez Furtado foi prefeito e deputado. Foi também presidente da Assembleia. Veja, portanto que nossos políticos tiveram participação importante na história política de SC. E não apenas fornecendo governadores (oito com Colombo)

Rivaldo Macari (Bom Jardim da Serra) foi deputado bastante atuante. Foi quando deputado que sofreu acidente que lhe deixou paraplégico.

Ivan Ranzolin foi vice-prefeito, deputado estadual e deputado federal. É o político com mais mandatos, só na Assembleia cumpriu oito mandatos.
De lá para cá, o máximo que conseguimos foi em 2002 quanto tivemos dois estaduais (Antônio Ceron e Sérgio Godinho) e dois federais (Fernando Coruja e Ivan Ranzolin).
Em 2006, só dois eleitos

Raimundo Colombo foi três vezes prefeito, deputado estadual, senador e governador. Uma carreira política de dar inveja. Depois de Nereu Ramos é ele o nome de maior expressão política que temos

Fernando Coruja foi vereador, prefeito e deputado federal
por dois mandatos
Em 2006 só tivemos dois lageanos eleitos: Colombo ao Senado e Fernando Coruja a deputado federal. Apesar disso os suplentes Elizeu Mattos e Antônio Ceron conseguiram atuar na Assembleia.

Elizeu Mattos entrou como suplente e na segunda disputa foi um dos deputados estaduais mais votados. Foi líder de três governadores. Está em seu primeiro mandato como prefeito.

Antônio Ceron foi deputado estadual e por duas ocasiões foi secretário de estado, nas administração de Luiz Henrique (Secretário da Agricultura) e de Colombo (Chefe da Casa Civil)
Ceron foi deputado e depois, como suplente, preferiu ficar na Secretaria da Agricultura do governo do PMDB.
O problema é a baixa densidade eleitoral
É certo que alguns votos acabam sendo desviado para candidatos de fora, mas o grande problema da região é a pequena densidade eleitoral e o grande número de candidatos.
São muitos os candidatos a candidato
Mesmo nessa eleição que se avizinha o primeiro trabalho da campanha deverá começar por tentar limitar o número de candidatos postos: só para deputado estadual temos aí (embora ainda não homologadas as candidaturas, o que só vai acontecer na convenção): Gabriel Ribeiro (PSD), Renato Nunes de Oliveira (PP), Fernando Coruja (PMDB), Marcius Machado (PR), Luiz Carlos Pinheiro (PSDB). E não deve ficar por aí, visto que o PTB, PDT, PT e outras siglas também anunciam participação no certame.
Quem arrisca apostar quanto vamos eleger?