Em Anita Garibaldi as contas do exercício 2018 do prefeito João Cidinei da Silva foram rejeitadas, ontem (18) por sete votos a um. Segundo o prefeito foi uma votação política, visto que o Tribunal de Contas ainda nem votou seu parecer a respeito da defesa impetrada pela prefeitura. Inclusive o assessor jurídico do legislativo, o advogado Jucelino Mattos fez a observação aos vereadores que estavam para votar as contas no dia 4 deste mês. Neste dia suspenderam a votação, mas, ontem (18) decidiram votar.
Ouça o que informou Jucelino aos vereadores:
Há que se observar que foi votada as contas de 2018, mas a de 2017 ainda está aguardando para ser votada.
A questão que pesa sobre as contas de 2018 é porque a folha de pagamentos ultrapassou o limite de 54% da receita, chegando a 68%. Mas isso ocorreu porque os últimos dois prefeitos (Beto Marim e Ivonir Fernandes) incluíram no orçamento da prefeitura R$ 4 milhões de receita proveniente do ICMS da Hidrelétrica por conta de uma ação que o prefeito Beto Marin entrou na justiça para dividir o ICMS gerado com o município de Pinhal da Serra. Mas para isso teria de mudar a lei federal que determina que o ICMS vai para o município onde estão localizadas as turbinas da hidrelétrica (e está em Pinhal da Serra). Portanto esta receita maquiava a folha.
Quando o prefeito João Cidinei assumiu o Tribunal de Contas informou que não podia ser incluído no orçamento e por esta razão estourou o percentual de comprometimento da receita. E houve inclusive o processo de impeachment que o afastou temporariamente da prefeitura. Ele só conseguiu fechar as contas no exercício de 2019.

Mas, o grande problema do prefeito João Cidinei é que conta com apenas dois vereadores na Câmara e a oposição deita e rola e ele recebeu a prefeitura em uma situação muito precária. Para se ter uma ideia, assumiu com uma dívida de R$ 10 milhões, conseguiu pagar até agora R$ 7 milhões, este ano pagará mais R$ 1 milhões e ainda ficarão mais R$ 2 milhões para serem pagos pelo próximo prefeito.