PSD denuncia o PSL por uma prática que já usou quando governo

Em Lages o PSL, através do governador Carlos Moisés, está cooptando Lucas Neves, o mais votado dos vereadores para as suas fileiras.

Como é um partido ainda novo, precisa encorpar suas fileiras especialmente com lideranças que já foram testadas nas urnas, para enfrentar a eleição deste ano. Assim também estará se fortalecendo com vistas à reeleição de Moisés.

Este assédio do PSL já está incomodando alguns partidos, como o PSD, por exemplo.

Na quarta-feira o presidente estadual do PSD e deputado estadual Milton Hobus (PSD) denunciou que prefeitos estão sendo assediados com a promessa de recursos e informou que o partido pediu ao Ministério Público que acompanhe a execução de convênios e a liberação de verbas do fundo partidário nos municípios em que os prefeitos migrarem para o PSL.

“Na condição de presidente do PSD estamos fazendo uma representação ao MPSC para que acompanhe os movimentos de mudança partidária por cooptação financeira, infelizmente articulados pelo próprio governador”, discursou Hobus, acrescentando que “o presidente do PSL visita prefeitos e lideranças políticas com tabelinha de valores”. Outros partidos como o PL, de Marcius Machado, também reagiram a esta denúncia e seu colega deputado Ivan Naatz já se prontificou a assinar a denúncia.

Mas, para o Sargento Lima do PSL o prefeito ou liderança que aceitarem a “compra do passe” serão denunciados pelas urnas: “as pessoas que aceitam já estão marcadas a ferro quente”, disse ele.

Será? O interessante é que o PSD também já fez isso em outros tempos. Só aqui na região cooptou dois prefeitos – Arno Marian, que era do DEM; e Luiz Carlos Xavier (Tio Ligas), de Otacílio Costa, que era do PDT – e ambos se reelegeram pelo PSD. Certo ou errado, o PSL só está fazendo o que o PSD já fez quando estava no poder.

1 comentário em “PSD denuncia o PSL por uma prática que já usou quando governo”

  1. As promessas de trocas de partidos são usuais no Brasil, todos os partidos prometem mundos e fundos, ou só promessas, os candidatos com uma densidade eleitoral maior podem barganhar alguma coisa nesta história. Quero crer que esta ânsia de Munarim em ser testado nas urnas se configura mais como uma estratégia para sentir a densidade eleitoral do que algo mais sério, ninguém ama tanto Lages para colocar a mão no fogo por ela, nem a mão esquerda.

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