Polícia desvendou o crime da Restinga Seca em menos de 24 horas

Ontem (18), a Polícia Civil foi acionada por volta das 14horas para atender possível crime de latrocínio, na localidade de Restinga Seca, interior de Lages/SC, pois a vítima Rosimere do Rosário Pereira teria sido encontrada pelo companheiro JGR já sem vida e bastante lesionada. Por ocasião das investigações preliminares, o companheiro alegou que teria dado falta de uma televisão, tela plana, 32 polegadas, azo pelo qual, uma das linhas de investigações apontavam para a ocorrência de latrocínio.
Sucede que o comportamento apresentado pelo companheiro JGR durante o levantamento do local chamou a atenção dos policiais civis, eis que o mesmo não expressava sentimentos pela perda da esposa, demonstrando-se indiferente ao fato.
Sucede ainda que o fato em si teria sido presenciado por uma neta do casal de 04 anos de idade, a qual quando do levantamento fora encontrada em completo estado de choque, mas que posteriormente, já no seio da família passou a dar algumas informações aos familiares, dando conta que na manhã de ontem “teria visto JGR brigando com a avó”.


Neste ínterim, a perícia apontou que a morte de Rosimere do Rosário Pereira ocorrera pela manhã, o que não coadunava com a hipótese inicialmente traçada.
Em corolário das informações repassadas pelos familiares, JGR foi contraditado em sua versão apresentada à Polícia Civil, tendo então confessado a autoria do feminicídio; Disse que sem motivo aparente pegou um pedaço de madeira e praticou a primeira agressão enquanto a vítima Rosimere do Rosário Pereira dormia.

Continuou narrando que a vítima já acordada, clamava para que JGR parasse com as agressões, porém sem sucesso, eis que ele a perseguiu, desfechou mais alguns golpes e a deixou no chão da sala. Asseverou que com intuito de prejudicar as investigações tentou simular um crime de latrocínio, retirando a TV da sala e a homiziou em um galpão; Afirmou por fim que jogou as suas roupas impregnadas de sangue em cima de uma caixa da água e o instrumento utilizado no crime, o escondeu na mata.
Diante disto, JGR foi preso em flagrante pela prática de feminicídio.
Além da confissão, o procedimento policial está fundamentado em provas periciais que confrontam a versão inicialmente apresentada pelo autor e que coadunam com a hipótese de feminicídio, tais como, a reprodução simulada dos fatos e laudo de impressões digitais.
Após a confecção do Auto de Prisão em Flagrante, JGR foi encaminhado ao Presídio Regional de Lages/SC, estando atualmente à disposição da Justiça.
É curial pontuar que a investigação presidida pelo Dr. Márcio Schutz foi entabulada pelos Agentes da DIC de Lages/SC, com apoio de policiais civis lotados na 2ª e 3ª Delegacias de Polícia, tendo iniciado logo após a descoberta do crime e findado em meados de 07h30min da manhã do dia de hoje (19.11.2019) após a finalização do Auto de Prisão em Flagrante.

Deixe um comentário