
“Precisamos arrebentar a porta dos partidos, chega de homens nos partidos, a democracia deu um protagonismo ímpar para os partidos, são os donos das candidaturas, donos dos fundos, da propaganda, mas não podem ser donos das nossas vontades e da nossas realizações. É pé na porta, entrar, tomar conta, partir para cima, e, em contrapartida, preparar para a cidadania, preparar o eleitor e preparar os candidatos”, advogou Margarete Coelho, deputada federal do PP do Piauí, presente ao Congresso de Liderança Politica Feminina realizado pela Alesc esta semana.
“Tenha bandeira claras, você precisa dizer o quer liderar, qual é o seu tema, seu trabalho. Não use um tema vago, ‘eu quero cuidar’, ‘zelar’, isso é usado contra nós. Os homens fazem discurso de que vão construir, discurso feito de concreto e nós do amor. Isso passa uma imagem de fragilidade e a política está cheia de quem quer se dar bem na vida, de corrupto e corruptores, e ‘as mulheres não nasceram para isso’, ‘nem para ser corrupta serve’, ‘é boba’, é como se tivéssemos nascidas sem a vontade do poder”, argumentou