As reservas florestais de SC, sobretudo o Parque São Joaquim foram assunto do Jornal Nacional nesta segunda-feira.
O que pautou a matéria:
“Duas importantes reservas de araucária no Sul do país estão no centro de um debate envolvendo produtores rurais, ambientalistas e o governo federal.
Ela é uma das árvores mais antigas do planeta: 200 milhões de anos e sempre fez parte da cultura do Sul do Brasil.
“Eu conversava com o meu avô, ele plantava araucária, ele plantava, mas ele não plantava para ele, ele plantava para nós, para os meus filhos”, disse Adelar Mantovani, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Hoje o imponente pinheiro está diante de seu maior desafio: a sobrevivência. A floresta com araucária chegou a se espalhar por 200 mil quilômetros quadrados, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Mas, nos últimos cem anos, o homem explorou a floresta sem nenhum controle. Durante décadas, a madeira da araucária abriu espaço para a colonização e movimentou a economia.
Em 1993, quando o corte foi proibido, a área original da floresta com araucária já tinha sido reduzida a uma pequena sombra do que era. Corria um sério risco de desaparecer. E 26 anos depois, ela ainda não se recuperou.
A fiscalização encontra cenas de desmatamento ilegal. A produção agrícola continua avançando. Mas ainda é possível ter uma pequena amostra do que um dia a floresta já foi.
Quando o Parque Nacional de São Joaquim foi criado, na década de 1960, foi relativamente bem aceito na região. Mas a regularização fundiária nunca foi concluída. Muitos proprietários não receberam indenização nem saíram das fazendas.
Uma das mais bonitas áreas da região é da mesma família há mais de 100 anos. Em 2016, pela lei, ela passou a fazer parte do parque. Só que os proprietários não querem sair por dinheiro nenhum e agora lutam para que isso fique de fora da unidade de conservação.
“Por que que eu, a minha família, meus vizinhos vão ter que sair para vir alguém aqui para preservar alguma coisa aqui? Está tudo preservado”, disse o pecuarista José Carvalho, o Nano.
Nano, que cria gado dentro do parque, é de uma associação que reúne proprietários de terras na região. Eles apoiam um projeto de lei que reduz a área em mais de 20% de 49 mil para 39 mil hectares, e que está na Comissão de Meio Ambiente do Senado pronto para ser votado.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que nenhuma alteração em limites de unidades de conservação vai colocar em risco qualquer bioma ou qualquer tipo de vegetação em qualquer lugar do Brasil.”
Só que vai morrer, como ninguém pode tirar, a maioria corta, quando nasce.. Vai ser uma floresta velha, que vai morrendo aos poucos, tudo por ser uma lei burra…