Lages, que já esteve entre as primeiras cidades mais populosas do estado, ocupa hoje o 10º lugar, segundo o que confirma a estimativa populacional divulgada pelo IBGE nesta última quarta-feira.
Com 157.544 habitantes, está atrás de Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Chapecó, Itajaí, Criciúma, Jaraguá do sul e Palhoça (a que mais cresceu no estado). Em um ano a população de SC cresceu apenas 1,5% (89.294 habitantes). Isso porque 101, das 295 cidades perderam habitantes.
É o caso de 50% dos municípios da Serra. Se tomarmos os dados do censo de dez anos atrás (2009), vemos que os 18 municípios serranos tiveram uma perda de 16.494 habitantes (tinha 302.202 e está hoje com 285.708).
Neste período os municípios que tiveram a maior queda da população foram:
Lages, que perdeu 10.261 habitantes (tem 157.544)
São José do Cerrito que perdeu 2.329 habitantes (tem hoje 8.295);
Anita Garibaldi que perdeu 2.058 moradores (tem hoje 7.133);
Correia Pinto que perdeu outros 2.057 (tem 12.795) e
Cerro Negro que perdeu 922 habitantes (tem hoje 3.123). Proporcionalmente foi o que mais perdeu.
No total nove dos 18 municípios tiveram perdas e os demais tiveram acréscimo insignificante com exceção de Otacílio Costa que conta com 2.187 habitantes a mais do que tinha há 10 anos (tem 18.774); São Joaquim que tem hoje 1.830 moradores a mais (tem 26.952), Bom Retiro com mais 1.372 habitantes (tem 9.966) e Urubici com mais 410 habitantes (tem 11.235). No ano que vem haverá a realização do censo demográfico, visto que acontece a cada 10 anos.
Mais uma vez vamos colocar à prova as estimativas do IBG realizadas a cada ano. Por mais que questionemos a forma com que tais estimativas sejam realizadas, não há o que contestar pois eles são oficiais.
Particularmente não vejo possibilidade de erro já que são métodos científicos. A nossa cidade realmente não está se expandindo da forma com que desejaríamos. Se muita gente vem para cá, mais ainda são as que deixam a cidade. Para constatar é só fazer um levantamento entre seus familiares e nas famílias de seu círculo de amizade para vermos que realmente tem muitos lageanos espalhados neste mundo de Deus.
O fator principal é sem dúvida o fator de renda, com a possibilidade de renda na cidade a população estuda investe para depois ter o retorno disso por empregos, se não criamos fatores para renda as pessoas vão embora para locais que possam ter estes empregos e a Capital, Camboriú e o litoral geram esta atração, não se pode contrariar isso. Como lageano já nos tempos idos de 80 viemos para a capital estudar e mais tarde trabalhar no Estado, se ficasse em Lages ficaríamos submetidos a empresários mãos de vaca e a salários baixos, a solução seria expandir nossa fronteira agrícola, o parque industrial e pararmos de consumir no litoral as coisas que podemos comprar aqui e muita gente que estuda ou trabalha em Lages não é daqui e vota em outros lugares e pelos dados oficiais não são contados como moradores locais.
Por outro há certas vantagens em não se ter uma população grande ou que não cresça muito, se planeja melhor e os problemas sociais de uma cidade são mais fáceis de se administrar, veja que cidades com níveis melhores de vida são as que não crescem aceleradamente, ou seja, Joaçaba, Videira, Tubarão, Criciúma, Marília (SP), Ribeirão Preto (SP), Bento Gonçalves (RG), e países como Noruega, Dinamarca, Suécia, Holanda. A questão é que a mobilidade no país é normal, paulistas, gaúchos e nordestinos estão vindo para a o litoral atrás de subempregos, se colocarmos uma cama nas ruas da capital vai aparecer muita gente pagando para dormir nesta cama e ganhar salários baixos, esta é a era de Bolsonaro que o povo apoiou para um novo país. Em tese temos em Lages as condições para um crescimento salutar, mas a quem beneficia esse retrocesso e esse desemprego descomunal, são aqueles donos da cidade, as oligarquias que sempre estão no poder e se beneficiam de uma mão de obra baratíssima e abundante. E não faltam simpósios e reuniões, projetos e prospecção que saibam destes problemas lageanos e limitantes ao progresso.