O PSDB estadual está tentando oxigenar o partido e conseguir um resultado maior nas urnas no ano que vem. Está abrindo inscrições para o programa Jovens Líderes do PSDB, para selecionar e capacitar jovens de até 30 anos para participarem das eleições municipais de 2020. “Precisamos identificar jovens líderes para formar uma nova geração que vai comandar nossas cidades, nosso Estado e o Brasil. Todos aqueles que gostam da atividade política, possuem aptidão para o bem comum serão bem vindos,” destaca o presidente estadual Marco Tebaldi.
O Instituto Teotônio Vilela, braço acadêmico do PSDB, será o responsável pela seleção dos jovens e a realização dos cursos de capacitação. Uns dos pré-requisitos são nunca ter disputado um cargo eletivo, tem entre 18 e 30 anos e querer disputar uma eleição pelo PSDB.
A partir do dia 14 de setembro, o partido também inicia seminários regionais pelo Estado para levar as novas propostas dos tucanos. A executiva já iniciou pelo Oeste a troca de todos os coordenadores regionais.
“Estamos implantando uma nova divisão político-territorial das coordenações, escolhendo os novos titulares que vão trabalhar com a nova filosofia de construir um Novo PSDB”, explana Tebaldi. O caso da Serra é complicado, tanto que Tebaldi já marcou algumas visitas, mas acabaram não acontecendo.
Em vista da situação, é de fundamental importância que haja esta oxigenação na sigla que em outros tempos contava que um pessoal jovem em seus quadros. Não podemos esquecer que o Paulo Cesar da Costa (Costinha) já fez parte do partido e foi nesta sigla que Gabriel Ribeiro iniciou a militância política. Também, por um longo tempo contou com a liderança de Francisco Küster. Mas é bom lembrar também que sempre foi marcado por conflitos e disputas internas que acabaram atrapalhando o seu crescimento.
É claro que hoje não existe mais a fidelidade partidária e os interesses particulares suplantam as devoções aos partidos como no passado. A formação de lideranças começa pela filiação do jovem e toda uma caminhada na formação de um comportamento político, ideológico e uma faceta subjetiva de uma certa atração pelo discurso do partido, na maturidade este jovem poderá escolher os cargos a serem escolhidos para colocar seu nome a disposição do partido. Vejam o exemplo cabal de Lula, saiu dos sindicatos jovem para se tornar a maior liderança trabalhista do Brasil, com 56 títulos doutor honoris causa, vários prêmios internacionais, compartilhou a companhia de várias personalidade mundiais, foi homenageado em Coimbra com os acadêmicos colocando suas togas ao chão para ele pisar, quem no Brasil teve uma pequena amostra disso, ninguém, por isso tiveram que prendê-lo para ele não ganhar as eleições. Por isso a formação de jovens candidatos é uma constante lapidação ideológica em sua personalidade, não é somente publicar em verbetes para ver se surgem alguns aventureiros ou candidatos que se aproveite. Por isso no Brasil os partidos de direita não formam lideranças, pois não há o papel social em atuação diligente e constante, o que ocorre na esquerda pois seus candidatos geralmente são mestres em Filosofia, Ciência Política, Sociologia ou História e gabaritados para estarem na frente e defenderem o viés ideológico do partido.